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Cidade integra pacto nacional para redução de mortes

Trânsito Comentários 07 de agosto de 2015

Município faz parte do grupo de 322 cidades que vão receber ações de um plano para o combate acidentes


Anápolis está no rol das 322 comunidades brasileiras que vão receber ações do Plano Nacional de Enfrentamento das Lesões e Mortes por Acidentes de Trânsito Terrestres (ATT), com ênfase em motocicletas. A iniciativa do Governo Federal foi apresentada no final do mês passado, na reunião da Presidente Dilma Rousseff com os governadores chamados a participar do “Pacto para redução da mortalidade por acidentes de motocicleta”.


O Plano envolve sete ministérios: Saúde; Justiça; Trabalho; Educação, Previdência Social e Casa Civil e tem por objetivo reduzir a tendência de aumento das lesões graves e mortes por acidentes de transportes terrestres, sobretudo, motocicletas. A meta global é reduzir o incremento médio anual em 2015 e 2016 em 20% e estabilizar a taxa de mortalidade por ATTs envolvendo motociclistas em 2020, nos valores de 2013.


Segundo o levantamento apresentado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, ao qual o Jornal Contexto teve acesso, no ano de 2013, o total internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, motivadas por acidentes de trânsito terrestres foi de 169.740, sendo: 88.002 envolvendo motociclistas; 43.223 pedestres e 15.669 ocupantes. O total de óbitos nos ATTs foi de 42.266, sendo: 12.040 vítimas de acidentes com motos; 11.068 de ocupantes e 8.221 de pedestres. Os custos das internações dos ATTs foram estimados em R$ 229 milhões. Deste total, R$ 112 milhões nos acidentes que envolveram motocicletas. Ainda, de acordo com os dados apresentados, o custo anual dos ATTs chega a R$ 40 bilhões/ano, conforme o último levantamento oficial produzido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, o IPEA.


O plano adotou três critérios para a seleção dos municípios prioritários: o número absoluto de óbitos por município dentro de cada unidade da federação, a partir de 50% dos registros nos anos de 2010 a 2013; as maiores taxas para o Brasil; as maiores taxas por unidade da Federação. Todas as capitais estão incluídas.


Em Goiás foram selecionados cinco municípios: Anápolis; Goiânia; Aparecida de Goiânia, Itumbiara e Jataí. Anápolis e Goiânia compõem o grupo de 174 cidades que estão no cenário 01, o qual leva em conta os maiores números absolutos e a média de óbitos registrados via SUS. Em Goiânia, conforme os números do Ministério da Saúde, foram de 233 em 2010; 190 em 2011; 214 em 2012 e 169 em 2013. A média foi de 202 e a taxa por 100 mil habitantes de 14,5. Em Anápolis foram registrados 52 óbitos em 2010; 50 em 2011; 32 em 2012 e 29 em 2013. A média foi de 41 e a taxa por 100 mil habitantes de 11,6. No ranking dos estados, o Piauí é o que tem a maior taxa de mortalidade envolvendo motocicleta no País: 19,8 (por 100 mil habitantes). Goiás é o 13º no ranking, com taxa de 8,0 (por 100 mil habitantes).


 


O Plano


O Plano Segurança no Trânsito em Defesa da Vida está sendo elaborado conjuntamente pelos ministérios da Saúde; Cidades; Justiça; Trabalho e Emprego, Previdência, Educação e Transportes - coordenados pela Casa Civil. A proposta foi apresentada aos governadores com o objetivo de destacar a necessidade da participação dos estados na coordenação de ações e mobilização interssetorial e da sociedade para reduzir a violência no trânsito.


A proposta está dividida em eixos. O eixo Gestão, por exemplo, prevê a articulação integrada entre as três esferas de governo. Sobre Informação, a proposta é promover a integração das informações de trânsito dos vários órgãos responsáveis. As medidas abrangem, ainda, projetos de lei como o que permitiria a aquisição de motos somente por condutores habilitados. Já no eixo Educação, o objetivo é ampliar a capacitação dos agentes de trânsito.


Nas urgências, nos hospitais de traumas e nas unidades de reabilitação, o Ministério da Saúde vai ampliar o acompanhamento das demandas de pacientes vítimas de acidentes de motos. E, segundo defendeu o Ministro Arthur Chioro, é necessária uma ação nacional, envolvendo diversos setores da sociedade e do poder público, “para barrar essa epidemia de mortes e traumas”. No eixo Fiscalização, a ideia é intensificar as ações, priorizando aspectos como a mistura álcool/direção, excesso de velocidade, uso dos equipamentos obrigatórios de segurança, habilitação válida e condição segura do veículo.


 


 


Confira a evolução da frota de motos em Anápolis


 


2009


Motocicletas - 33.702


Motoneta - 10.350


Ciclomotor - 248


Total: 44.300


 


2010


Motocicletas - 37.387


Motoneta - 11.406


Ciclomotor - 346


Total: 49.141


 


2011


Motocicletas - 41.777


Motoneta - 12.852


Ciclomotor - 480


Total: 55.109


 


2012


Motocicletas - 45.213


Motoneta - 14.355


Ciclomotor - 597


Total: 60.155


 


2013


Motocicletas - 47.481


Motoneta - 15.821


Ciclomotor - 699


Total: 64.001


 


2014


Motocicletas - 49.043


Motoneta - 16.856


Ciclomotor - 763


Total: 66.662


 


2015 (Maio)


Motocicletas - 49.459


Motoneta - 17.222


Ciclomotor - 782


Total: 67.463


 


Fonte: Estatística do DENATRAN

Autor(a): Claudius Brito

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