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Combate a mosquito é arma contra o Zika vírus

Saúde Comentários 04 de dezembro de 2015

Município ainda registrou nenhum caso de febre Zika, infecçãotambém causada pelo mosquito que é transmissor da dengue, da febre amarela e da chikungunya


Na próxima quarta-feira,09, a secretaria municipal de Saúde, através da Gerência de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, fará a abertura da agenda de trabalho para 2016 em relação, principalmente, às medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, da febre amarela, da febre chikungunya e, agora, também, do Zika vírus que, nos últimos dias, tem colocado em alerta as autoridades de saúde em todo o País, devido à relação estabelecida e já reconhecida pela Organização Mundial de Saúde entre o ZIKAV e os casos de bebês nascidos com microcefalia- doença em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal, influenciando o seu desenvolvimento mental.
Segundo Érica Reis, gerente da área de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, a intenção deste primeiro evento é mobilizar os profissionais que atuam no combate a endemias e os profissionais de saúde de uma maneira em geral, para que eles possam somar no trabalho de conscientização da população em relação ao combate aos focos do Aedes aegypti. O primeiro evento da agenda será uma caminhada, com saída marcada para às 09 horas, da porta da unidade do Sesi da Vila Jaiara. Em 2016, várias ações vão acontecer durante todo o ano.
Apesar do esforço no combate ao mosquito, os números não são muito animadores. Este ano, até 28 de novembro (semana 47), foram notificados 10.453 casos de dengue no Município, sendo que 5.051 foram confirmados e 5.130 descartados. Outros 247 estão, ainda, sob investigação. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 27,5% dos casos confirmados de dengue em Anápolis. Os locais de maior incidência são a região central (que engloba vários bairros próximos), a Jaiara e a região da Alexandrina.
Segundo Érica Reis, o trabalho de combate aos focos da dengue é permanente. Mas, devido ao alerta do Zika vírus, será intensificado. E este trabalho, claro, para ter êxito, depende do envolvimento de toda a população, colaborando para eliminar os locais que possam servir de criadouros para o mosquito transmissor. Além das ações de rotina que são desenvolvidos pelas equipes de combate a endemias, também haverá blitz mensais para atacar pontos críticos.

Monitoramento
O médico infectologista da Secretaria Municipal de Saúde, Marcelo Daher, disse nesta quinta-feira,03, em entrevista por telefone ao Jornal Contexto, que o Município por enquanto não adota nenhum esquema especial de monitoramento do Zika vírus. O procedimento adotado é seguir as orientações e protocolos que repassados pelo Ministério da Saúde.
Marcelo Daher ressalta que tudo que envolve o Zika vírus “é muito novo ainda”, sendo necessária, na sua opinião, uma atenção maior para se compreender como o vírus age, sobretudo, nas crianças. Também, investigar mais à fundo as formas de transmissão e, enfim, “conhecer melhor o inimigo”.
Quanto ao diagnóstico, Marcelo Daher observa que o mesmo pode ser feito até mesmo na porta de entrada do SUS, que são as unidades básicas de saúde. Porém, observou, o diagnóstico do Zika vírus deve ocorrer num prazo de 07 a 10 dias, no máximo, pois é nesse período que os sintomas se manifestam. Quanto ao tratamento, ele afirmou que, não necessariamente, os pacientes precisam se deslocar para o Hospital de Doenças Tropicais, em Goiânia, que foi apontado como a unidade de referência em Goiás para receber os portadores do Zika. Conforme assinalou Marcelo Daher, os hospitais da Cidade têm condições de absorver os pacientes e tratá-los em conformidade com os protocolos do Ministério da Saúde.
Para o infectologista, a palavra-chave em toda esta questão é a prevenção. “E a prevenção passa por um combate ainda mais sistemático visando eliminar o mosquito transmissor, no caso, o Aedes aegypti”, sublinhou.
Em Anápolis, não há, ainda, oficialmente, nenhum caso confirmado de febre Zika. Há investigação de dois casos de microcefalia. Contudo, não é possível dizer se, nestes casos, o vírus Zika seria o agente causador, já que a doença pode também surgir em decorrência de agravos de rubéola, toxoplasmose, febre chikungunya, parvovírus, dentre outras.

Sobre o Zika vírus
O Zika vírus (ZIKAV) é um RNA vírus, do gênero Flavivírus, família Flaviviridae. Até o momento, são conhecidas e descritas duas linhagens do vírus: uma Africana e outra Asiática. O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores. No entanto, está descrito na literatura científica, a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.
A febre por vírus Zika é descrita como uma doença febril aguda, autolimitada, com duração de 3-7 dias, geralmente sem complicações graves e não há registro de mortes. A taxa de hospitalização é potencialmente baixa.
Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas, porém quando presentes a doença se caracteriza pelo surgimento do exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça e menos frequentemente, edema, dor de garganta, tosse, vômitos e haematospermia. No entanto, a artralgia pode persistir por aproximadamente um mês. (Fonte: Ministério da Saúde)

Autor(a): Claudius Brito

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