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Coluna Boa Prosa - Ed. 262

Boa Prosa Comentários 29 de abril de 2010

Notas Gerais - Ed. 262


Na padaria
Cristóvão Pires, que morreu prematuramente vítima de acidente de trabalho, era dono de uma ferraria na Rua Floriano Peixoto, nas décadas de 60 e 70. Espirituoso e detentor de uma boa cultura, ele se notabilizava pelo humor refinado e pelas dezenas de amizades que cultivou ao longo de muitos anos. Gostava de música, arte e literatura.
Certo dia, Cristóvão foi a uma padaria (hoje esses estabelecimentos são chamados de panificadoras) que ficava perto de sua oficina fazer uma compra. Dirigiu-se à moça que atendia no balcão e perguntou:
- “Tem pão quente aí, minha filha?”
A moça, de forma meio que debochada, retrucou na hora:
- “Pães, nós temos”.
Ao que Cristóvão, sem perder a linha, respondeu na bucha:
- “Então, eu quero um pães”.
Poder feminino
O caso mais conhecido é o de Helena de Tróia, mulher que provocou uma das guerras mais famosas de todos os tempos, entre os aqueus (gregos) e troianos (hoje região da Turquia). Helena, mulher de Menelau, foi raptada por Páris, filho do Rei Priamo de Tróia, desencadeando o famoso episódio. Mas, no decorrer dos séculos, outros casos, também importantes, mostraram a influência de mulheres em decisões político/administrativas, muitas delas resultando em problemas incontornáveis. Por isso, é sempre importante que não seja menosprezada a força que as mulheres exercem nos governos, inclusive nos tempos atuais.

O viaduto
Só faltava essa. Antes mesmo de ser oficializada, a obra do Viaduto do Daia, anunciada como a grande conquista dos anapolinos neste ano de 2010, está sob suspeita de irregularidades. Tem coisas que acontecem em Anápolis, que só acontecem em Anápolis.

História
A “Coluna Prestes”, movimento revolucionário que eclodiu a partir do ano de 1922, passou por Anápolis em julho de 1925, com destino ao Norte do País. À frente os comandantes Miguel Costa e Luiz Carlos Prestes. Conta a história que, em determinado dia, quando os “revoltosos” estavam nas cercanias da cidade, um de seus soldados matou um fazendeiro de nome José Mendes, na localidade conhecida como ‘Engenho da Serra”. Contrariado com a atitude de seu comandado, Luiz Carlos Prestes mandou fuzilar o soldado, o que aconteceu na região do Morro da Capuava. Os “revoltosos” fizeram saques, mataram várias reses, porcos e levaram grande quantidade de mantimentos. Depois, seguiram viagem. Fonte: Livro “Anápolis, Sua Vida, Seu Povo” (Haydée Jayme Ferreira - 1981).

Investimento
O maior investimento que se pode fazer, atualmente, para salvaguardar a família, é um bom plano de saúde. Não se trata de propaganda desta ou daquela empresa que atua no ramo. É que, está cada vez mais difícil se conseguir atendimento médico pelo SUS -Sistema Único de Saúde. Em Anápolis, lamentavelmente, não se foge à regra. Com raras e honrosas exceções, se o cliente não tiver, no mínimo, R$ 200 no bolso, é praticamente impossível ser atendido quando necessita.

Grande irmão
Cuidado... por onde você anda, hoje em dia, é bem possível que seus passos e seus movimentos estejam sendo filmados. O que tem de big brother espalhado pelo Brasil, é uma grandeza. O programa da Globo é “fichinha" perto do que se tem presenciado por aí. E, muita gente anda caindo. Vejam-se exemplos recentes de espionagem política, empresarial, policial e outros. E, sobre o tema, que fim levou, mesmo, aquele projeto de se instalarem câmaras nas principais ruas de Anápolis? Até que elas seriam bem úteis. Basta ver os casos de assaltos, roubos, sequestros e outros crimes que são flagrados por esses equipamentos em diversas cidades brasileiras.

Puxão de orelha
A demora em se definir uma ampliação da área do Distrito Agro Industrial de Anápolis, está resultando na perda de vários projetos para o Município. Informações da própria Federação das Indústrias do Estado de Goiás, através de seu vice-presidente, Wilson de Oliveira, dão conta de que muitos grupos têm procurado informações sobre o Daia, interessados em instalarem plantas industriais no local, mas esbarram-se na notícia de que não existem áreas disponíveis. E a classe política de Anápolis, ao que consta, não move uma palha.

Poluição
O Ex-Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou, na semana passada, que o problema da poluição nas médias e grandes cidades brasileiras somente será amenizado quando a população entender que os automóveis são os principais poluidores, ao liberarem milhões de toneladas de gases, partículas de chumbo e outras substâncias tóxicas no ar. Para Minc, a grande saída é o emprego, cada vez mais crescente, do transporte de massas (ônibus, trem e metrô) ao invés de se utilizarem os carros convencionais.

Curioso
De acordo com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Mozart Soares Filho, o “Mozarico”, existe uma forte demanda para a instalação das feiras livres no período noturno. Segundo ele, essa inversão de comportamento é surpreendente. “As pessoas querem ir à feira no fim da tarde e no começo da noite”, justificou. Hoje funcionam cerca de seis feiras no período noturno em diferentes bairros de Anápolis.

Mais um
É lei... quem for transferir um veículo automotor, tem de, primeiro, pagar um novo tributo. É a tal de pré-vistoria, feita por empresa particular que, em Anápolis, custa R$ 90. Só depois é que o proprietário vai se dirigir à Ciretran para os demais procedimentos. Onde, certamente, irá desembolsar mais uma razoável quantia. A lei é federal, não adianta chiar. Mais uma despesa para o bolso do contribuinte. A exceção é para carro zero quilômetro, assim mesmo, se este for transferido em um prazo máximo de seis meses.

Os pombos
A proliferação de pombos nas ruas centrais de Anápolis está preocupando alguns setores da comunidade. As aves, embora sejam belas e façam parte da paisagem urbana, são, também, vetores de várias doenças, conhecidas por zoonoses e que podem atingir os humanos. E, é bom lembrar, não se pode abatê-las, pois elas são protegidas pelas leis ambientais. O recuso apontado pelos especialistas, é negar-lhe alimentos, a fim de que tais aves migrem para regiões desabitadas.

Completou
Agora, não falta mais nada... O Brasil já tem terremoto também. Se isso era coisa de país importante, como China; Itália; Estados Unidos; México, Chile e, outros, não temos mais de ficar com inveja. Nos últimos dias, a imprensa nacional se ocupou de registrar tremores de terras até, quem diria, na Amazônia. É o fim da picada. Ou começo da picada?

Autor(a): Nilton Pereira

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