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Comando Regional da PM traça novas metas

Segurança Comentários 09 de setembro de 2016

Novo comandante prega combate sem tréguas ao crime e anuncia novidades


Ao alegar que já sabia o que iria encontrar no Terceiro Comando Regional da Polícia Militar, que assumiu recentemente, o Coronel Wellington Urzêda disse que, a princípio, não deverá contar com reforço de contingente, nem mais armamentos ou outros elementos que compõem o sistema de segurança para Anápolis e para dezenas de outras cidades que estão sob sua responsabilidade. “Vamos trabalhar com o que temos. O que vai mudar, ou melhor, o que já está sendo mudado, é o método de trabalho. Vamos dar o máximo para que a população se sinta mais segura, mais protegida”, disse ele em entrevista à Rádio São Francisco na terça-feira, 06. Para o oficial da PM há uma nova proposta de segurança pública para Goiás, sob o comando do vice-governador e titular da Pasta, José Éliton Figueiredo que quer as polícias unidas no combate ao crime. “Os primeiros resultados já estão aparecendo”, disse o Coronel Urzêda, ao anunciar o recolhimento de quase três dezenas de armas de fogo em diligências realizadas em poucos dias, a desarticulação de uma quadrilha especializada em assaltos a bancos e a prisão, em flagrante, de vários autores de homicídios. De acordo com ele, a ordem é combater, incansavelmente, as manchas criminais, priorizando Anápolis. ‘Não que os outros municípios sob nossa responsabilidade não sejam importantes. É que, Anápolis, pela logística e pela forte economia, naturalmente atrai a presença de grupos marginais. “Combatendo o crime mais sistematicamente aqui, os reflexos serão sentidos nas cidades vizinhas também”, justificou o Coronel Urzêda.
Mudança de método
O Comandante do Terceiro Comando Regional da PM disse que existem modalidades de crime peculiares em cada cidade ou região. “Aqui, por exemplo, vamos priorizar o combate aos crimes contra o patrimônio, principalmente o roubo a transeuntes e aos domicílios. A incidência é grande, mas já temos um plano de ação. Vamos aumentar o policiamento com motocicletas e teremos, assim que forem liberados os alunos que estão em fase final de formação, também reforçar o policiamento à pé”, justificou. É que cerca de 80 novos soldados deverão ser incorporados à tropa do Terceiro Comando Regional da PM e grande parte, de acordo com o cronograma estabelecido, ficará em Anápolis. Além disso, a PM abriu inscrições para mais 2.500 homens e mulheres que entram em fase de preparação no começo do ano que vem. Parte desse contingente, com certeza, vai ser destacada para a região de Anápolis, segundo o Comandante Urzêda.
Outra mudança que já se verifica no policiamento exercido pela PM em Anápolis é a sistemática presença dos comandantes de batalhões e companhias nas diligências e nas blitzen. Esta é uma orientação do Comando Geral da PM de Goiás e, de acordo com o Coronel Urzêda, vai ser a tônica de agora em diante. “Vamos aprimorar nossa parceria com a Polícia Civil para que os resultados surjam o mais depressa possível”, justificou o oficial da PM. Para ele, é importante que a sociedade colabore. “Agora mesmo, deveremos intensificar a abordagem a motociclistas, principalmente em horários e em locais suspeitos. Estão ocorrendo muitos crimes com o emprego de motocicletas em diferentes pontos de Anápolis, como é o caso das regiões próximas às faculdades. É claro que ninguém gosta de ser abordado, mas não tem outro jeito. Não há como saber quem é bandido ou não. A única forma é abordar e identificar”, justificou o Comandante do 3º CRPM.

Causa maior
Ainda, segundo o Coronel Urzêda, a incidência maior do crime contra o patrimônio está intrinsecamente ligada ao narcotráfico. “O viciado precisa de dinheiro urgente para comprar droga. Quando não tem, ele parte para o crime e começa pelo furto, seguindo para o roubo e, em determinados casos, até o latrocínio”, alegou o Comandante.
Sobre reforços na estrutura policial disponibilizada para a PM na região, o Coronel Urzêda disse aguardar, para breve, a destinação de mais armamentos, veículos potentes e outros recursos, parte deles oriunda da Força Nacional. “Mas, enquanto isso não estiver à nossa disposição, vamos trabalhar com o que temos em mãos. A tropa precisa estar motivada, temos um compromisso com a sociedade e vamos dar o máximo de nós para cumprirmos este objetivo”, destacou. E, a respeito da metodologia a ser empregada, o Comandante do 3º CRPM disse que “o bandido é quem escolhe a forma como quer ser tratado. A Polícia Militar está preparada para qualquer situação. Se for no diálogo, assim será. Se for no confronto, assim o será também”, disse o Coronel Urzêda. Para ele, não há fórmulas milagrosas e nem mágicas de combate ao crime. “O que dá resultado é o empenho, o envolvimento da polícia na defesa da sociedade. E, isto, podem esperar do nosso Comando”, concluiu.

Autor(a): Nilton Pereira

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