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CMTT anuncia intervenções em avenidas movimentadas da Cidade

Cidade Comentários 19 de janeiro de 2013

Diretor da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte diz que somente o plano de mobilidade vai resolver a questão


Em uma cidade por cujas ruas e avenidas trafegam mais de 208 mil veículos (citando-se, somente, os emplacados na CIRETRAN local), sem contar a frota flutuante, formada por veículos de cidades próximas, que têm relacionamento sociocultural e econômico com o Município e/ou em passagem, Anápolis, a exemplo da maioria das comunidades brasileiras não se preparou para a explosão demográfica e nem para o elevado volume de automóveis com os mais variados portes que circulam por seu setor urbano. A avaliação é do Diretor da CMTT, Alex Martins, para quem somente a aplicação do Plano de Mobilidade Urbana, por sinal em formatação, a cargo de uma equipe da Universidade de São Paulo, vai indicar os caminhos corretos para uma vida harmônica entre pedestres e veículos. “Temos um crescimento bem acima da média nacional. A cada ano, acrescentam-se mais de 20 mil veículos à frota municipal”, justifica ele. Para o Diretor da CMTT, faltam recursos, mais investimentos e políticas educativas para que Anápolis não entre para a situação caótica já vivida em outras comunidades. “Só agora estamos discutindo um segundo viaduto para a região central de uma cidade com mais de 350 mil habitantes. Estamos muito atrasados nisso”, justifica.
Educativo
A aposta maior do Diretor da CMTT, entretanto, reside em um processo educativo para o trânsito em médio, ou longo, prazos. “Não adianta mudar sentido de direção, abrir ruas, criar estacionamentos. O que precisa mudar é a mentalidade das crianças, dos adolescentes e dos jovens, eles que serão os motoristas do futuro. É necessário que a matéria Trânsito seja incorporada às grades curriculares das escolas públicas e particulares, para que o cidadão de amanhã cresça com a mentalidade voltada para a importância que deve ser dada ao tráfego inteligente e racional”, justifica Alex Martins.
De acordo com o Diretor da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte, Anápolis tinha, em 2010, 170 mil veículos cadastrados. No ano seguinte (2011), este número subiu para 191 mil e no ano passado (2012) chegou a 208 mil carros; caminhões, motocicletas, ônibus e outros tipos de automotores. Mas, as ruas continuam as mesmas, os espaços são, exatamente, os mesmos. A rigor, não houve intervenções de maior monta e o que acontece em Anápolis é o mesmo que se verifica em outras cidades: muita improvisação feita ao longo da última década.
Ampla discussão
O Diretor da CMTT diz que a comunidade precisa ser chamada para a discussão do trânsito em Anápolis. Mas, para ele, somente campanhas educativas não resolveriam. O condutor, todavia, precisa compreender que existe uma legislação que deve ser obedecida. Onde não pode estacionar, não pode. Onde não pode ultrapassar a velocidade limite, não pode. Alex Martins entende que o assunto é mais complexo, mais delicado e exige a participação coletiva. “Às vezes resolvemos um problema pontual de escoamento, de criação de vagas. Mas, podemos estar criando outro maior a poucos metros de distância. Isto precisa ser pensado”, acrescentou.
Alex Martins defende, entretanto, algumas mudanças independentemente da conclusão do Plano de Mobilidade. Uma das suas ideias é a formação de corredores para o transporte coletivo em várias ruas e avenidas. “Sabemos que isto pode causar alguns questionamentos, principalmente no aspecto comercial. Mas, temos de pensar no macro, no coletivo. Algumas ruas e avenidas são importantes para o escoamento do tráfego e precisam ser liberadas para isso. Já nos próximos dias avenidas importantes como a São Francisco; a JK, a Pedro Ludovico e outras vão sofrer algumas intervenções, pois sua capacidade de escoamento está exaurida e a sociedade exige providências imediatas do poder público. Todavia, tais mudanças, caso venham a ocorrer, vão ser debatidas à exaustão com todos os setores da comunidade”, justifica o Diretor da CMTT.

Autor(a): Nilton Pereira

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