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Chineses querem comprar soja sem atravessadores

Economia Comentários 23 de abril de 2010

Ex-deputado Ênio Tatico aposta que tem cacife para desbancar outro candidato da chamada terceira via, o ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso (PR)


O presidente do Sindicato das Indústrias da Alimentação de Anápolis (SIAA), Wilson de Oliveira, avalia como positivo o resultado da terceira missão comercial à China, coordenada pelo Ministério da Agricultura, que teve a participação do Governo de Goiás, através das secretarias de Planejamento e de Indústria e Comércio, industriais, produtores rurais e representações das federações das Indústrias e da Agricultura.
A programação da missão incluiu visitas técnicas a indústrias, encontros com importadores e representantes de governo nas cidades de Xangai, Hong Kong e Pequim. E várias rodadas de negócios. Ficou evidente, destacou Wilson de Oliveira, o interesse dos chineses em adquirir soja diretamente dos produtores, eliminando intermediários. Para isso, foi iniciada a criação de um grupo de trabalho que vai estudar os melhores caminhos para a efetivação dos acordos comerciais.
O presidente do SIAA pondera que Goiás tem se beneficiado das missões internacionais. As missões à própria China, no ano passado, resultaram na reabertura do mercado para a importação de carne por aquele país. No caso da soja, segundo Wilson de Oliveira, a possibilidade de aumento das vendas para o mercado chinês deverá estimular a formação de uma espécie de corredor de produção em áreas degradadas que estão situadas ao longo da ferrovia Norte-Sul e que poderão se transformar em lavouras, com a logística necessária para o escoamento da produção.
Na área industrial, cita Wilson de Oliveira, foram estabelecidos diversos contatos e manifestado o interesse da empresa MTZ em trazer para Goiás investimentos para a produção de veículos pesados e tratores. A comitiva se reuniu também com grandes grupos empresariais, dentre eles a COFCO Corporation, que atua em diversas áreas como produção de alimentos e investe em novas tecnologias, como a produção do etanol de mandioca.
Outra possibilidade é a de Goiás vender óleo comestível. Hoje, 90% das importações chinesas desse produto são oriundas da Argentina e 10% do Brasil. A intenção é que Goiás, com a potencialidade que tem neste segmento, possa contribuir para aumentar a participação nas vendas.
Em 2009, segundo o MAPA, Goiás exportou US$ 2,76 bilhões em produtos do agronegócio, com destaque para o complexo soja (US$ 1,5 bilhão), as carnes (US$ 919 milhões), e o complexo sucroalcooleiro (US$ 105,6 milhões). Desse total, a China importou do estado US$ 627 milhões e os principais produtos embarcados para aquele país foram o complexo soja (US$ 586,5 milhões) e couro (US$ 28, 3 milhões).

Autor(a): Da Redação

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