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Colégio Zeca Batista é referência no acolhimento de autistas

Educação Comentários 18 de setembro de 2015

Professores especializados realizam projetos que fomentam o aprendizado dos alunos. Jogos, atividades de lazer e um ensino focado em incentivar as potencialidades dos estudantes transformaram a escola em uma instituição de ensino modelo no Estado de Goiás. Jornal Contexto é um dos apoiadores desta instituição de ensino.


“Nós procuramos atender o aluno na sua particularidade. O que eu vou fazer para aquele aluno aprender?”. Simone de Pescara, diretora do Colégio Estadual Zeca Batista, fala sobre esta instituição de ensino com a voz que expressa a paixão pelo ensino. Esta instituição, referência no Estado de Goiás, atende, nos períodos matutino e vespertino, a 20 alunos autistas.


Uma equipe formada por 14 profissionais contribui para realizar projetos e atividades de educação inclusiva, oferecendo aos estudantes portadores de autismo a oportunidade de serem incentivados ao máximo em sua potencialidade. O trabalho pedagógico inclui jogos, brincadeiras e, até, atividades de culinária.


“Aqui tem uma equipe, que, se for avaliar, é uma equipe muito comprometida. É uma equipe que faz a diferença. É uma equipe que, ultimamente, não olha o quanto ganha para proporcionar o que aquele aluno merece e precisa ter. A equipe se envolve”. “O nosso aluno tem essa necessidade de aprender de modo diferenciado, esse professor não mede esforços para buscar (maneiras de ensinar)”, continua. “Meu maior trunfo do ‘Zeca’ é esta equipe comprometida”, enfatiza.


Apoiadores


O Jornal Contexto apoia o Colégio. Recentemente, o periódico doou um pula-pula para que os alunos possam realizar sua recreação. O Porto Seco Centro-Oeste, também, é um apoiador. Nas programações em cinemas da Cidade, planetário, sempre que há a necessidade, a empresa fornece o transporte dos alunos.


O Rotary Clube é parceiro do Colégio, doando recursos financeiros arrecadados em ações internas. Conforme a diretora Simone Pescara de Freitas, este apoio é importante para a execução dos projetos voltados aos autistas.


Demandas


Ainda há algumas necessidades, conforme explica. Faltam profissionais em número suficiente para atender aos estudantes. “Não é o atendimento ideal”, explica. Ela acrescenta que o Colégio Estadual Zeca Batista necessita de uma piscina para realizar sessões de hidroterapia com os alunos. “A natação para o autista é vital. É uma necessidade”, pontua.


Potencial


O Projeto Re-Fazer norteia as atividades de ensino voltadas aos alunos autistas do Colégio Estadual Zeca Batista. Como alguns estudantes possuem, além do autismo, outras deficiências, como cegueira e Síndrome de Down, o trabalho precisa ser diversificado para estimular o aprendizado. Alguns projetos são realizados em conjunto com instituições de ensino, como a Universidade Estadual de Goiás, que fornece alunos por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência; e doa jogos para o Colégio.


“Hoje, o pedagógico é trabalhado. Você acredita no aluno. As pessoas veem a limitação deles como um empecilho de crescimento. E nós aqui, não. Nós trabalhamos sempre replanejando o que foi feito, o que se tem que fazer. Para que? Para que se desenvolva esta parte do raciocínio. Que seja limitado. (Mas) é o potencial dele. Ele vai trabalhar dentro do seu potencial”.


Lutas


Em 2014, profissionais que atuavam no Colégio Estadual Zeca Batista junto aos autistas foram dispensados. Uma ação que incluiu pais de alunos, professores, diretores do Zeca Batista; o Jornal Contexto e a comunidade garantiu o retorno destes profissionais. “Sem a atuação dos pais, a gente não teria conseguido. E (com) a divulgação desses anseios, também, nós não teríamos conseguido o que conseguimos. Foi essa necessidade e essa cobrança que os pais e a comunidade fez, que as coisas começara a acontecer, a contratação (de profissionais)”. Ela afirma que os alunos “não teriam para onde ir” se não existisse o Colégio.


Ensino regular


O Colégio Estadual Zeca Batista conta com 200 alunos no Ensino Regular, do 6º ao 9º ano (Ensino Fundamental), e do 1º ao 3º ano (ensino médio). O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência da UEG fornece alunos que atuam nos projetos da do ‘Zeca’. Por meio do Programa Mais Educação, do Governo Federal, são realizadas atividades no contra turno escolar.


Futuro


A diretora Simone de Pescara observa que existem demandas a serem sanadas, como a ampliação da estrutura física do Colégio Estadual Zeca Batista. “Isso aqui é um patrimônio”, revela sobre a importância da instituição. “Aqui eu penso que valeria a pena fazer este trabalho de reforma. Os meninos merecem”, explicita. Recentemente, uma reforma foi feita pelos próprios alunos, por um projeto interno intitulado “Do Zeca cuido eu”. “O nosso apoio foi só com o apoio moral”, conclui.

Autor(a): Felipe Homsi

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