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Começa o vídeomonitoramento nas ruas e praças da Cidade

Segurança Comentários 18 de dezembro de 2011

Sistema implantado em parceria com o Ministério da Justiça, através do Pronasci, terá inicialmente 25 pontos, mas a plataforma pode se ampliada em até 80 locais de monitoramento de ruas e logradouros


Anápolis passou a fazer parte de um seleto grupo de municípios brasileiros - não chega a 100, num universo de 5.560 - a contar com o sistema de vídeomonitoramento, inaugurado na última quinta-feira, 15, em solenidade realizada na sede do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, que congrega 18 instituições ligadas à segurança pública; órgãos de fiscalização; OAB, Ministério Público; Poder Judiciário, Governo Federal e UNESCO. O evento contou com a presença do Comandante Geral da Polícia Militar em Goiás, coronel Edson Costa Araújo, que fez questão de vir pessoalmente conhecer o funcionamento desse sistema, já implantado na Capital.
O Prefeito Antônio Gomide ressaltou que a implantação do vídeomonitoramento “é um projeto genuinamente anapolino”, o qual se deu a partir de convênio com o Ministério da Justiça, no âmbito do Pronasci (Programa Nacional de Segurança com Cidadania), que teve como desdobramento a implantação do GGIM. “Nós desenvolvemos o projeto e fomos buscar os recursos e os meios para trazer os equipamentos sofisticados que fazem parte desse sistema e, hoje, acreditamos que estamos colocando Anápolis, mais uma vez, como referência nacional, agora na área de segurança pública”, salientou.
O Chefe do Executivo destacou, ainda, que se trata do início do projeto que poderá ser expandido para, até, 80 câmeras, sendo que nesta fase estão em funcionamento 25. “Este é um sistema da Cidade, que futuramente poderá abrangê-la de forma mais ampla, inclusive, nos nossos distritos. Temos a possibilidade de fazer essa ampliação com a participação da iniciativa privada. O importante é que tomamos as providências cabíveis e o resultado está acontecendo”, sublinhou.
A coordenadora geral do GGIM, Cristina Issa, acompanhou, desde o início, todo o processo para a implantação do vídeomonitoramento que, segundo ela, por si só, não terá a funcionalidade desejada, sem a efetiva integração das corporações e instituições que congregam o GGIM. Outro ponto importante do projeto foi o convênio firmado com a Associação dos Deficientes de Anápolis, para a integração aos quadros dos agentes da central de monitoramento de portadores de necessidades especiais, que foram devidamente treinados para a função, estando aptos a identificar e lidar com as situações de risco que forem apresentadas.
O coordenador da central de monitoramento, tenente Edson Peres Dourado, assinalou que o sistema irá dar uma resposta rápida de ações não só por parte das polícias (Militar, Civil e Federal), mas, também, de outros órgãos como a Postura, o Corpo de Bombeiros, o SAMU e à Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT).
O Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis, Reinaldo Del Fiaco, comemorou o início do vídeomonitoramento que, conforme observou, é uma ferramenta que vai auxiliar, em muito, o combate a roubos e furtos no comércio local, assim como, aos consumidores que vão às compras no centro comercial. “É um avanço, e nós esperamos que o projeto seja expandido, inclusive, nas saídas de Anápolis”, acrescentou.

GGIM
O Gabinete de Gestão Integrada Municipal é formado pelas seguintes instituições: Prefeitura de Anápolis; Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT); Ordem dos Advogados do Brasil/Subseção Anápolis; Governo de Goiás; Polícia Militar; Corpo de Bombeiros; Polícia Civil; Polícia Técnico-Científica; Câmara Municipal; Centro de Inserção Social de Anápolis; Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; Conselhos Tutelares; Conselhos de Segurança (Conseg); Ministério Público do Estado de Goiás; Ministério da Justiça; Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Aérea Brasileira/BAAN.


Alta tecnologia nas ruas
O Sistema de Videomonitoramento implantado em Anápolis é composto de 25 câmeras instaladas em locais estratégicos, definidos em reuniões com os órgãos, entidades e corporações que compõem o Gabinete de Gestão Integrada Municipal.
As câmeras possuem alta tecnologia, zoom de até 37 vezes e giram 360 graus. Os equipamentos estarão ligados 24 horas por dia a uma central, instalada na sede do GGIM. Foram contratados 23 agentes de monitoramento para acompanharem as imagens, numa escala de 12/36 horas.
O montante de R$ 890 mil foi repassado para aquisição dos equipamentos, via convênio com o Ministério da Justiça (Pronasci). O Município disponibilizou a área de 700 m² para a sede do GGIM e da Central de Monitoramento, que conta com a Sala de Situação composta de três ambientes: uma Central de Monitoramento, onde estão instalados os monitores de mapeamento das zonas de criminalidade 24 horas; o Teleatendimento, com ramais gratuitos para disque-denúncia e disque-emergência; e a Sala de Intervenção de Crises, destinada às tomadas de decisões e complementação de ações referentes ao trabalho executado.
A supervisão do videomonitoramento é feita pela Polícia Militar, que contará com 14 policiais no serviço. A Prefeitura de Anápolis fica responsável pelo pagamento dos salários dos agentes de monitoramento e, também, do banco de horas destes PM´s.
Para apoiar a inclusão social, a Prefeitura abriu a possibilidade de que, dentre os agentes de monitoramento, fossem contratadas pessoas com deficiência. Para isso, foi firmada uma parceria com a Associação de Deficientes de Anápolis (ADA).


Comandante da PM elogia projeto
O comandante geral da Polícia Militar em Goiás, coronel Edson Costa de Araújo, ressaltou que Anápolis dá um passo importante para reforçar a segurança pública, principalmente em ocorrências como furtos e roubos. Conforme observou, em Goiânia o mecanismo de vigilância com câmeras tem permitido uma resposta mais rápida por parte da Polícia Militar nas ocorrências, o que gera maior tranquilidade para a população.
Em entrevista ao CONTEXTO, o comandante geral da PM afiançou que a sua meta de trabalho é desenvolver um policiamento austero no combate à criminalidade, inclusive, com ênfase à questão do tráfico de drogas que, segundo ele, é o principal fator de homicídios violentos. Ele reconhece, entretanto, que é um trabalho difícil, devido ao fato de que este tipo de crime acabou sendo pulverizado com a entrada em circulação de drogas baratas como o crack.
“Nós queremos trabalhar mais próximos da população, ter posturas firmes, mas respeitando o cidadão de bem”, enfatizou, acrescentando que a volta das fardas pretas dos policiais da Rotam foram uma resposta às cobranças da própria sociedade. Mas esta é uma questão pontual. O Comandante ressaltou que pretende estar presente em todas as regionais da PM, incluindo Anápolis, para saber as necessidades e desenvolver as estratégias de ação em conformidade com cada região.
No Entorno de Brasília, que é a questão mais preocupante - disse - pela primeira está sendo feita uma ação articulada entre os governos Federal, do Estado de Goiás e do Distrito Federal, para atuar não apenas nas questões exclusivas de segurança pública, mas nas áreas social, de saúde e de educação. “Essa região tem um déficit histórico de quase 50 anos de demandas”, ponderou.
Ainda sobre o vídeomonitoramento, o comandante geral da PM observou que a tecnologia hoje é uma das principais aliadas das forças de segurança e que Anápolis dá um passo importante ao adotar esse sistema.

Autor(a): Claudius Brito

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