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Ciretran: Pátio lotado é “dor de cabeça”

Geral Comentários 20 de maro de 2010

Superlotação no local destinado à guarda de veículos apreendidos prejudica operações policiais e já virou até problema de saúde. Uma solução apontada seria a terceirização do serviço


O grande volume de veículos, de todos os portes, apreendidos no do pátio da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Anápolis, tem gerado incômodos e transtornos à Polícia Militar e, também, à própria instituição. O problema, que já se arrasta há alguns anos, dificulta as operações para se tirar de circulação os automotores flagrados transitando em condição irregular (por conta da documentação do veículo, do condutor, infrações ao Código de Trânsito, bem como outras transgressões) ou, também, aqueles relacionados a eventos delituosos (assaltos e outros crimes) em apreensões feitas pela Polícia Civil. Soma-se, ainda, o perigo com a formação de criatórios do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue nos veículos danificados que ficam no interior do pátio sem cobertura.
O comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, Ten. Cel. Sidney Pontes, disse ao CONTEXTO que pedidos de providência a respeito do caso já foram encaminhados ao Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), porém sem nenhuma resposta ainda sobre o que deverá ser feito para solucionar a questão. Segundo ele, em torno de quase 50% da frota de veículos do município têm problemas com IPVA atrasado, mas há dificuldade em se fazer uma operação de maior envergadura porque, obviamente, não haveria onde recolher os veículos apreendidos por irregularidades, se for o caso. Ele lembrou que esse não é um problema só da polícia, mas, também, do Estado e do Município, pois implica em queda de receita com a cobrança de tributos como o IPVA. Há, de acordo com o comandante, uma série de outras operações de maior vulto que também acabam prejudicadas, como, por exemplo, o combate à embriaguês ao volante.
Mais problemas
Os problemas não param por aí. Conforme observou o Comandante, quando é feita a apreensão de um veículo de grande porte, o mesmo tem de ser estacionado na rua e isso gera transtornos para a vizinhança, pois muitas das vezes dificulta as manobras para se adentrar às garagens, pois isto prejudica a visão do motorista. “Enfim, temos vários problemas, sem contar que esses veículos apreendidos podem sofrer algum tipo de dano sob a responsabilidade da guarda, o que faz com que tenhamos de ter ali um suporte de segurança, ou seja, policiais que poderiam estar nas ruas em outras operações”, salientou.
Para o comandante do 4º BPM, uma alternativa seria a terceirização do pátio por meio de uma concorrência pública, o que, em sua opinião, traria benefícios a todos: Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal que ficariam isentas de responsabilidade em relação à guarda dos veículos apreendidos em suas ações. No entanto, cada uma das corporações continuaria responsável pelas liberações.


Ciretran quer solução
O diretor da Circunscrição Regional de Trânsito de Anápolis (Ciretran), tenente Sirismar Fernandes Silva, que era diretor do Colégio Militar e tomou posse no cargo no último dia 12, falou à reportagem que já está buscando uma solução imediata, que seria a definição de uma nova área para a guarda de veículos apreendidos. Segundo informou, o assunto está sendo trabalhado em conjunto com a Prefeitura Municipal e com o Governo Estadual.
Além disso, ele adiantou que outra medida já foi tomada. Através de uma portaria, ficou determinado que os veículos relacionados com crimes não mais serão aceitos no pátio. “Não queremos inviabilizar o trabalho da Polícia Civil”, ressaltou, acrescentando que a medida, no entanto, se faz necessária, inclusive, “uma possível remoção dos veículos que aqui estão, mas não deveriam estar”, sublinhou o tenente Fernandes.
O diretor da Ciretran observou alguns veículos estão há mais de oito anos recolhidos no local. O leilão público, que é um mecanismo legal, poderia ajudar na desocupação do pátio, que hoje tem em torno de 800 veículos de todas as categorias - carros de passeio, caminhonetes, caminhões, motos e, até, bicicletas. Porém, essa medida depende do estado desencadear o procedimento. “Mas estamos fazendo um esforço para que isso aconteça”, frisou, observando que o órgão estadual está também preocupado com essa questão, “uma vez que a nossa missão é trazer melhores condições de trabalho e, com isso, oferecer uma prestação de serviço condizente para a nossa sociedade”, arrematou.

Autor(a): Claudius Brito

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