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Cesta básica tem variação de preço de até 223%

Geral Comentários 07 de outubro de 2016

Vilão do mês foi a farinha de mandioca torrada. A boa notícia é que, em relação ao levantamento anterior, houve deflação


A secretaria municipal de Defesa do Consumidor (Procon) divulgou o resultado da pesquisa da cesta básica. O levantamento foi realizado no início deste mês de outubro, envolvendo cinco supermercados: Carrefour, Bretas-Cidade Jardim, Rio Vermelho- Jundiaí, Super Vi- Jardim Goiano e Floresta- Centro. Nestes estabelecimentos, foram apurados os preços de 27 produtos dos segmentos de alimentação (18), de limpeza doméstica (04) e higiene pessoal (05).
A boa notícia, em relação a este levantamento, é que na comparação com o resultado da pesquisa de setembro, houve uma deflação de 6,81%. No mês passado, para adquirir os produtos da cesta básica, o consumidor teve de desembolsar R$ 142,56. Neste mês, a preços médios, a cesta básica ficou em R$ 132,76. A diferença nominal foi de R$ 9,70.
O Procon alerta que a pesquisa de preço continua sendo uma ferramenta indispensável de economia, já que entre os estabelecimentos pesquisados, foram encontradas variações de preços de um mesmo produto de até 223%. É o caso da Farinha de mandioca torrada (500g), que foi encontrada ao menor preço por R$ 1,79 e ao maior preço por R$ 5,79, ou seja, uma diferença de R$ 4,00. Outros produtos registraram variações acima de 100%, foram: o papel higiênico fino branco (pacote com quatro unidades), cotado ao menor preço por R$ 1,99 e ao maior preço por R$ 5,94 (variação de 198%); o açúcar refinado (pacote de 5 Kg), cotado por R$ 0,99 ao menor preço e R$ 2,49 ao maior preço (variação de 152%); a água sanitária (litro), cotado ao menor preço por R$ 1,39 e ao menor preço por R$ 2,89 (variação de 108%) e, por fim, a margarina (500 g), encontrada ao menor preço por R$ 1,99 e ao maior preço por R$ 4,09 (variação de 106%). Não foi informado se os produtos são da mesma marca.
De acordo com o secretário municipal de Defesa do Consumidor, Israel Rodrigues, a pesquisa de preços ainda é o melhor instrumento para controlar os gastos em casa. Segundo ele, a pesquisa realizada pelo Procon se baseia no perfil de consumo da família anapolina e no consumo alimentar no município.
Levando-se em consideração a tabela de preços dos produtos com os seus respectivos preços médios, a pesquisa demonstra que houve aumento em 15 deles, sendo: açúcar refinado, sal refinado, farinha de mandioca, tomate, ovos, margarina, extrato de tomate, óleo de soja, carne de primeira, sabão em pó, sabão em barra, detergente líquido, papel higiênico e desodorante. 12 produtos registram baixa nos preços médios cotados: arroz, feijão carioquinha, café em pó, farinha de trigo, batata, leite integral, macarrão com ovos, frango resfriado inteiro, água sanitária, creme dental, sabonete, absorvente aderente.

Autor(a): Claudius Brito

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