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Coluna Boa Prosa - Ed. 254

Boa Prosa Comentários 05 de maro de 2010

Notas Gerais


A CB400 e o Chevette
Era o ano de 1991. Advogado, recém-formado, filho de família importante em Anápolis. Quando ajuntou um dinheirinho, comprou uma moto Honda CB400, top line da época, objeto de desejo de dez entre dez motoqueiros. Só que, um dia, precisou vendê-la e colocou anúncio em jornal. Não demorou e apareceu um interessado. O pretenso comprador chegou à casa do advogado, na Vila Santa Isabel, dirigindo um Chevette “novinho em folha”.
Ajustaram o preço da moto e praticamente fecharam o negócio. Foi quando o “comprador” quis experimentar a “motoca”. Não houve objeção. O moço, então, deixou as chaves do Chevette nas mãos do “doutor” e deu uma volta no quarteirão com a CB. Encostou e pediu os documentos, pois queria ir mais longe e estava com medo de ser parado pela Polícia. Pegou os documentos e saiu. Passaram-se cinco, dez, quinze, vinte minutos e, nada do comprador aparecer.
Acidentou? Morreu? Perdeu-se? Nada. Fez-se noite e o doutor guardou o Chevette na garagem. Na manhã seguinte, ligou para a Polícia e, ao passar as características do automóvel, descobriu ser ele fruto de roubo em Goiânia. Desconsolado, teve de entregar o carro ao verdadeiro dono e, ainda, ficou sem a moto. Até hoje o doutor advogado lamenta a mancada que deu. Lição para qualquer um de nós.

Não acabou
A questão da bacia do Córrego “João Cesário” ainda não acabou. Aliás, não está nem na metade. Agora, moradores do Conjunto Maracanã, que fica às margens do referido córrego, estão com medo do desabamento da área utilizadas para estacionamentos. Parte já ruiu com a força das águas. E o problema se estendeu. Na margem do “João Cesário”, em frente ao estacionamento do Brasil Park Shopping, é a mesma coisa. Mais adiante, outra ameaça: as casas da parte mais baixa do Andracel Center, em que pese obras de alargamento do canal do Córrego das Antas, que recebe as águas do “João Cesário”, também, estariam ameaçadas de alagamento. Problemão...

Extinção
Está a coisa mais difícil encontrar um alfaiate nas cidades brasileiras, incluindo Anápolis. O avanço da indústria de confecção, que produz roupas em alta escala, inclusive ternos, está tomando o espaço desses profissionais que sempre foram verdadeiros artistas no corte e na costura de roupas, principalmente para homens. E, com a pouca demanda, muitos deixaram a profissão. Outros se aposentaram e, o que é mais grave, não estão surgindo novos profissionais.

Marisa, a garimpeira de talentos musicais
Caminha para 500, o número de meninos e meninas alcançados pelo projeto idealizado e coordenado pela professora Marisa Mota Espíndola, que busca revelar talentos musicais perdidos na chamada periferia de Anápolis. Trabalho iniciado há três anos, com o nome de “Criar e Tocar”, já descobriu dezenas de verdadeiras “pérolas” da musicalidade. Crianças e adolescentes que, dificilmente teriam a oportunidade de contato com o mundo da música, vêm se revelando excelentes violinistas, violoncelistas, trompetistas, clarinetistas e outros executores de instrumentos sofisticados.
De onde são esses meninos? Eles vêm do Industrial Munir Calixto; Jardim Guanabara, Vila Fabril, Filostro Machado e outros setores afastados. São filhos de operários, mães solteiras, de famílias carentes, gente que vive em meio às dificuldades, à violência e outros problemas sociais. Mas, alguns deles, inclusive, já alcançaram nível de conhecimento musical que permitiu que fossem contratados, ganhando dinheiro, para serem instrutores dos novatos. Outros já são profissionais da música.
Marisa Espíndola fala, toda orgulhosa, desse trabalho que tem incondicional apoio da Diretoria de Cultura. Ela, que já exerceu múltiplas atividades no comando das políticas de educação e cultura em Anápolis, disse que é extremamente gratificante ver os meninos tocando na futura Orquestra Sinfônica de Anápolis. Valeu, Marisa.

Puxão de orelhas
Estaria havendo o controle do despejo de dejetos colhidos pelos caminhões “limpa-fossas”? Onde será que eles descartam a carga? Há denúncias de que alguns desses coletores, simplesmente, descarregam nos leitos de córregos próximos ao perímetro urbano. Se for verdade, a Prefeitura precisa tomar uma providência. Ou não? Afinal de contas, trabalha-se, com insistência, na preservação ambiental nas cidades brasileiras.

Cuidado!
Muita gente tem sido pega de surpresa infringindo as leis de trânsito em Anápolis. As chamadas barreiras eletrônicas estão mais ativas do que nunca. Também o equipamento que flagra avanços de sinais votou a operar. Um deles, na confluência da Avenida Xavier de Almeida com a Rua “Doutor Genserico”, por exemplo, está “fotografando” dezenas de motoristas desavisados, ou abusados, todos os dias. A multa é “salgada”.

Desarmamento
Muita gente anda perguntando quais teriam sido os resultado práticos da campanha do desarmamento patrocinada pelo Governo, que visava recolher milhões de armas de fogo em poder da população. Até hoje, não se tem conhecimento de um balanço da operação. Se é que ele foi feito. Teria valido a pena? Há quem diga que pouca gente aderiu, assim mesmo, entregando armas velhas, sucateadas, praticamente sem qualquer utilidade. A conferir.

Tragédias
As chamadas grandes emissoras de TV no Brasil (Globo, SBT, Band e Record) estão se especializando em noticiar, de forma exagerada, as tragédias em outros países e outros continentes. Haiti, Havaí, Chile etc. Estão se esquecendo de discutirem os problemas nacionais, deixando de mostrar os dramas vividos pelos brasileiros, como a violência, a fome, a falta de atendimento na saúde pública, na segurança e outros. Até parece que, para estas emissoras, vai tudo muito bem por aqui.

É pau, é pedra...
Assim como a música de Tom Jobim, imortalizada na voz de Elis Regina, as “águas de março”, segundo previsões meteorológicas, devem provocar grandes estragos pelo Brasil este ano. Mais do que já se registrou, até agora, nas cidades de todos os portes. Inundações, enchentes, desmoronamentos e outros problemas. É a natureza revidando as agressões que sofre dos homens.

Sumiram?
Alguém daria notícia dos macacos que habitavam as reservas florestais do Parque “Onofre Quinan” e do Parque “Antônio Marmo Canedo”? Ainda estariam lá, ou migraram para outros locais? Há alguns anos eles eram uma “dor de cabeça” para os moradores daquelas regiões.

Golpistas
Alerta geral! Muito cuidado ao retirar dinheiro nos bancos. Em Anápolis estão de volta os assaltos a pessoas incautas que saem das agências sem os devidos cuidados. Nos últimos dias foram vários os relatos de crimes assim. Sem contar os contistas aplicando golpes na praça. O mais comum é o “conto do achadinho”. E a Polícia ainda não achou os responsáveis por isso!

Autor(a): Nilton Pereira

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