(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Cigarro mata mais do que doenças e acidentes

Saúde Comentários 05 de setembro de 2014

O tabagismo causa mais mortes prematuras no mundo do que AIDS, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios somadas


O consumo de cigarros é a mais devastadora causa evitável de doenças e mortes prematuras da história. Hoje, o tabagismo representa um dos mais graves problemas de saúde pública configurando-se numa epidemia que compromete, não só a saúde da população, como também a economia do país e o meio ambiente.
Em relação à saúde pode-se afirmar que o tabagismo causa mais mortes prematuras no mundo do que a soma de mortes provocadas por AIDS, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios. Atualmente, a cada ano o tabaco mata cerca de 3 milhões de pessoas em todo o mundo e este número tende a ser crescente. No Brasil estima-se atualmente que a cada ano o cigarro mate precocemente cerca de 80.000 pessoas, ou seja, cerca de dez brasileiros a cada hora.
O tabagismo é um dos principais fatores determinantes das duas maiores causas de morte por doenças no mundo e no Brasil: doenças cardiovasculares e câncer. Está associado a 30% das mortes por câncer, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25 % das morte por doença das artérias coronárias (infarto do miocárdio), 85% das morte por doença pulmonar obstrutiva crônica, 25% das mortes por doença cerebrovascular (derrame), dentre outras.
Esses dados referem-se somente aos dados de mortalidade, ou seja, das pessoas que efetivamente morreram dessas doenças tabaco-relacionadas. Não estão computados os dados de morbidade, ou seja, as pessoas que já tem (portadoras) essas doenças, cujo número deve ser muito maior.
No que se refere à economia, um recente estudo realizado pelo Banco Mundial estimou que o tabagismo resulta numa perda global de US$ 200 bilhões por ano em função de mortes prematuras, incapacitação, adoecimento, aposentadoria precoces e de faltas ao trabalho, sendo que aproximadamente a metade deste montante ocorre em países em desenvolvimento. No Brasil, a arrecadação de impostos provenientes do tabaco é bastante significativa para a economia do país. No entanto, os gastos sociais determinados pelo consumo de cigarros, superam em muito esta arrecadação. Estes envolvem prejuízos decorrentes do adoecimento, tanto de fumantes como de não fumantes, as perdas econômicas ocasionadas pelas faltas ao trabalho, queda de produtividade, aposentadoria precoce e mortes prematuras. Isto sem falar nas perdas com a redução da qualidade de vida, não apenas dos fumantes, mas de todos aqueles que são afetados pela fumaça de segunda mão.

Dicas para parar de Fumar
Procurar ajuda médica e psicológica na dificuldade em parar. Um jeito artesanal e útil é o desmame do tabagismo, que pode ser feito da seguinte forma:
- Na primeira semana, fumar um cigarro a cada hora;
- Na segunda semana, um cigarro a cada duas horas;
- Na terceira um cigarro a cada três horas, até chegar a dois ou três por dia, ficando bem mais fácil parar de fumar de vez.

Autor(a): Da Redação

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

+ de Notícias Saúde

Estado prepara vacinação contra HPV nas escolas

20/07/2017

Secretaria da Saúde de Goiás, por meio da Gerência de Imunização e Rede de Frio, está concluindo os preparativos para a...

Anápolis desenvolve programa contínuo de análise de água

20/07/2017

O município de Anápolis é o único em Goiás que está realizando o programa de monitoramento de água nos serviços de he...

Novo protocolo vai reduzir número de atendidos

20/07/2017

Um grupo de diabéticos que recebe gratuitamente insulinas e insumos de alto custo da Secretaria Municipal de Saúde, acionou...

Unidades filantrópicas da saúde vão receber recursos do Município

06/07/2017

Duas unidades de saúde de Anápolis serão contempladas com recursos financeiros oriundos do Tesouro Municipal. Na última q...