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Centro-Oeste precisa de R$ 36,4 bilhões de investimentos em logística

Economia Comentários 08 de novembro de 2013

Estudo encomendado pela pelas federações da Indústria e da Agricultura, aponta gargalos e as necessidade para tornar a região mais competitiva no cenário nacional e internacional


A região Centro-Oeste precisa de R$ 36,4 bilhões em investimentos até 2020, para garantir o escoamento ágil e eficiente da produção. Esse é o valor necessário à execução de 106 projetos prioritários para ampliar e modernizar a infraestrutura de transportes de Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A conclusão é do Projeto Centro-Oeste Competitivo, apresentado dia 05 de novembro, na Casa da Indústria, por Olivier Girard, diretor da consultoria Macrologística.
O Projeto é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação da Agricultura e Pecuário do Brasil (CNA), em parceria com as federações da indústria e da agricultura e pecuária dos estados da região e do Distrito Federal.
O presidente da FIEG, Pedro Alves de Oliveira, comenta que foi investido R$ 1,8 milhão, por parte da CNI e CNA, com contribuição das federações dos mesmos setores do Centro-Oeste, para a realização do estudo. “Trata-se de um passo decisivo no enfrentamento de um dos maiores problemas da Região, que é o custo do transporte de matérias-primas, produtos agroindustriais e minerais, para o Brasil e exterior”, destaca Pedro Alves sobre o projeto. Ele ressalta que, ao disponibilizar o estudo para o governo e seus órgãos, para as entidades privadas e investidores, o setor produtivo contribui para um melhor planejamento da atividade do transporte de carga, para a desejável redução do custo do frete e abre oportunidades para investimentos nessa área.
Conforme o estudo, o setor produtivo da região gasta R$ 31,6 bilhões atualmente por ano com o transporte de cargas, o equivalente a 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Centro-Oeste. A execução dos projetos prioritários para a construção de uma malha logística mais ágil e eficiente trará uma economia anual de R$ 7,2 bilhões no escoamento da produção aos mercados interno e externo, considerando-se o volume de cargas projetado para 2020. O Centro-Oeste é responsável por quase a metade dos grãos produzidos no Brasil.
Atualmente, conforme o estudo, apenas 19 das 106 obras prioritárias estão em andamento, o que equivale a 16,4% dos investimentos necessários na região. Outras 70 estão em fase de projeto ou apenas nos planos do poder público. Essas 106 obras, quando concluídas, formarão 10 eixos logísticos integrados. Cada eixo é composto por dois ou mais modais de transporte complementares que garantirão o escoamento eficiente da produção, da porta da fábrica ao embarque no porto.
Os principais investimentos deverão ser destinados a ferrovias e portos, recomenda o Centro-Oeste Competitivo. O transporte ferroviário demandará R$ 17,5 bilhões – 24,5% dos investimentos prioritários – para execução de 26 projetos. A estrutura portuária exigirá R$ 8,4 bilhões para tirar 24 projetos do papel nos próximos anos. O maior número de projetos considerados urgentes, porém, está no modal hidroviário. O transporte fluvial necessitará de R$ 6,7 bilhões em investimentos em 34 obras essenciais para melhorar o sistema logístico da região.
PRODUÇÃO REGIONAL – A produção industrial do Centro-Oeste movimentou R$ 81,6 bilhões em 2010. Desse total, 75% estão concentrados em 15 cadeias produtivas instaladas na região: adubos e fertilizantes, algodão, avicultura, bebidas, bovinos, calcário, cana de açúcar, cobre, ferro e aço, madeira, milho, petróleo e derivados, químicos industriais, soja, veículos e autopeças.

Autor(a): Da Redação

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