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Coluna Boa Prosa - Ed. 261

Boa Prosa Comentários 23 de abril de 2010

Notas Gerais - Ed. 261


Duas rodas
Para aqueles que acham difícil a convivência entre carros e motocicletas no trânsito das cidades brasileiras, uma notícia nada animadora. Em janeiro e fevereiro deste ano, foram fabricadas mais de 250 mil motos. Valendo dizer que, em comparação com o igual período do ano passado (2009), o aumento foi de 47,5 por cento. E, dizem, a produção vai aumentar mais ainda.

Puxão de orelha
O que muita gente quer saber é quem seria o responsável pela “desova” de alguns barris contendo substância tóxica, numa espécie de “lixão” nas proximidades do Distrito Agro Industrial. A pergunta procede por que, no último final de semana, um trabalhador morreu ao abrir um desses barris, que explodiu, provocando-lhe queimaduras graves. O certo é que os barris não foram parar naquele local sozinhos. Alguém os levou, aleatoriamente, ou, por ordens superiores. E, tomara que este caso não seja tratado como “uma fatalidade”. Alguém há de ser responsabilizado por isso.

BB em Anápolis
Símbolo sexual e uma das mulheres mais belas de todos os tempos, a atriz francesa Brigitte Bardot era unanimidade nos anos 50, 60, e, até 70. Seus filmes eram assistidos por grandes multidões em todo o mundo. Naquela época, também, o rádio era o veículo de comunicação mais importante no Brasil. Em Anápolis, não seria diferente. E, sempre, na passagem do “Dia do Radialista”, 21 de setembro, os profissionais desta área se reuniam na promoção de algum evento para marcar a data.
Certa vez, usando de muita criatividade, andaram falando, no programa esportivo da extinta Rádio Carajá, que haveria um jogo no Estádio “Manoel Demóstenes” localizado às margens da Estada de Ferro, entre as ruas Quintino Bocaiúva e Floriano Peixoto - e que a atriz francesa estaria lá naquela tarde para dar o pontapé inicial.
Claro que era pura gozação. Mas, mesmo assim, muita gente acreditou e dezenas de curiosos, principalmente jovens e adolescentes, compareceram àquela praça esportiva para ver Brigitte Bardot. E não é que, antes do jogo entre dois combinados de radialistas, um gaiato vestido de mulher, inclusive calçando sapatos salto alto, dizendo ser a Brigitte, entrou em campo!!! Tratava-se de um dos profissionais do rádio encenando tudo. Decepção, protestos, mas, acima de tudo, muitas brincadeiras marcaram aquela tarde.

Destaque
Depois de Amauri Galdino e Paulo Lacerda, dois delegados naturais de Anápolis, dirigirem a Polícia Federal, outro anapolino passa a ocupar cargo de destaque na segurança pública nacional. Agora é a vez do, também delegado, o ex-corregedor da PF no Amazonas, Geraldo André Scarpelini Vieira, 37, assumir a Secretaria de Segurança Pública daquele estado. Ele foi nomeado para o lugar do delegado Francisco de Sá Cavalcante. Scarpelini passou cinco anos trabalhando na superintendência da PF no Amazonas, onde foi chefe da Delegacia de Meio Ambiente, Corregedor Regional e Delegado Executivo, o segundo na hierarquia estadual. Foi promovido a diretor de ensino da Academia Nacional de Polícia Federal, onde está há um ano, quando recebeu, e aceitou, o convite.

Segurança
A Prefeitura pediu que a Secretaria de Segurança Pública desocupe, o mais breve possível, o imóvel onde, há alguns anos, funciona o Sétimo CIOP (distrito policial) no Conjunto “Filostro Machado”. E, como a Terceira Regional de Polícia não está encontrando um imóvel para alugar naquela região, a tendência é desativar a delegacia, redistribuindo seu pessoal e as atribuições para outras especializadas. Só faltava isso...

Esdrúxulas
Considerada a principal cidade do Brasil, São Paulo convive com uma série de leis obsoletas e esdrúxulas, em pleno vigor. Dentre as proibições destacam-se: feirante gritar para chamar a atenção dos clientes; usar celular no posto de gasolina; andar sem cinto de segurança no ônibus; passear com o poodle sem coleira e guia; ter javali em casa; andar bêbado de metrô; gritar "goooool" com a torcida no Estádio do Morumbi; beber em qualquer bar da Vila Madalena de madrugada; atender celular em biblioteca, igreja, cinema e teatro; colar chiclete embaixo de mesas e bancos; lavar o carro ou mesmo consertá-lo em via pública, empinar pipas; tocar a campainha de uma casa e sair correndo. E, por aí, vai... Se em São Paulo é assim, imagine-se nas demais cidades brasileiras.

Ouro Verde
Antigo distrito administrativo de Anápolis, cuja nomenclatura original era “Matão”, Ouro Verde de Goiás tem esse nome numa referência às extensas e produtivas lavouras de café que superabundavam naquela região, nas décadas de 40 e 50. O café, então um dos principais produtos de exportação do Brasil, era chamado de “Ouro Verde”.

Inusitado
A Praça Bom Jesus talvez seja a única no Brasil onde o trânsito gira em sentido horário, ou seja, sempre pela direita. Em qualquer outra praça, o giro é, exatamente, o contrário. Muita gente que vem visitar a cidade, estranha esse trajeto. Coisas de Anápolis.

Recordista
Pedro Ludovico Teixeira, ex-interventor e um dos mais importantes vultos da história de Goiás, empresta seu nome a nada menos que 19 bairros, avenidas, praças, vielas e outros logradouros em Anápolis. Recorde absoluto. Em segundo lugar vêm Brasília, Belo Horizonte e Universitária, com 12 citações. Juscelino Kubitscheck (JK), Araguaia e Goiás, denominam 11 locais públicos.

Precedente
O Governador Alcides Rodrigues (PP) está anunciando o projeto de implantação do novo parque de exposições agropecuárias de Goiânia. Os eventos dessa área vão deixar o parque de Nova Vila, por conta dos problemas urbanísticos que a festa provoca. E em Anápolis? Quando é que vai se pensar em um novo local para a Festa da Pecuária? O parque “Sócrates Diniz”, por sua localização, apresenta os mesmos problemas de Goiânia. Que tal pensar-se no assunto?

Caminho das pedras
Os candidatos ao Governo de Goiás nas eleições de outubro, finalmente, estão chegando à conclusão de que o “caminho das pedras”, ou das urnas, passa por Anápolis. Tanto é assim que, nas últimas semanas, houve um congestionamento de postulantes à sucessão estadual, com todos buscando os votos de Anápolis para carimbarem o passaporte de entrada no Palácio das Esmeraldas. O que se estranha, todavia é que, até gora, nenhum deles sinalizou aproveitar políticos de Anápolis nas chapas majoritárias. Muito estranho...

Autor(a): Nilton Pereira

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