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Coluna Boa Prosa - Ed. 259

Boa Prosa Comentários 09 de abril de 2010

Notas Gerais - Ed. 259


Guimarães e os jumentos
No começo dos anos 80, o empresário Willmar Guimarães Júnior, o “Guima”, sócio fundador da TV Tocantins, foi a Fortaleza, acompanhado por um grupo de amigos para uma temporada de férias. Lá, no hotel onde se hospedaram, ficaram conhecendo um criador de jumentos. O cearense falava maravilhas do animal que, cruzando com éguas, gera muares (burros/mulas).
- “Pra vocês lá no Goiás é uma beleza. Cada jumento cobre dez éguas e, em um ano, vocês têm dez burros e mulas para venderem aos fazendeiros de lá”, disse o homem.
- “Então, faz o seguinte: Manda levar trinta jumentos desses pra nós”, disse Guimarães.
- “E, como eu faço pra entregar?”, perguntou o cearense.
- “É a coisa mais fácil, Goiânia é uma cidade pequena, todo mundo me conhece lá. É só perguntar que eles te falam onde eu moro”, disse Guimarães, mais para ficar livre do “vendedor”.
Dois meses depois, “Guima” nem se lembrava mais do assusto, quando numa bela manhã de domingo foi acordado pela empregada:
- “Seu Guimarães... Tem um homem lá em baixo com um caminhão cheio de jegues e disse que veio entregar para o senhor”.
Guimarães só não caiu de susto porque já estava deitado. Pegou o telefone e “convocou” os colegas da aventura em Fortaleza. Logo estavam quase todos reunidos. Fazer o quê? Pagar o homem e “distribuir” os jumentos entre eles. Encontraram uma chácara perto de Goiânia e descarregaram a tropa.
No acerto, o nordestino falou: “Vocês não vão se arrepender. Esses trinta jumentos cruzando com dez éguas cada, vão resultar em 300 burros e mulas. Vocês vão vender e rachar de ganhar dinheiro”.
Foi quando um amigo do “Guima” disse: “Então o senhor manda mais trinta pra nós”.
O homem entrou no caminhão e saiu todo alegre. Foi quando “caiu a ficha”. Onde arranjar seiscentas éguas para cruzar com os 60 jumentos? E vender 600 burros e mulas pra quem? Chamaram o Antônio, motorista do Guimarães, para que ele alcançasse o cearense e cancelasse o “pedido”. Bom de serviço, Antônio achou o homem já perto de Brasília. Fez o cancelamento. Os jumentos que ficaram em Goiânia foram distribuídos entre amigos e, até pessoas estranhas. Passados mais de 20 anos, certamente ainda existem remanescentes daquela famosa tropa pelos pastos de Goiás. Quando é lembrado do episódio, Guimarães solta sonoras gargalhadas.

Pioneiro I
O primeiro elevador instalado em Goiás, fica no prédio pertencente ao Hospital Evangélico. Quando de sua construção, o médico e missionário James Fanstone foi a São Paulo conversar, pessoalmente, com o dono da empresa Villares, fabricante do equipamento e obter a destinação de um exemplar. Mais tarde, quando da construção de Goiânia, Pedro Ludovico Teixeira veio a Anápolis para ver o equipamento funcionando. E comprou vários deles para os prédios públicos da capital. Muitos funcionam até hoje. História registrada por Willian (Bill) Fanstone, filho de James Fanstone.

Pioneiro II
Até o início dos anos 80 as emissoras de rádio AM só tocavam música sertaneja em horários específicos. Ou no começo da manhã, ou no final da tarde. Em Anápolis, o radialista Carlos Cândido (hoje na Rádio São Francisco) foi o primeiro a ousar e tocar esse tipo de música nos horários reservados para a MPB, Rock, Bossa Nova e Jovem Guarda. Era o início do fim do preconceito. Hoje, todo mundo, inclusive as FM’s, toca sertanejo a qualquer hora.

Estranho
Muita gente achou estranho o serviço de “tapa-buracos” na pista central do Daia sendo feito com o emprego de picaretas, ferramenta arcaica, em total desuso. Hoje, os consertos em camada asfáltica, na maioria das vezes, são feitos com máquinas modernas, que garantem durabilidade ao serviço.

