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Cidade tem 10 mil famílias em situação de déficit habitacional

Cidade Comentários 28 de setembro de 2017

Pesquisa divulgada pelo Instituto Mauro Borges traça um panorama sobre a realidade em todo o Estado


Em que pese o grande número de moradias entregues à população nos últimos anos, Anápolis ainda está longe de fechar a conta do déficit habitacional que, diga-se de passagem, é uma conta antiga que vem se formando com o passar dos anos e é de difícil resgate, pois necessita de políticas públicas consistentes e, sobretudo, de recursos para atender à grande demanda das famílias.
A questão do déficit habitacional em Goiás foi objeto de um estudo que acaba de ser divulgado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), ligado à secretaria estadual de Gestão e Planejamento. Para a apuração de resultados, foi utilizada a metodologia proposta pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), do Estado do Espírito Santo, que tem como base a fonte de dados do Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal, o CadÚnico. O IJSN, por sua vez, inspirou-se em referências de pesquisas, neste campo, desenvolvidas pela Fundação João Pinheiro (FJP), de Minas Gerais.
Para chegar ao indicador do déficit habitacional, a FJP utiliza uma variante de quatro compostos e subcomponentes, sendo: 1- Habitação precária: os domicílios rústicos e os domicílios improvisados; 2- Coabitação familiar: os cômodos e as famílias conviventes secundárias que desejam constituir novo domicílio; 3- Ônus excessivo com aluguel urbano: número de famílias urbanas com renda familiar de até três salários mínimos, que moram em casa ou apartamento (domicílios urbanos duráveis) e que despendem 30% ou mais de sua renda com aluguel; 4- Adensamento excessivo em domicílios alugados: domicílios alugados com um número médio superior a três moradores por dormitório.
Dentro da metodologia construída pelos institutos de pesquisa, o IMB formulou o ranking, em números absolutos e relativos (percentual) do quantitativo de famílias em situação de déficit habitacional em Goiás.
Goiânia lidera o ranking dos 10 municípios com maior quantidade de famílias em situação de déficit habitacional, com 21.399, representando 13,41% do total. Em seguida vem Anápolis (10.495 famílias - 6,58%); Águas Lindas de Goiás (9.873 - 6,19%); Aparecida de Goiânia (8.743 famílias - 5,48%); Rio Verde (8.277 famílias - 5,19%); Luziânia (3.814 - 2,39%); Trindade (3.538 famílias - 2,22%); Senador Canedo (3.116 famílias - 1,95%); Caldas Novas (2.907 famílias - 1,82%) e Jaraguá (2.064 famílias - 1,29%).
Já os 10 municípios com menor número de famílias em situação de déficit habitacional em Goiás, em números absolutos e relativos são: Diorama (12 famílias - 0,01%); Santa Bárbara de Goiás (13 famílias - 0,01%); Anhanguera (17 famílias - 0,01%); Estrela do Norte (20 famílias - 0,01%); Três Ranchos (22 famílias - 0,01%); Mimoso de Goiás (26 famílias - 0,02%); Nova Iguaçu de Goiás (28 famílias - 0,02%); Mambaí (29 famílias - 0,02%); Jesúpolis (30 famílias - 0,02%) e São João da Paraúna (30 famílias - 0,02%).
Em Goiás, o número de famílias inscritas no CadÚnico e em situação de déficit habitacional é de 159.538. Segundo a classificação da FJP, a distribuição é a seguinte: Habitação precária: 42.808 (26,83); Coabitação familiar: 420 (0,26%); ônus excessivo com aluguel: 113.795 (71,33%) e adensamento excessivo em domicílios alugados: 2.515 (1,38%).
Entre as microrregiões do Estado, as que apresentam maior número de famílias em situação de déficit habitacional, são Goiânia: 42.643 (26,73%); Entorno de Brasília: 29.805 (18,68%); Anápolis: 18.829 (11,80%); Sudoeste de Goiás: 15.751 (9,87%) e Meia Ponte: 9.844 (6,17%).
Em quantidade de pessoas em situação de déficit habitacional nas microrregiões, o estudo aponta Goiânia: 126.332 (28,02%); Entorno de Brasília: 84.205 (18,67%); Anápolis: 53.342 (11,83%); Sudoeste de Goiás: 42.909 (9,52%) e Meia Ponte: 27.032 (5,99%).
Dentro da mesma metodologia, o levantamento aponta que em Goiás, 450.925 famílias estão em situação de déficit habitacional. Pela classificação de habitação precária: 107.073 (23,75%); Coabitação familiar: 880 (0,20%); ônus excessivo com aluguel: 331.152 (73,44%) e adensamento excessivo em domicílios alugados: 11.820 (2,62%).

Autor(a): Claudius Brito

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