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Comerciante reage e mata assaltante

Violência Comentários 01 de junho de 2015

Fato aconteceu em plena luz do dia, em um dos setores mais populosos de Anápolis


Os crimes contra a vida, em especial homicídios e tentativas, voltaram a incomodar a população de Anápolis nos últimos dias. Os crimes acontecem em diferentes setores e em horários alternados, com a maioria dos envolvidos já com passagem pela polícia. Foi o caso de Wellington Gomes Ferreira de Paula, 23 anos, que segundo as autoridades policiais, já tinha vasta ficha criminal, incluindo furtos, roubos, assaltos, um homicídio e outros delitos.


Ele, em companhia de um comparsa, chegou a uma distribuidora de gás liquefeito, na região de Vila Formosa e, armado com um revólver Smith And Wesson deu voz de assalto ao proprietário, o comerciante Henrimar Nunes da Costa. O assaltante, no entanto, não contava com a reação da vítima que entrou em luta corporal com ele. Na refrega, o comerciante conseguiu desarmar o bandido e a arma acabou disparando acertando o assaltante no peito esquerdo. Ele foi socorrido, mas morreu a caminho do hospital. Seu comparsa fugiu e está sendo procurado pela Polícia Civil.  O comerciante fugiu após o fato e ficou de se apresentar à autoridade policial acompanhado por seu advogado e iria apresenta a tese de legítima defesa.


Outro caso de morte por arma de fogo vitimou o jovem Pablo dos Santos Martins, 19 anos, que morava ano Parque Calixtópolis. A polícia foi chamada para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo e, ao chegar à casa d Pablo, na Rua São Francisco, já o encontrou em estado de óbito, cum um tiro no olho. Agentes policiais começaram a trabalhar no levantamento de dados que possam indicar a motivação desse assassinato.


No povoado de Miranápolis, entre Souzânia e Anápolis, foi registrada a morte de Wesley José Barros Gomes, de 21 anos. Ele estava em casa de parentes e resolveu sair, afirmando que voltaria em pouco tempo. Segundo seu padrasto Jair Jose da Silva, o jovem afirmou que iria a uma festa familiar nas proximidades. Como demorava a retornar, Jair José da Silva disse que saiu à sua procura e ficou sabendo que ele havia sido alvejado. Wesley morava no Adriana Parque e fora a Miranápolis visitar os familiares. Ele havia saído da Cadeia Publica, onde cumpria pena, há menos de um mês e queixava-se de que vinha sendo vítima de ameaças de morte.


Um oficial da Polícia Militar disse que os três casos são emblemáticos. No primeiro deles o militar considerou arriscada a reação do comerciante, principalmente pelo fato de o bandido estar armado.  O desfecho poderia ser o contrário, ou seja, o comerciante ser morto. “Não recomendo a ninguém a reagir a um assalto, mesmo se estiver em condições favoráveis” disse. No segundo caso o policial considerou que pode ser um caso de acerto de contas, mas não quis se alongar nos comentários. Quanto à execução de Wesley José, ele assegurou que crimes como este têm uma espécie de previsão. “Geralmente os presidiários arranjam algum tipo de desafeto e colecionam inimigos no ambiente em que vivem. Não se trata de caso isolado, Muitos egressos da Cadeia acabam por serem vítimas de atentados poucos dias após ganharem a liberdade. Isto é vulgarmente conhecido por vingança ou acerto de contas. O preso ofendido que ficou na cadeia, sempre tem alguém aqui fora para vingá-lo”, pontuou o oficial.

Autor(a): Da Redação

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