Novidade
Indiscutivelmente, a maionese é um dos pratos mais consumidos no Brasil. Em Anápolis, na é diferente. Mas, nem sempre foi assim. No começo dos anos 60 ela era a grande vedete dos restaurantes da cidade, chegando ao ponto de ser anunciada nas emissoras de rádio, como atração dos estabelecimentos. Um dos introdutores da especiaria na cidade foi Nazareth Meguerditchian, de origem armênia.

Congestionou
Sair do centro de Goiânia (Praça Cívica, por exemplo) até se ganhar o trevo de acesso a Anápolis, em determinados horários, demora mais tempo do que a viagem propriamente dita entre as duas cidades. Motivo: congestionamento, excesso de veículos e uma série de outros atropelos. E, dizem, vai piorar!

Sanitários
Está ganhando corpo a reivindicação para que se instalem sanitários públicos nas principais praças de Anápolis. Os que existiam foram demolidos ou lacrados, sob a alegação de que eram pontos de encontro de vândalos, tráfico de drogas etc. Agora o que se pergunta: com a desativação dos sanitários, esses crimes e contravenções acabaram?

Evolução
A existência de sanitários em locais públicos é notória em grandes cidades da Europa ou da América do Norte. É tudo uma questão de gerenciamento. Pessoas com problemas de saúde, idosos e crianças, são os mais prejudicados com a ausência de tais aparelhos urbanos.

Modernismo
A primeira casa construída em alvenaria (tijolos de cerâmica) com água corrente no banheiro e na pia da cozinha, pertenceu ao pioneiro Francisco Silvério de Faria, pai do ex-prefeito Anapolino de Faria. Foi no início dos anos 20. Ele montou a própria olaria e mandou buscar dois pedreiros (Antônio Vento e Jacob Machiavelli) em Ribeirão Preto, São Paulo, para a edificação. Detalhe: ao lado da casa, o “Coronel Chico Silvério” mandou instalar um banheiro para uso público. As pessoas pagavam um valor simbólico para usá-lo. (Fonte: Livro “Anápolis, Sua Vida, Seu Povo” - Haydée Jayme Ferreira - 1981)

Nitrogênio
Goiás pode ter uma usina para a fabricação de nitrogênio, essencial para a indústria de fertilizantes. Grupos empresariais bielo-russos vão implantar cinco projetos desses no Brasil, e o Governo de Goiás está reivindicando uma das plantas para a região. Que pode ser o Distrito Agro Industrial de Anápolis.

Puxão de orelhas
As áreas reservadas para estacionamento de veículos dirigidos por portadores de necessidades especiais, tanto nas vias públicas, quanto nos estacionamentos de shoppings e outros, em Anápolis, são ignoradas. Até no pátio da Prefeitura, de onde deveria sair o exemplo, o desrespeito é constante. E, esta semana, flagrou-se uma pessoa ocupante de cargo importante no Governo Municipal, estacionando seu caríssimo veículo na vaga destinada a deficientes. Fazer o quê?

Buscando longe
O sistema de controle de entrada e saída de veículos do Terminal Urbano de Anápolis começou a apresentar pequenos defeitos. Só que, no mercado nacional não existem peças para reposição. O jeito foi a TCA fazer uma “garimpagem” pela internet e descobrir a única empresa no mundo a fabricar os referidos componentes. Ela fica no Novo México, Estados Unidos. As peças já foram encomendadas.

Tardes de domingo
Durou pouco a alegria dos amantes do futebol em Anápolis. A Anapolina, por mais que lutasse, ficou fora do quadrangular final do Campeonato Goiano deste ano. Muita gente já esperava esse resultado, pois todo time montado às pressas, sem muita objetividade, dificilmente consegue se impor. Fica a lição para futuros campeonatos. E fica o vazio nas tardes de domingo. Enquanto isso, as grandes empresas de Anápolis continuam patrocinando times de futebol de outras cidades e outros estados. Daqui só querem a mão de obra barata e os incentivos fiscais.

Autor(a): Nilton Pereira

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