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Combustíveis: Preços ao consumidor começam a baixar

Geral Comentários 07 de maio de 2011

A pressão, ou melhor, o aperto dos consumidores, está contribuindo para que o preço da gasolina e do etanol nos postos de combustíveis de Anápolis comecem a recuar


A pressão, ou melhor, o aperto dos consumidores, está contribuindo para que o preço da gasolina e do etanol nos postos de combustíveis de Anápolis comecem a recuar. Na última quinta-feira, 05, o etanol, que chegou a ser encontrado por R$ 2,46, já era encontrado a R$ 1,99. A gasolina, que em alguns postos, estava sendo vendida em média a R$ 3,12, caiu um pouco menos, sendo encontrada até por R$ 2,99.
Nas últimas semanas, consumidores indignados com os aumentos que vêm ocorrendo sistematicamente desde o início do ano, espalharam pela internet, manifestos pedindo às pessoas que deixassem de abastecer os veículos num determinado dia, ou abastecem em valores pequenos, como forma de protesto. Mas, o protesto maior foi até de certa forma espontâneo, já que muita gente, diante da elevação dos gastos com transporte, teve de buscar alternativas diferenciadas, como o transporte de massas ou dividir o trajeto e o custo em um veículo com colegas.
O diretor do PROCON de Anápolis, Valeriano de Abreu, questionado pelo CONTEXTO se há uma tendência para que os preços, agora, entrem em declínio, demonstrou ceticismo em relação a essa questão. Segundo ele, em reunião com os donos de postos no mês passado, a situação exposta foi de que a tendência seria de novos aumentos. Mas há elementos novos, como o início da safra da cana-de-açúcar.
Valeriano Abreu disse que há vários meses o órgão vem fazendo o acompanhamento de preços e a conclusão a que pôde chegar é que os vilões dos aumentos, neste ano, são as distribuidoras e os usineiros. No entanto, ele enfatizou que os donos de postos, também, têm uma parcela e observou que não é uma prática comum, não só em Anápolis, mas em grande parte do País, por exemplo, a pessoa abastecer o veículo e o frentista entregar a nota fiscal sem que a pessoa solicite.
De qualquer forma, a queda de preços será um alívio, principalmente para as pessoas que necessitam do carro para trabalhar. A conta estava - e ainda está - muita salgada para o consumidor, que tem sofrido com outros aumentos de preços, como os dos alimentos. Um pouquinho de aperto aqui, um pouquinho de aperto ali e, no final do mês, a conta da economia doméstica pode ficar no vermelho.

Autor(a): Claudius Brito

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