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CMEP: Conselho não pode ser político

Geral Comentários 01 de julho de 2011

Empresário afirma que a força do Conselho Municipal de Execuções Penais está na ausência de política partidária


Ao falar sobre a entrega das obras físicas da ala feminina do Centro de Inserção Social (Cadeia Pública de Anápolis) “Monsenhor Luiz Ilc”, o Presidente da Associação Comercial e Industrial, Wilson de Oliveira, assegurou que não se pode politizar um assunto tão importante como este. Para Oliveira, os recursos conseguidos junto à comunidade para a construção da nova dependência, só se viabilizaram devido à credibilidade de que desfrutam os membros do Conselho junto ao empresariado local. “É um grupo de abnegados cidadãos, descompromissados com a mídia e com os holofotes. São pessoas responsáveis e que olham para o bem coletivo. A rigor, nenhum membro do Conselho seria candidato a cargo eletivo nas eleições vindouras e, é por conta disso, que o empresariado de Anápolis ajudou”, destaca o Presidente da ACIA.
Wilson Oliveira lembrou-se de dois outros episódios em que a sociedade anapolina envolveu para a resolução de problemas ligados à segurança pública na Cidade. No início dos anos 90, o então Comandante do Quarto Batalhão de Polícia Militar, Coronel Santos, buscou o apoio da comunidade e, em especial, dos empresários ligados à ACIA, para levantar recursos e conseguir a doação de material para se construir o atual prédio do comando. Na época, o Quarto BPM funcionava em acanhadas instalações, tipo barracão, depondo contra a boa imagem socioeconômica que a Cidade já ostentava. “A comunidade respondeu prontamente e em poucos meses o prédio ficou pronto”, lembrou o Presidente da ACIA.
Cadeia Pública
Da mesma forma, a construção da segunda ala na Cadeia Pública de Anápolis somente foi possível graças ao apoio comunitário. Na época, o então vigário da matriz de Bom Jesus, Monsenhor Luiz Ilc, que por sinal empresta seu nome ao complexo prisional de Anápolis, mobilizou a comunidade e conseguiu recursos para a construção. Dentre outras atividades, ele obteve a doação de um carro zero quilômetro e fez um sorteio, levantando grande parte dos recursos necessários.
Assim sendo, o Presidente da ACIA disse que outros avanços podem ser conseguidos, desde que haja seriedade e não se leve o assunto para o campo político/partidário. “Os doadores, os parceiros e os que se interessam pelo problema são de diferentes siglas partidárias, de variados credos religiosos e diversas posições sociais. São todos bem-vindos. Não podemos, desta forma, privilegiar, nem discriminar ninguém. Qualquer ajuda é importante”, justifica o Presidente da ACIA. De acordo com ele, existem mais demandas a serem trabalhadas neste aspecto. “Já que os governos têm dificuldades em realizar obras como esta, a sociedade se envolve, pois, afinal de contas, isto interessa a todos”, declarou.
Concluindo seu raciocínio, Wilson de Oliveira disse que o empresariado anapolino sempre se solidarizou com ações como a que foi desenvolvida pelo Conselho Comunitário de Execuções Penais. “Afinal de contas, foi deplorável e, até, vergonhoso, mostrar, em cadeia nacional, uma mulher amarrada a um banco na Delegacia Geral de Anápolis. Isto depõe contra toda a comunidade e quando é visto lá fora, pode afugentar eventuais grupos interessados em investirem na Cidade. Como é que podemos explicar que uma cidade onde existe esta grande proposta tecnológica, industrial e educacional, ainda se amarram presos em bancos de delegacia?”, indaga o Presidente. Assim sendo, ele assegura que há a ideia de se mobilizar a sociedade para novos desafios, inclusive, na parte de segurança. “Vamos, agora, trabalhar pela consolidação do mini-presídio, uma obra indispensável e inadiável”, encerrou.

Autor(a): Nilton Pereira

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