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Cidade na era dos viadutos

Cidade Comentários 10 de abril de 2010

Avanço do setor urbano para as regiões cortadas por rodovias estaduais e, principalmente, federais, obriga a abertura de trincheiras e a construção de viadutos em diversos pontos da cidade


A primeira grande necessidade surgiu no final da década de 90, quando o então Prefeito Wolney Martins “bancou” a construção de um viaduto na BR 153 (Belém/Brasília) na conexão com o Bairro de Lourdes. O local, conhecido como “trevo da morte”, por conta de sucessivos acidentes, grande parte deles com vitimas fatais, fez com que o então governante municipal cuidasse da obra, muito criticado, por investir dinheiro municipal em uma rodovia federal. Mas o certo é que os acidentes praticamente acabaram naquele trecho.
A necessidade de novos viadutos foi ficando marcante, a ponto de serem feitas gestões junto ao Governo Federal, para que novos viadutos fossem construídos, o que realmente aconteceu. Abriu-se licitação para o Anel Viário da cidade, com a construção de três viadutos. Um no final da Avenida Fernando Costa, Vila Jaiara, onde os acidentes, também, se multiplicavam, outro na conexão da Avenida Universitária com a entrada do bairro Recanto do Sol e, um complemento do Viaduto Ayrton Senna (construído pela administração do Prefeito Wolney Martins). As obras, iniciadas, ficaram interrompidas por vários anos, até que, por necessidade, e por pressão política, foram reativadas. O Governo Lula liberou recursos para o contorno viário, contemplando a conclusão dos viadutos anunciados.
Outro viaduto importante foi construído mais recentemente, na BR 060 (Brasília/São Paulo), na conexão com a BR 153 (Belém Brasília) o Viaduto “Miguel Moreira Braga”. Mas, a necessidade não pára. Agora está prevista a construção do viaduto de acesso ao Distrito Agro Industrial, pretendendo-se, para o futuro, um outro, desta feita nas proximidades do Posto Presidente, ligando a região Oeste de Anápolis ao acesso a Goiânia, Goianápolis e regiões próximas.
Trincheiras
Mas, se os viadutos permitiram o melhor escoamento do tráfego, principalmente de pesados caminhões, carretas e ônibus, sacrificaram a vida dos pedestres que transitam, diariamente, por estas regiões. Por conta disso foram feitas gestões junto ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), via deputado Rubens Otoni e Prefeito Antônio Gomide, com o apoio da Bancada Federal de Goiás, conseguindo-se a liberação de recursos para a abertura de “trincheiras” (passagens sob as rodovias) garantindo o tráfego urbano, sem se interferir na alta velocidade das rodovias federais. Assim sendo, estão em andamento as obras para trincheiras nas passagens do Bairro de Lourdes/Tropical, para o Anápolis City; Parque dos Pirineus/Jardim Progresso e, acesso ao povoado de Miranápolis, nas proximidades do distrito de Interlândia.
A Prefeitura entende que as “trincheiras” vão diminuir, em muito, o risco de acidentes, assim como garantirão melhor qualidade de vida para os moradores das regiões cortadas pelas referidas rodovias. Há quem defenda, ainda, a abertura de mais uma trincheira, aproveitando-se uma antiga passagem das composições da Estrada de Ferro, na BR 060, entre o trevo de aceso ao Distrito Agro Industrial de Anápolis e o campus da Universidade Estadual de Goiás. Metade da trincheira já existe, restando, apenas, algumas adaptações.

Setor urbano
Mas, o projeto de viadutos e “trincheiras” não se resume, apenas, aos setores cortados por rodovias. A Prefeitura está anunciando, para ainda este ano, a construção de um viaduto na região urbana da cidade. Ele vai ser erigido na confluência das avenidas Contorno, Presidente Kennedy e Universitária. De acordo com o prefeito Antônio Gomide, outros dois viadutos vão ser construídos na região central: um na altura do Quarto Batalhão de Polícia Militar e, outro, na confluência da Avenida Brasil Norte com a Avenida Ana Jacinta, entrada para a Vila Santa Maria de Nazareth.
A implantação de viadutos nas cidades de portes médio acima, está sendo apontada como a principal alternativa para se garantir um melhor fluxo de veículos e segurança para pedestres. Em Anápolis, por exemplo, são colocados nas ruas, diariamente, cerca de 40 novos veículos entre carros, motos, caminhões e outros. São, portanto, 1,2 mil novos veículos circulando a cada mês, o que inviabiliza qualquer projeto de controle de tráfego, que não seja com obras de grande porte como viadutos.

Autor(a): Nilton Pereira

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