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Comerciantes reclamam de mudanças na Mato Grosso

Trânsito Comentários 29 de janeiro de 2011

Proibição de estacionamento tem gerado prejuízos para o comércio ao longo da via, já que não tendo onde parar o carro, o consumidor acaba optando por outros locais de compras


A proibição do estacionamento ao longo do trecho da Avenida Mato Grosso, desde a Rua Barão até a Praça Badhia Daher, tem sido motivo de descontentamento por parte dos comerciantes instalados ao longo da via. No começo da semana vários deles estiveram reunidos com o diretor geral da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte, Edson Peres. Mas, o encontro não produziu o resultado que era esperado, já que não foi sinalizada nenhuma mudança.
Segundo o empresário Clésio Alves, os comerciantes estão amargando prejuízos significativos, pois não há como os clientes pararem para adentrarem aos estabelecimentos, o que faz que os mesmos migrem para outros pontos comerciais da cidade. Conforme observou, o que deixou os empresários contrariados, foi o fato de a mudança somente ter sido comunicada quando já estava sendo efetivada com a colocação das placas. “Não tivemos o direito de concordar, discutir e conversar”, pontuou, acrescentando que os comerciantes estão estudando se vão ingressar com algum pedido ao Ministério Público para intervir na questão.
O problema na Avenida Mato Grosso é decorrente da interrupção do tráfego de veículos na Avenida Jacinta, onde uma ponte foi interditada por apresentar problemas em sua estrutura. Com isso, o fluxo de automóveis leves, ônibus e caminhões passou a demandar pela Mato Grosso, que já tem, naturalmente, um tráfego bastante intenso.
A CMTT, por enquanto, não sinaliza em retroceder, mas existe a possibilidade que em se normalizando o trânsito na Avenida Ana Jacinta, a mudança possa ser revertida, embora esta não seja ainda uma posição oficial do órgão. A reforma na ponte deve ficar pronta em seis meses. Prazo que os comerciantes consideram muito longo, pois já estão amargando prejuízos com as perdas de vendas. A situação é bem semelhante a que ocorreu na Rua Barão do Rio Branco, onde o estacionamento foi proibido há cerca de dois anos. Desde então, os comerciantes vivem reclamando da queda nas vendas. Mas a CMTT argumenta que as mudanças são em benefício de toda coletividade.

Autor(a): Claudius Brito

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