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CEPMG lembra, com homenagens, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Educação Comentários 07 de dezembro de 2018

O diretor geral do CONTEXTO, jornalista Vander Lúcio Barbosa, foi um dos homenageados durante solenidade bastante concorrida


Em solenidade ocorrida na última segunda-feira, 03, data em que se comemorou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás “Arlindo Costa” promoveu o 2º Encontro de Inclusão, reunindo pais, alunos, ex-alunos e convidados para render homenagens especiais à personalidades anapolinas que, conforme disse o diretor da escola, tenente coronel Edival Soares Batista, são pessoas da comunidade que têm contribuído de maneira significativa para o engrandecimento, em várias áreas da unidade escolar. “Nossos homenageados nos transmitiram conhecimentos, responsabilidade, companheirismo e amizade. Esses pontos, principalmente, foram marcantes e, entre outros motivos, dignos do nosso reconhecimento”, justificou o comandante/diretor.
Foram agraciados com a honraria o diretor geral do jornal CONTEXTO, jornalista Vander Lúcio Barbosa; o vice-prefeito de Anápolis, Márcio Cândido; o deputado estadual eleito Coronel Adailton (PP) e o vereador Pastor Elias (PSDB). Os homenageados, em seus discursos, foram unânimes em reconhecer que o trabalho do “Arlindo Costa” se tornou uma das referências maiores de Goiás no ensino e da inclusão escolar de alunos com deficiência na rede regular de ensino.
“Penso que o cuidar de vidas humanas é um privilégio, é uma grande graça. O cuidar de pessoas com deficiência, pessoas que às vezes não são tão iguais aos iguais, é, antes de tudo um desafio, uma grande dádiva colocada para que possamos avaliar o quanto somos dependentes, também. Vimos isso aqui hoje, o quanto os tidos como normais podem, ainda, aprender muito com eles”, disse Vander Lúcio.
Márcio Cândido falou sobre as dificuldades porque passam as pessoas com deficiência, notadamente, no campo da mobilidade urbana. “Ainda estacionamos veículos em locais a eles reservados, por exemplo. Apesar de direitos adquiridos em lei, os Governos, em todos os níveis, ainda precisam avançar muito para atender com maior celeridade as necessidades do deficiente físico e intelectual”, lembrou o vice-prefeito de Anápolis. Já o Coronel PM Adailton, assegurou que o seu mandato será marcado pela atenção aos Colégios Militares, com maior foco, às escolas que investirem mais em programas de inclusão social. “Embora eu seja ligado à área da segurança pública, sempre defendi com muita determinação os interesses da educação. Pelo que vimos neste colégio, podemos observar que vale a pena insistir, isso traz valiosos resultados”, comentou o eleito deputado estadual que tem domicílio em Anápolis.

INCLUSÃO
Anápolis se firma cada vez mais como município referência no atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais, apesar de a legislação ser clara quanto à obrigatoriedade dos estabelecimentos de ensino de se acolherem e matricularem todos os estudantes, independentemente de suas necessidades ou diferenças. O Colégio Estadual da Polícia Militar “Arlindo Costa”, sediado na Vila Santa Isabel, é um desses destaques entre as entidades anapolinas que prestam esse tipo de orientação e inclusão educacional. Instalado no segundo semestre de 2016, a unidade escolar tem 58 alunos com deficiência inscritos no processo, com ou sem laudos médicos. No entanto, por força legal, todas as demais escolas existentes no Município, sejam elas públicas ou particulares, lidam hoje com esse tipo de problema, reforçando a tese segundo a qual, vivencia-se, mundialmente, um momento em que se trabalha indistinta, e fortemente, a inclusão escolar de alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino.

Laudos
O AEE – Atendimento Educacional Especializado é um programa específico para alunos com necessidades especiais que foram matriculados com laudos que atestam algum tipo de dificuldade aguda que eles enfrentam. O laudo dá a estes estudantes o direito de contar com o apoio de um professor específico para auxiliá-los durante as aulas e também ao AEE, um atendimento agendado para o contraturno escolar, feito por um profissional especializado em várias áreas de deficiências. Atualmente, o “Arlindo Costa” conta com 11 professores com especialização acadêmica para a área e mais outros quatro professores intérpretes de Libras.
Para os alunos sem laudos, a escola, também, disponibiliza um professor que ajuda os alunos com necessidades especiais nas dificuldades que enfrentam, mas sem o direito ao apoio de um professor especializado em AEE. O colégio oferece este tipo de atendimento, proporcionando aos alunos com necessidades variadas ações que flexibilizam o conteúdo das matérias ministradas em sala de aula e para adaptar as avaliações.
O vice diretor do colégio, professor Luciano Almeida, explica que “os alunos com necessidades especiais são inseridos em classes comuns, com procedimentos educativos adaptados, conforme as suas necessidades específicas”. A professora Maria Gilca Borges, especialista em AEE, garante que “a presença de estudantes com deficiência junto com os ditos ‘normais’ não provoca problemas de convivência”, complementando que “para elas, há uma interação natural entre todos os alunos, sem registro de atos preconceituosos ou de exclusão e nem mesmo de bullying.

Depoimentos
Durante o encontro, alguns de ex-alunos com necessidades especiais deram depoimentos sobre a vitoriosa experiência educacional que tiveram no Colégio Arlindo Costa (quando este ainda não era Militar) e, a que ponto chegaram, depois de concluírem seus estudos, inclusive surdos mudos.
É o caso de Ana Carolina Arantes, hoje formada em Pedagogia, com pós-graduação e atuando na profissão. Com o apoio de uma professora de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais), a ex-aluna, juntamente com outro surdo-mudo Valdivino Lopes, também ex-aluno, hoje trabalhando em uma indústria no Distrito Agroindustrial de Anápolis como operador de máquinas, elogiaram o papel que o colégio desempenha no trabalho de inclusão, afirmando que eles chegaram aonde se encontram, graças ao apoio e à aceitação que receberam no Colégio Arlindo Costa.
Também chamou a atenção as declarações da ex-aluna Kamila Rodrigues, deficiente múltipla, pintora e desenhista, que emocionou o público presente ao mostrar toda a sua técnica e o seu talento produzindo uma obra “ao vivo” no transcorrer o evento.
Por fim, após algumas apresentações culturais promovidas pelos próprios estudantes e pelos professores, a advogada Fabiane Marinho, representando os pais dos alunos, enalteceu o trabalho que o Colégio desenvolve, garantindo que se trata de um serviço de excelência a favor da inclusão e em benefício da comunidade. Destacou que todos os profissionais ligados ao AEE, são pessoas depreendidas e que merecem o respeito e a consideração da sociedade. Fabiane, finalizando, fez um alerta às autoridades presentes para a importância do projeto de inclusão social, com destaque para a determinação, o amor e a aceitação que o Colégio Arlindo Costa oferece aos alunos com necessidades especiais.

Variações
O CMPMG Arlindo Costa trabalha com vários tipos de deficiência - autistas; cadeirantes; cegos; surdos; mudos; interativos (TDAH); com déficit de atenção e concentração, com deficiência intelectual e outros tipos de deficiências. Mesmo lidando com uma grande variedade de deficiências, a exemplo de outras unidades de ensino público, o colégio enfrenta dificuldades para desenvolverem esse trabalho, devido à falta de material pedagógico; jogos que estimulem a concentração e o raciocínio; papel; lápis; tesoura; livros em alto relevo para cegos, dentre outros produtos e materiais específicos.

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