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Começa a faltar água em alguns setores de Anápolis

Cidade Comentários 19 de setembro de 2010

Aumento desproporcional do consumo, causado pela longa estiagem, impede o abastecimento de toda a cidade. Em alguns pontos a água não chega às torneiras


A Saneago admite: se não houver racionalidade no consumo, ou se as chuvas demorarem mais um pouco, o abastecimento de água potável em Anápolis estará seriamente comprometido. Há mais de 100 dias não chove na região. Em alguns setores da Cidade a população já sofre com a falta do produto, agravada pela inexistência de reservatórios em milhares de residências. De acordo com a Gerente da Saneago, Tânia Pereira Valeriano, o reservatório do Ribeirão Anicuns, que serve como suporte para o sistema de captação que funciona no Ribeirão Piancó, foi acionado depois de vários anos sem haver a necessidade de se recorrer a ele. O bombeamento da água de Piancó para a Estação de Tratamento, que fica no Jardim das Américas I Etapa, está sendo feito em sua capacidade plena, mas, devido ao consumo que aumentou sensivelmente nos últimos meses, é impossível garantir-se água 24 horas por dia em todos os setores. As regiões mais altas são as que vêm sofrendo com maior intensidade. Em alguns pontos, a água somente chega no período noturno. A situação se agrava quando da execução de reparos nas redes, o que é previsível, tendo em vista a necessidade de se interromper o fluxo nos dutos centrais.
Ainda, de acordo com a Gerente da Saneago, Tânia Pereira Valeriano, existe muita desinformação e falta de conscientização por parte de considerável parcela da comunidade. “Muita gente, literalmente, joga água fora, lavando carros, calçadas, irrigando jardins, e, até, os leitos das ruas, tarefas que poderiam ser reduzidas caso estivesse chovendo”, diz ela. Outra agravante é o fato de muitas famílias não contarem com reservatórios (caixas d’água) compatíveis com o consumo. “Há residências onde moram seis, oito pessoas e a reservação é de 200 litros. Em caso de uma interrupção acima de duas horas, vai faltar água, com certeza”, justifica a Gerente.

Soluções
De acordo com Tânia Valeriano, o problema não está na falta de água em si. Ocorre que, com o aumento da demanda, a Estação de Tratamento não consegue processar um volume maior de água, o que inviabiliza 100 por cento de oferta. Nem mesmo contando com a água oriunda da Estação de Tratamento do Daia, que atende a mais de uma dezena de bairros, é possível se garantir água para todos, o tempo todo. Para a Gerente, existe um grande equívoco por parte dos consumidores, entendendo que a água seja fonte inesgotável. “Definitivamente não é. Se não houver uma conscientização maior, em pouco tempo o problema se agrava, como já ocorre em várias cidades brasileiras. O fato de a pessoa gastar desmedidamente, sob a alegação de que paga por isso, além de se constituir em um gesto egoísta, ainda contradiz com a ideia global de que é extremamente necessário que se poupem as reservas de água doce”, justifica.
Quanto ao aspecto técnico propriamente dito, sabe-se que o sistema de captação, tratamento e distribuição de água em Anápolis carece de uma urgente remodelação. “O que deu para fazer, até agora, foi feito. Nós adotamos todos os procedimentos técnicos disponíveis. Redirecionamos algumas adutoras; instalamos dezenas de válvulas para se evitar desperdício, fizemos remodelações no sistema distribuidor, remanejamos redes e melhoramos a oferta. Mas, isto não é suficiente. Anápolis precisa de altos investimentos para a ampliação do sistema captador e do sistema de tratamento, o que vai ser possível com os recursos que vêm sendo encaminhados na parceria entre Saneago e Prefeitura”, justifica Tânia Pereira.
O crescimento populacional de Anápolis, nos últimos seis anos, aponta para uma carga, cada vez maior, na demanda por água tratada. A atual Estação de Tratamento da Saneago, em que pese alguns melhoramentos, é considerada obsoleta, com capacidade exaurida, visto que seu projeto original previa funcionamento razoável para, até, o ano de 1985, projetando-se uma cidade com cerca de 200 a 250 mil habitantes. Estas marcas já foram ultrapassadas de há muito, e, não houve acompanhamento no que diz respeito a saneamento básico. Com as perspectivas de maior crescimento e, consequentemente, maior densidade demográfica, é preciso se aumentar, com urgência, a capacidade de oferta da água no Município.

Autor(a): Nilton Pereira

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