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Cidade se une contra o crack

Geral Comentários 30 de maio de 2010

Até a primeira quinzena de junho, já deve estar definido um projeto. O trabalho é contínuo e vai envolver não apenas a parte de assistência aos drogativos e familiares, mas também a repressão


Em reunião que contou com a presença de juízes e promotores que atuam nas Varas da Infância e Criminais da Comarca local, de representantes das áreas de saúde e social e do Poder Executivo, foram delineadas estratégias para a formação de uma rede para atuar, exclusivamente, na prevenção e no combate ao crack em Anápolis. A reunião, realizada no final da tarde da última quarta-feira, 26, foi coordenada pelo juiz da Infância e Juventude, Carlos Limongi Sterse, e teve a presença, também, do prefeito Antônio Gomide.
Na primeira quinzena de julho, já deve estar pronto o projeto de como será estruturada a rede. O objetivo principal, segundo o magistrado, é estabelecer um modelo, uma política pública para atender ao dependente de crack, oferecendo assistência especializada em diversos níveis. Ou seja, para aqueles dependentes que desejam iniciar um tratamento de desintoxicação, até aquele que passou para a fase de abstinência da droga, e precisa de apoio para a sua reintegração à sociedade. Além do tratamento psicológico e assistencial, também será garantindo o tratamento com internações para os casos considerados mais graves.
De outra ponta, serão criados programas preventivos junto às comunidades para informar sobre os malefícios da droga que, hoje, se encontra espalhada por todas as comunidades. “É uma epidemia, e todos nós fomos pegos de surpresa com esse crescimento do uso e tráfico de drogas”, afirmou o juiz Carlos Limongi. Ele e os demais participantes da reunião foram unânimes em defender o princípio da união de esforços, para que o problema seja enfrentado.
As medidas não excluem, pelo contrário, vão também reforçar o trabalho de repressão com os trabalhos das polícias Civil e Militar, para tirar o máximo possível a droga de circulação. Conforme foi relatado na reunião, há registro de consumo de crack por crianças de 10 anos de idade até uma senhora, funcionária pública, de 53 anos de idade. Portanto, a droga está infiltrada em várias faixas etárias e camadas da sociedade, porque é barata. No entanto, de um grande potencial destrutivo da saúde. Assim sendo, além de um caso de polícia, o crack já é também um caso de saúde pública. Daí a necessidade de se criar uma rede de atendimento, unindo o trabalho já estruturado de unidades como o CAPS, o Hospital Espírita de Psiquiatria e as casas de recuperação, que já não estão suportando a demanda de encaminhamentos.
O prefeito Antônio Gomide sugeriu a criação da comissão e garantiu que a Prefeitura dará o suporte que for necessário à criação da rede, obviamente - disse - não descartando outras bases de apoio, inclusive para financiamento de projetos no Ministério da Justiça ou mesmo organizações não-governamentais. Ele defendeu que é urgente a criação de políticas públicas para o enfrentamento do crack. Todavia, observou que muitos projetos podem não se realizar na velocidade que se pretende. Com isso, a alternativa, segundo ele, seria buscar projetos já existentes que possam ser adaptados à realidade local, buscar projetos na esfera federal da Saúde e construir alternativas próprias, que podem acontecer de forma mais rápida, porém, planejada.

Autor(a): Claudius Brito

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