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Chuvas acendem o alerta em áreas de risco no Município

Cidade Comentários 01 de novembro de 2014

Existem, no Município, mais de 50 áreas de risco, de acordo com a Defesa Civil. Secretaria de Obras, Serviços Urbanos e Habitação destaca a existência de projetos para a contenção dos riscos e a desapropriação de áreas em alguns locais identificados. Atitudes da população como jogar lixo no lugar certo podem contribuir para evitar os prejuízos no período chuvoso


As chuvas trouxeram o alívio para o calor que assolava Anápolis. Mas, as águas aumentaram as preocupações sobre os riscos de deslizamentos de terra e alagamentos. As chamadas áreas de risco, além de oferecerem perigo para a população que reside nos locais identificados, são um transtorno do ponto de vista urbano. “Podemos dividir as áreas de risco em duas categorias: uma referente a locais com processos erosivos e outra referente a pontos de alagamento”, explicou o secretário de obras, serviços urbanos e habitação, Leonardo Viana Silva.
A Defesa Civil informou que o volume de água na Cidade está aumentando muito. Nas áreas de risco, conforme foi informado, há informações de que casas estão trincando e apresentando rachaduras e que há ocorrências de deslizamentos de terra em algumas localidades.
O secretário Leonardo Viana citou cinco erosões que são foco atual da administração municipal, localizadas na Rua Leopoldo de Bulhões (Setor Central); Avenida Federal (Vila Formosa); Rua 04 (Residencial Giovanni Braga), Rua 08/ Avenida Perimetral (Bairros Cidade Jardim e São Carlos) e Rua Miguel Torres (Vila Brasil). “Todas essas erosões possuem projeto e orçamento, sendo que as duas primeiras terão suas execuções viabilizadas, através de recursos municipais, ainda este ano”, detalhou.
Pontos de alagamento na cidade considerados dentro de áreas de risco e que já tiveram alguma intervenção do Poder Público Municipal incluem a Rua Pérola (Jardim Ana Paula); passagens do Córrego Catingueiro (Setor Central); passagem Córrego Monjolo, na Rua Amazílio Lino de Souza; passagens do Ribeirão Antas entre a Avenida José Sarney e Rua Engenheiro Portela (Setor Central), passagens do Córrego João Cesário entre a Avenida Universitária e Avenida Fayad Hanna; e passagem do Ribeirão Antas na Avenida Dona Elvira (Vila Santa Maria de Nazareth).
Leonardo explicou que “outros pontos críticos, como a Avenida Universitária, na altura da Faculdade Anhanguera, e a Rua Professora Zenaide Roriz, no Jundiaí, estão com suas obras em andamento. Os demais locais fazem parte dos levantamentos realizados pelo Plano Diretor de Drenagem, que se encontra em fase final de aprovação, e sofrerão intervenções a curto, médio e longo prazos, de acordo com o grau de complexidade de cada caso”.
Conforme constatou, “a abertura de buracos na malha viária se intensifica com o período chuvoso; o rompimento de Galerias Pluviais antigas, que não foram dimensionadas para o nível e impermeabilização existente na Cidade ou que não foram corretamente calculadas para toda a bacia de contribuição; o rompimento de bueiros e canais antigos, que não foram construídos prevendo o crescimento e impermeabilização que a cidade sofreu nas últimas décadas”.

População
O secretário de obras, Serviços Urbanos e Habitação, Leonardo Viana Silva informa que a população pode contribuir para evitar inundações, desmoronamentos e outras situações de risco no período chuvoso. As atitudes incluem não jogar lixo na rua e nas bocas de lobo; manter, no mínimo, 20% de área permeável em seus quintais, como orienta a Lei do Plano Diretor da Cidade; auxiliar na manutenção da vegetação das Áreas de Preservação Permanente, que correspondem a 30 metros de cada lado das margens dos córregos locais. Ele também indicou a necessidade de contratar empresas especializadas para descarte de materiais de reformas e construções, evitando que esses sejam depositados em áreas impróprias.

Desapropriações
Em algumas áreas de risco, existe a necessidade de retiradas de moradores de imóveis. É o caso da área de erosão localizada na Rua Leopoldo de Bulhões, existente há anos. “Esses casos de desapropriação têm de ser vistos caso a caso. Para as obras que ora se iniciam na Rua Leopoldo de Bulhões, foram necessárias algumas desapropriações, entretanto, temos casos onde não será preciso nenhuma retirada”, informou o secretário.
Vandir Amaral é o proprietário de um imóvel na Rua Leopoldo de Bulhões, número 1407, localizado no Setor Central. No local, funcionava um Disque-Caçamba. Devido aos riscos de erosão e deslizamento provocados pela presença de uma Voçoroca (grandes buracos de erosão), foi determinada a retirada da empresa deste local. Vandir informou que houve um diálogo com a Secretaria de Obras, Serviços Urbanos e Habitação e a Prefeitura para que ele retirasse seu empreendimento da localidade.
Ele informou que a retirada está sendo feita gradativamente, assegurando que um tempo é necessário para que ele faça a mudança sem prejuízo financeiro ao empreendimento e que haja o tempo necessário para sua relocação. “Por isso, estou saindo devagar”, explicou. “O melhor é sair e a Prefeitura fazer um processo de recuperação da rua, da área”, continuou, abordando que as obras serão importantes para “proteger a vizinhança”. “A gente tem o bom senso que aqui é perigoso”, destacou.
De acordo com a Procuradoria do Município, o Poder Público Municipal já tem a posse do imóvel, parte de onde serão feitas obras para a contenção de erosões. Ainda, de acordo com a Procuradoria, o processo foi feito de maneira “amigável”. A área tem, aproximadamente, de acordo com o proprietário, 17 mil metros quadrados. O proprietário já retirou as caçambas e automóveis do local e alugou um espaço para colocá-los. Ainda foi informado que o processo de desapropriação deve ser concluído após a realização dos trâmites burocráticos relativos à área a ser desapropriada e à decisão sobre a forma de compensação do proprietário do imóvel.

Autor(a): Felipe Homsi

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