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Cidade precisa ampliar a estrutura hospitalar, diz especialista

Geral Comentários 12 de julho de 2018

Médico e professor de medicina, Marcelo Daher defende ampliação e inovação do sistema de saúde na Cidade


Além do Hospital de Urgências “Dr. Henrique Santillo”, Anápolis conta com outras seis unidades hospitalares, entre públicas e privadas, com cerca de 680 leitos (dos quais 85 são Unidades de Terapia Intensiva) e 65 delas atendem a pacientes do Sistema Único de Saúde. De acordo com o Plano Diretor de Regionalização da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás, a Cidade, com cerca de 400 mil habitantes, é uma das 18 regiões de saúde de Goiás, sendo referência direta para dez comunidades vizinhas e, indiretamente, para outros 50 municípios que integram a Macrorregião Centro-Norte.
A Organização Mundial de Saúde preconiza, como ideal, uma média de 3 a 5 leitos médicos para cada mil habitantes. Considerando somente o número oficial de habitantes em Anápolis, segundo dados do IBGE, para se chegar a esse índice estabelecido pela OMS, a cidade teria que criar no mínimo mais 1.200 leitos.
Para o médico e professor de medicina da UniEVANGÉLICA, Marcelo Daher, apesar De a cidade ser referência em assistência para outros municípios vizinhos, muitos pacientes têm que buscar atendimentos em outros grandes centros urbanos, seja pela sobrecarga nas unidades públicas ou em busca por uma melhor estrutura hospitalar que ofereça inovação tecnológica em tratamento e diagnóstico.
Mas, conforme Daher, neste sentido, Anápolis está bem servida com profissionais altamente qualificados. Dados do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás apontam que existem, atualmente, cerca de 1.200 médicos ativos na Cidade. Contudo, o órgão estima que este número possa ser ainda maior, pois há médicos de outras cidades que, também, atendem no Município. Além disso, a cidade conta com um curso de medicina em que são formados cerca de 120 profissionais por semestre. O desafio para Anápolis, para ele, é a manutenção da permanência desses bons médicos em médio e longo prazos. “À medida que existe uma estrutura ampla e moderna para esses profissionais trabalharem, a tendência é de que eles fiquem na cidade, melhorando a rede de assistência à saúde”, diz Marcelo Daher.

Sobrecarga
Nas últimas duas décadas Anápolis registrou o fechamento de algumas importantes unidades hospitalares, o que resultou na consequente diminuição de leitos hospitalares. Dois grandes hospitais foram fechados: Dom Bosco, no começo da década de 2000, e Nossa Senhora de Lourdes, por volta dos anos 2008 e 2009. Mas a demanda da cidade por serviços de saúde não diminuiu. Pelo contrário, aumentou. Dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal, ligada ao governo de Goiás, referentes a 2014, apontam que o Eixo Brasília-Anápolis-Goiânia abrange as duas áreas metropolitanas que apresentam o mais acelerado crescimento demográfico entre todas as metrópoles brasileiras, assim como a maior taxa de expansão do PIB. Já é o 3º maior mercado consumidor do País.
Anápolis recebe uma grande parcela de pessoas advindas de outras cidades em busca de tratamentos de saúde, tanto do Estado de Goiás quanto de outros estados brasileiros. A preferência por Anápolis se dá pela facilidade de acesso e mobilidade, além da variedade de serviços oferecidos.
Por conta disso, em 2005, para atender a esse forte fluxo de pacientes vindos não só da microrregião de Anápolis, mas de outras regiões, foi aberto o HUANA, focado em urgência e emergência. De acordo com o médico Marcelo Daher, o número de leitos do hospital é restrito e o índice de ocupação desde sua fundação é constantemente alto, em torno de 95% a 98%. “Ele já nasceu sobrecarregado e mesmo com a ampliação, prevista para ser inaugurada neste ano, com a qual quase dobrará o número de leitos, ainda continuará com certa sobrecarga” explicou ele.
Essa importância estratégica de Anápolis no atendimento à saúde é antiga, pois a cidade abrigou a segunda unidade hospitalar do Estado de Goiás e a primeira em atendimento particular, o Hospital Evangélico Goiano, inaugurado em 1927. Por anos, ele foi referência, não só na prestação de serviços, mas também na formação de profissionais da saúde.
Em Anápolis há muitos hospitais e clínicas que cresceram ao longo dos anos sem um planejamento específico. Alguns datados das décadas de 50 e 60 e que foram adaptados de acordo com a necessidade. O médico Marcelo Daher diz que o planejamento faz muita diferença, sendo uma das partes mais importantes na instalação de um hospital. Ter um hospital pensado da maneira correta possibilita melhoria geral. “Quando há esse planejamento é possível oferecer serviços com melhor qualidade; minimizar custos; melhorar a circulação do paciente, diminuindo risco de infecção e, garantindo assim, a segurança do paciente”, afirmou o médico Marcelo Daher.

Autor(a): Nilton Pereira

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