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Coleta seletiva atende 150 bairros

Cidade Comentários 03 de julho de 2015

Após a restruturação do serviço, número de setores atendidos mais do que dobrará a partir deste ano


Desde a última quarta-feira, 1º, o programa de coleta seletiva de resíduos sólidos ampliou a sua base de atendimento para 150 bairros. Desde agosto do ano passado, quando se iniciou o processo de reestruturação desse serviço no município, 60 bairros estão incluídos no roteiro semanal dos caminhões. Todo o material recolhido é encaminhado para as duas cooperativas de catadores parceiras da Prefeitura, a Coopersólidos e a Coopercan. São seis caminhões baús que executam o serviço. Eles são plotados e equipados com sistema de sonorização para que possam ser identificados facilmente quando passam pelas ruas. Além da coleta domiciliar, a Prefeitura dispõe de 18 Pontos de Entrega Voluntária (PEV), instalados em locais estratégicos como parques e praças.


No primeiro estágio de reorganização do programa, equipes da Diretoria de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente percorreram os bairros para conscientizar a população para instrução, conscientização e sensibilização da população quanto à importância de se exercer o seu papel como cidadão, o que reflete na questão ambiental, social, econômica e legal. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, prevê a responsabilidade compartilhada na questão dos resíduos sólidos nesse processo.


A diretora de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Sibele Maki, afirma que a coleta seletiva de lixo aumenta o aproveitamento de resíduos recicláveis. Como eles não são misturados ao lixo comum, não há desperdício, mas em casa, pouca gente sabe como deve separar ou tratar esses resíduos antes de jogar na lata de lixo. Ela explica que essa é uma tarefa simples e que demanda um pouco mais de tempo, mas é compensadora pelos ganhos ambientais que acarreta. Duas dicas importantes: não é necessário coletores diferentes para os recicláveis – papel/papelão, plástico, vidro e metal – apenas devem ser separados do lixo úmido ou orgânico; e devem ser limpos e secos antes de serem armazenados à espera da passagem do caminhão.


 


Reestruturação


A reestruturação dos serviços de coleta seletiva aconteceu como resultado do prosseguimento de uma política de governo adotada na atual administração municipal e em observação às exigências determinadas na Lei 12.305/2010, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Prova disso é atenção dada ao aterro sanitário e a regularização da coleta seletiva, independente da Lei nº 12.305/2010, norteadora da Política Nacional de Resíduos Sólidos, e que estabeleceu o ano de 2014 como limite para a adoção de várias medidas, como a consolidação do programa de coleta seletiva e apoio às cooperativas e associações de catadores e a proibição de entrada de catadores dentro dos aterros sanitários.


Nesse sentido foi realizado, por mais de um ano, trabalho conjunto com participação de representantes de diversas municipais, Ministério Público, Juizado da Infância e Juventude, Universidade Federal de Goiás (UFG) e representantes da Cooperativa e dos catadores que atuavam dentro do aterro sanitário. Essa união de esforços com o objetivo de realizar a retirada pacífica dos catadores que trabalhavam no aterro e oferecer-lhes opções para garantir sua subsistência foi muito bem sucedida.


Não há mais catadores dentro do aterro sanitário e todos foram encaminhados ou para a formação de uma nova cooperativa - mantida com apoio da Prefeitura que alugou um galpão para seu funcionamento e adquiriu as máquinas necessárias – ou para recolocação no mercado de trabalho, com auxílio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e outros parceiros.


Hoje Anápolis conta com duas cooperativa – a Copersólidos e a Copercan - e a Prefeitura investiu na reformulação e ampliação da coleta seletiva também para dar condições de trabalho a esses grupos. Com isso, pode-se dizer que a cidade integra a reduzida lista de municípios brasileiros que possuem serviço efetivo de coleta seletiva. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas um terço dispõe desse serviço.

Autor(a): Da Redação

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