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Combate ao câncer não tem trégua no Brasil

Saúde Comentários 23 de novembro de 2012

Um somatório de diversos fatores tem feito aumentar a incidência de câncer no sexo feminino. As autoridades médicas fazem um sistemático enfrentamento à doença


Em 27 de novembro celebra-se o “Dia Nacional de Combate ao Câncer”. A data foi instituída em dezembro de 1988 com a finalidade de lembrar o importante significado histórico das Entidades de Combate ao Câncer e proporcionar mobilização popular quanto aos aspectos educativos e sociais na luta contra esta doença. Nessa data, também, é celebrado o Dia Nacional de Luta contra o Câncer de Mama, instituído pela Lei nº 12.116/2009.
Anápolis conta com importantes entidades que atuam no combate e no tratamento da doença. Uma delas é a UOA, Unidade Oncológica de Anápolis, que atua desde 1994, oferecendo serviços como consultas ambulatoriais; radioterapia; quimioterapia; cirurgias ambulatoriais; exames radiológicos, citológicos e laboratoriais. Além do atendimento médico, todos os pacientes dispõem dos serviços de apoio como assistência social, nutrição, fonoaudiologia e psicologia. Já os serviços de odontologia e de fisioterapia são supridos por meio de uma parceria com a UniEvangélica que atende os pacientes de Anápolis e de toda a região nordeste do Estado.
Outra entidade que realiza trabalhos nesse segmento é o CAIS Mulher. Inaugurado há cerca de quatro meses, o Centro de Apoio Integral à Saúde da Mulher tem uma ampla estrutura com diversas especialidades para atender ao público feminino. Segundo a coordenadora da unidade, Nicolly Helen Tornis, o Centro trabalha com ações educativas. “Diariamente, às sete da manhã e à uma da tarde, são realizadas atividades educativas de prevenção ao câncer de mama e de colo uterino, além de métodos contraceptivos”, explica. Lá, também, são feitos diagnósticos acerca da doença. “São realizados exames preventivos e quando diagnosticada a doença, encaminhamos as pacientes para a Unidade Oncológica”, complementa a coordenadora.

Dicas sobre o Câncer de Mama
É o tipo de câncer mais frequente na mulher brasileira. Nesta doença, ocorre um desenvolvimento anormal das células da mama, que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor maligno.

Como a mulher pode perceber a doença?
O sintoma do câncer de mama mais fácil de ser percebido pela mulher é um caroço no seio, acompanhado, ou não, de dor. A pela da mama pode ficar parecida com uma casca de laranja; também podem aparecer pequenos caroços na região das axilas. Deve-se lembrar que nem todo caroço é um câncer de mama. Por isso, é importante consultar um profissional de saúde. Toda mulher com 40 anos, ou mais, de idade, deve procurar um ambulatório, centro ou posto de saúde para realizar o exame clínico das mamas anualmente.

O que é o exame clínico das mamas?
É o exame das mamas realizado por médico ou enfermeiro treinado para essa atividade. Neste exame poderão ser identificadas alterações nas mesmas. Se for necessário, será indicado um exame mais específico, como a mamografia.

O que é mamografia?
È um exame muito simples que consiste em um raio-X da mama e permite descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno.
O que pode aumentar o risco de ter câncer de mama?
Se uma pessoa da família - principalmente a mãe, irmã ou filha - teve essa doença antes dos 50 anos de idade, a mulher tem mais chances de ter um câncer de mama. Quem já teve câncer em uma das mamas ou câncer de ovário, em qualquer idade, também deve ficar atenta. As mulheres com maior risco de ter o câncer de mama devem tomar cuidados especiais, fazendo, a partir dos 35 anos de idade, o exame clínico das mamas e a mamografia, uma vez por ano.

O auto-exame previne a doença?
O exame das mamas realizado pela própria mulher, apalpando os seios, ajuda no conhecimento do próprio corpo, entretanto, esse exame não substitui o exame clínico das mamas realizado por um profissional de saúde treinado. Caso a mulher observe alguma alteração deve procurar, imediatamente, o serviço de saúde mais próximo de sua residência. Mesmo que não encontre nenhuma alteração no auto-exame, as mamas devem ser examinadas uma vez por ano por um profissional de saúde!
O que mais a mulher pode fazer para se cuidar?
Ter uma alimentação saudável e equilibrada (com frutas, legumes e verduras), praticar atividades físicas (qualquer atividade que movimente seu corpo) e não fumar. Essas são algumas dicas que podem ajudar na prevenção de várias doenças, inclusive do câncer.
Fonte: Ministério da Saúde

A história de Simone
No mês de fevereiro de 2011, Simone Mendes, 46, notou algo diferente em seu seio e a partir de exames de rotina descobriu estar com câncer de mama. Depois de mais de um ano de luta, hoje comemora o resultado do tratamento bem sucedido: está totalmente curada!
“Depois de notar algo de diferente no meu seio e comentar isso com minha médica, fiz um exame de mamografia. Ao ver o resultado a médica disse que na havia nenhuma alteração, mas ainda suspeitando, resolvi procurar um mastologista que após me examinar detectou o câncer de mama. Foi um susto muito grande! Fiz a cirurgia para a retirada dos nódulos em outubro do mesmo ano e em seguida iniciei o tratamento quimioterápico na Unidade Oncológica de Anápolis. Fiz oito sessões de quimioterapia com o intervalo de 21 dias entre cada uma. Em meados desse ano, depois de terminadas as sessões, passei para a etapa seguinte do tratamento, a radioterapia. Foram 35 sessões todos os dias, sem efeitos colaterais, diferentemente das sessões de químio. No início, quando meu cabelo começou a cair não me importei muito, mas depois de algum tempo aquilo me incomodou bastante. Foi desagradável. Mas, tive sempre em mente que toda aquela situação era passageira. Não deixei que aquilo tomasse conta de mim. Durante os próximos cinco anos tenho que tomar os medicamentos adequados depois do forte tratamento e a cada três meses devo retornar ao médico para realizar exames. O tratamento, graças a Deus, foi bem sucedido. E quem passa por alguma situação como essa deve antes de tudo ter fé e ter em mente que tudo vai passar. Tanto o tratamento quanto o sofrimento. No final, a gente vence.”

Autor(a): Carol Evangelista

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