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Cidade vai ganhar um mini hospital de urgência

Cidade Comentários 17 de julho de 2011

Além de oito novas unidades básicas de saúde, a cidade irá receber um novo hospital, um centro de atendimento para as mulheres e várias outras melhorias no sistema público


A rede de atendimento da saúde será contemplada com a construção de oito novas unidades básicas, implantadas com apoio do Ministério da Saúde, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). As informações são do Prefeito Antônio Gomide, que falou ao CONTEXTO. Segundo ele, diversas obras e serviços estão em andamento e a intenção é reduzir consideravelmente as reclamações sobre o atendimento neste setor que, aliás, tem sido, ao longo de vários anos, a “pedra no sapato” dos administradores públicos.
As oito unidades estão previstas para os setores: São João; Parque dos Pirineus; Residencial Ander; Vila União; Parque Iracema; Residencial das Flores, Conjunto Filostro Machado e Jardim América. Além destas unidades, o Município está, ainda, construindo o Ambulatório de Atendimento à Mulher com previsão de entrega para outubro deste ano.
Na avaliação de Gomide, já houve uma melhora significativa em todo o sistema de atendimento devido aos investimentos feitos, tanto na melhoria e ampliação dos espaços físicos, como no aumento do quadro de pessoal e na qualificação dos servidores desta área em todos os níveis. Somente na última semana, a Prefeitura encerrou o período de inscrições para quatro processos seletivos simplificados para a contratação de 57 profissionais entre médicos; dentistas (em diversas especialidades); auxiliares de saúde bucal; enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem que deverão atual nas unidades da Estratégia de Saúde da Família, no Centro de Especialidade Odontológicas e também no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Gomide destaca, ainda, que já se encontram em estágio avançado, as obras de construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Vila Esperança. Ela funcionará 24 horas por dia e terá entre 12 a 20 leitos, para a assistência médica com especialidades, laboratórios e também atendimento na área odontológica. A previsão é de que a UPA receba em torno de 10 mil pacientesmês. Isto vai resultar em um grande salto de qualidade para todo o sistema, mas, especialmente, para o atendimento da demanda dos setores localizados na região Sul da Cidade. O chefe do Executivo observa que há quase 40 anos, não se construía um hospital em Anápolis. Ele adiantou também que já há um trabalho para viabilizar uma nova UPA.
A UPA vai cobrir a demanda de atendimento existente entre a rede que presta assistência de urgência e emergência e as unidades básicas de saúde. A UPA está sendo edificada numa área de 3,7 mil metros quadrados, com investimento de R$ 3,7 milhões, e fica próxima ao Mini-Fórum, também em construção na Vila Esperança.
As melhorias na rede de saúde, assinalou Antônio Gomide, são um processo contínuo dentro da gestão. Ele citou o caso do Hospital Municipal, que passou por uma total revitalização e abriga, hoje, também, o Laboratório de Diagnóstico de Imagens; a reforma e ampliação dos postos de saúde, inclusive, os localizados nos distritos; a implantação de programas como o “Saúde na Escola”, “Remédio em Casa” e “Saúde Para Todos” que estão fazendo com que o atendimento esteja mais próximo de onde existem as demandas.
Na área de odontologia, Gomide - que é odontólogo - ressaltou que as ações colocaram Anápolis em evidência no País, com a conquista do 1º lugar no programa “Brasil Sorridente”. Hoje, o sistema permite que a população tenha, desde os procedimentos mais simples, até os tratamentos mais complexos feitos através do Sistema Único de Saúde.

Investimentos
Do início de janeiro até o último dia 14, segundo informações do Ministério da Saúde, os valores de repasses fundo a fundo para a Prefeitura de Anápolis chegaram a R$ 53.354.859,05 distribuídos da seguinte forma: Atenção Básica (R$ 7.834.858,50); Média e Alta Complexidade (R$ 40.760.313,88); Vigilância em Saúde (1.579.922,67); Assistência Farmacêutica (R$ 1.192.264,00); Gestão do SUS (R$ 230.000,00) e Investimento (R$ 1.757.500,00). Isso sem contar os investimentos próprios com recursos do Tesouro Municipal e as contrapartidas legais. No primeiro quadrimestre deste ano, as despesas com a saúde já haviam alcançado 14,59% da receita, ou seja, muito próximo ao índice constitucional exigido, que é de 15%.

Autor(a): Claudius Brito

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