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Cidade é sacudida com sequência de homicídios bárbaros

Violência Comentários 05 de janeiro de 2018

Começo de 2018 traz pânico para moradores. A Polícia reage e aumenta o combate ao crime em toda a Cidade


Uma série de assassinatos praticados nos primeiros dias do ano reacendeu o temor da comunidade anapolina de ter, de volta, a estatística que a coloca entre as cidades mais violentas do País. Foram vários os crimes registrados pelas polícias Civil e Militar e que tiveram como vítimas pessoas de diferentes setores da sociedade. A sequência macabra começou com a morte de Douglas da Silva, que saía de uma festa, acompanhado de Nayane Dias, no Bairro Bom Clima. De repente ele foi cercado e recebeu uma saraivada de tiros. A acompanhante, também, foi ferida em uma das pernas, mas sobreviveu. Em seguida, a Polícia registrou o homicídio que teve como vítima Carlos Roberto Fernandes, morto em via pública, na área fronteiriça à Estação Rodoviária. Ele trabalhava como montador de barracas de feiras. A Polícia Civil está apurando as circunstâncias desses dois crimes.
Dois outros homicídios, que vitimaram dois agentes carcerários da Cadeia Pública de Anápolis alcançaram repercussão nacional, devido às circunstâncias em que foram perpetrados. No dia 02, terça-feira, logo pela manhã, o agente Eduardo Barbosa dos Santos, 34 anos, retornava do trabalho e se dirigia para casa, na Rua Ester Campos de Amaral, Bairro Bougainville. Ele foi abordado por homens desconhecidos e metralhado em plena via pública. Foram, pelo menos, 24 tiros, com armas de grosso calibre. Familiares de Eduardo, ao ouvirem os tiros, saíram à porta, mas, não viram mais ninguém.
Horas depois, outro agente carcerário era morto. Desta vez, foi Ednaldo Monteiro, que havia sido preso, acusado de envolvimento em irregularidades no Presídio, mas que estava respondendo em liberdade. Ele foi assassinado em frente ao portão de entrada do Cemitério “São Miguel”, quando saía de uma floricultura, segundo informações, pertencente a um seu irmão. Ednaldo teria ido comprar flores para homenagear o ex-colega de serviço, Eduardo, que ainda não havia sido sepultado. Quando entrava em seu carro, aproximou-se outro veículo, de onde desceram três homens armados e dispararam vários tiros, matando-o na hora.
Esses dois crimes sacudiram Anápolis, a ponto de provocarem reações imediatas dos comandos das polícias Civil e Militar. Uma força tarefa foi montada por agentes e delegados civis, ao passo que a frota de viaturas da PM foi reforçada com mais 30 veículos vindos de Goiânia para um policiamento mais ostensivo na Cidade.
No Presídio
Enquanto as atenções se voltavam para as mortes dos dois agentes carcerários, outro crime de homicídio era praticado no interior do Centro de Inserção Social “Monsenhor Luiz Ilc” (Cadeia Pública). O detento de prenome Sandoval, que cumpria pena por homicídio contra a própria esposa, há sete anos, foi morto por um desafeto quando ambos se encontraram no corredor de uma das alas. Antes dele, no dia 06 de dezembro, outro detento já havia sido morto. Foi René Vidal de Deus, que teve a cabeça arrancada do corpo pelo, também, detento, Diego de Jesus. O motivo foi o mesmo: desavenças anteriores. Neste caso, o autor assumiu toda a responsabilidade.
O histórico de morte no sistema prisional em Anápolis não difere do que ocorre em outras cadeias pelo Brasil. Nos últimos meses foram vários casos, como a morte de João Paulo Victor Lopes, de 24 anos, assassinado a facadas, no dia 09 de outubro de 2017, por um grupo de presos que com ele conviviam. Ressalte-se que, até, no novo presídio, ocupado durante seis meses por presos da Penitenciária “Odenir Guimarães”, de Aparecida de Goiânia, devido a uma rebelião ali verificada, teve um caso de morte de detento. Um homem, cuja identidade não foi revelada na época, acabou sendo decapitado por outro detento, crime ocorrido no dia 06 de julho.

Autor(a): Da Redação

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