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Comissão de Saúde vai ajudar maternidade

Saúde Comentários 12 de maro de 2011

Nova tentativa para manter aberta a instituição filantrópica que está funcionando há mais de meio século em Anápolis atendendo, principalmente, a mulheres de menor poder aquisitivo


A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Goiás vai atuar para garantir que a Maternidade “Dr. Adalberto Pereira da Silva” possa sair da crise financeira que ameaça o seu fechamento. Na última quinta-feira, 10, os deputados Carlos Antônio (PSC), José de Lima (PDT) e Joaquim de Castro (PPS) - este último o presidente da Comissão - se reuniram com o interventor da unidade, o médico e ex-secretário Municipal da Saúde, Ernei de Oliveira Pina. Também participaram da reunião o Promotor de Justiça Marcelo Henrique dos Santos e os vereadores Mauro Severiano (PDT) e Gina Tronconi (PPS).
O deputado Carlos Antônio, que provocou a reunião, disse que o encontro foi “extremamente proveitoso”. Na oportunidade, conforme relatou, entregou-se ao presidente da Comissão de Saúde um documento detalhando a atual situação da Maternidade. Na próxima semana deverá ser marcada uma reunião com o secretário estadual da Saúde, Antônio Faleiros, objetivando informá-lo melhor sobre o problema da instituição, que presta um atendimento de referência para várias cidades da região do entorno de Anápolis.
Há algum tempo, a unidade busca um meio para equacionar o problema de caixa, já que a receita não vem cobrindo as despesas. Há, também, uma rolagem de dívida com o INSS em torno de R$ 8 milhões.
Num primeiro momento a intenção é conseguir-se mais alguma ajuda da Prefeitura, que já oferece apoio à Maternidade, e da Secretaria Estadual da Saúde para sanar problemas como a folha de pagamento. Outra proposta seria entregar a gestão da Maternidade para uma Fundação. O elemento complicador, no caso, seria pelo motivo de a Maternidade não ser um hospital público nem privado. Trata-se de uma organização não governamental e seria necessária a busca de uma solução jurídica para o caso. “Uma coisa é certa, o hospital não vai fechar as suas portas”, assegurou o deputado Carlos Antônio, dizendo que, juntamente com o colega José de Lima vai trabalhar para que a situação se resolva.
Servidores do hospital têm reclamado de atrasos nos pagamentos e, também de falta de condições adequadas de trabalho. Para se ter uma ideia, o décimo terceiro salário e o mês de dezembro somente foram pagos no final de fevereiro. Para o deputado, a instituição tem condições, caso haja um reequilíbrio financeiro, de dobrar a sua capacidade de atendimento.

Histórico
Fundada na década de 60, por um grupo de voluntários liderado pela senhora Olívia Silva, viúva do ex-intendente do Município, Adalberto Pereira da Silva, a Maternidade desenvolveu, ao longo dessas décadas, um inestimável serviço na área médica, especialmente nas especialidades de Ginecologia e Obstetrícia. Foram milhares de atendimentos entre consultas, exames, tratamento pré-natal e partos em mulheres de todas as categorias sociais, com predominância para as oriundas de famílias mais carentes, tanto de Anápolis, quanto de cidades próximas.
Com o crescimento da demanda, devido, principalmente, ao aumento populacional de Anápolis e região, a Maternidade passou a sofrer esporádicas crises financeiras. Mas, nos últimos anos, as dificuldades aumentaram, a ponto de, mesmo com convênios junto ao SUS - Sistema Único de Saúde - e outras instituições, as receitas serem bem menores do que as despesas. Foram inevitáveis os atrasos nos compromissos com fornecedores, prestadores de serviços e, principalmente, funcionários. Por várias vezes a instituição esteve a ponto de encerrar as atividades, o que é considerado um problema grave para a sociedade local.
No final do ano passado, devido ao agravamento da crise, o Ministério Público, através do promotor Marcelo Henrique dos Santos, curador das fundações no âmbito da Comarca de Anápolis, interveio no problema, determinando o afastamento da diretoria, nomeando o médico Ernei de Pina como interventor. Com isso, foram levantados alguns recursos que possibilitaram a quitação de parte dos compromissos, mas longe de se solucionar a questão. A Prefeitura, por exemplo, alega que tem repassado, de forma adiantada, recursos provenientes de um convênio com a Maternidade. Mas, para o interventor Ernei de Oliveira Pina, a situação continua sendo grave e caso não haja o aporte de mais verbas, a situação fica insustentável. Já o |promotor Marcelo Henrique assegura que vão ser tentadas todas as alternativas para se salvar a Maternidade. Agora, com o caso sendo mais explicitado, principalmente no viés político, através da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa, espera-se uma solução para, primeiro, equacionarem-se os problemas financeiros e, depois, apurar-se as causas que determinaram o mergulho da entidade na crise em que se encontra.

Autor(a): Claudius Brito

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