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Comércio vive uma nova realidade

Economia Comentários 27 de julho de 2012

A descentralização do comércio varejista e a expansão do setor atacadista deram uma nova dinâmica a estes setores que têm importância histórica


O comércio de Anápolis não é como antigamente. Há pouco mais de uma década, os atacadistas e varejistas se concentravam, quase em sua maioria, na região central. Também no centro da cidade estavam instaladas todas as agências bancária. Mas, essa realidade mudou e, hoje, há eixos comerciais em diversos pontos da cidade. Muito embora, o comércio central não tenha perdido a sua atratividade. Muito pelo contrário, foram criados alguns cenários novos, como as grandes redes varejistas de eletroeletrônicos que se multiplicaram na região central e acabam atraindo muita gente.
O principal exemplo da descentralização está no Bairro Jundiaí. Considerada um dos setores nobres da Cidade e não distante do Centro, a região conta com grandes supermercados, bares e restaurantes, lojas de roupas, de informática e sete agências bancárias nas proximidades da Praça Dom Emanuel: Caixa Econômica, Banco do Brasil, Bradesco, HSBC, Unicred, Santander e Itaú.
Quem fizer um passeio pela Vila Jaiara, também, vai perceber que aquela região possui uma rede de comércio e serviços muito dinâmica, desobrigando os moradores de se deslocarem ao centro, ao menos, é claro, por vontade própria. A Avenida Mato Grosso também se tornou um centro comercial, porém, com foco para as chamadas lojas de artigos populares. Ainda há pontos de muita movimentação em outros setores, como na Avenida Pedro Ludovico, na região Oeste e nos bairros de Lourdes e Vila Formosa.
Outro caso que chama atenção, é a concentração de revendas e serviços de veículos ao longo da Avenida Brasil Sul. São vários estabelecimentos das mais importantes marcas, que atraem consumidores de diversas outras localidades goianas e, até, de outros estados.
A tendência, pelo que se percebe, é que cada vez mais, o comércio busque alternativas diferentes. Para quem não acreditava que os shopping centers seriam uma realidade na Cidade, basta ir a um deles para conferir a movimentação. Mudanças de hábitos e costumes, mudanças de locais, enfim, o Município vai transformando-se e se moldando a uma nova realidade. Que venham boas surpresas.

Atacadistas
Em relação ao comércio atacadista, o deslocamento do Centro se deu, principalmente, para as margens da BR-15360. O setor, ao contrário do que muita gente imagina, não estagnou. Pelo contrário, hoje, tomando-se como base a arrecadação de ICMS, é o segundo setor com maior volume gerado de recursos, perdendo apenas para a indústria. Em 2007, o comércio atacadista local arrecadou R$ 77,7 milhões de ICMS. No ano passado, o valor arrecadado foi de R$ 132,2 milhões. Portanto, um setor tradicional da economia local que está em ritmo crescente, esbanjando vigor e plenamente adaptado com a dinâmica do mercado na atualidade.

Autor(a): Claudius Brito

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