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Centro Oeste liderou financiamentos do BNDES em 2018

Economia Comentários 31 de janeiro de 2019

Região foi a responsável pelo maior volume de recursos liberados para todo o País em diferentes propostas econômicas


A retomada do crescimento da economia nacional pode, sim, passar pelo Centro Oeste. Aliás, já passa. Esta confirmação é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com base em levantamento feito sobre a liberação de recursos para novos investimentos e injeção de capital em empresas já existentes. Em 2018, o Centro Oeste foi a região que mais cresceu nos desembolsos do Banco muito acima do que se verificou em outras partes do Brasil.
Assim sendo, se quiser, o Governo Bolsonaro já tem o caminho para reerguer a economia brasileira. O Centro Oeste é a maior fronteira agrícola do País, tem um clima propício para a produtividade agropastoril, tem grandes empresas em funcionamento, tem mão de obra qualificada e, está no coração do Brasil. Estrategicamente, é a melhor localização para a logística econômica nacional.
Diante disso, os estados e os municípios que melhor se prepararem, por certo, vão fazer parte desta nova arrancada desenvolvimentista. Um recado para Goiás, um recado para Anápolis. A hora é agora. Povo e governo anapolinos precisam se organizar, juntarem as forças e saírem na frente em busca dessa nova proposta. De acordo com o BNDES, as aprovações de novos financiamentos do Banco para a região Centro Oeste (R$ 12 bi), também, foram destaque, com aumento de 70% em relação ao ano anterior. As liberações de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para investimentos no Centro-Oeste cresceram 12% entre janeiro e dezembro de 2018, frente ao mesmo período de 2017. A região recebeu R$ 9,4 bilhões dos R$ 69,3 bilhões desembolsados pelo BNDES no ano passado. O valor corresponde a 13,5% do total liberado pelo Banco, percentual que supera a participação da região na composição do PIB nacional, que é de, aproximadamente, 10% segundo o IBGE.
O desempenho foi influenciado pelo crescimento dos recursos para infraestrutura (linhas de transmissão de energia, transporte ferroviário e aeroportos), que aumentaram 44% e chegaram a R$ 3,3 bilhões (35% de participação no total da região). Também, tem participação relevante, o setor agropecuário, para o qual o BNDES liberou R$ 3,9 bilhões (42% de participação no total desembolsado para o Centro-Oeste).
As aprovações de novos financiamentos do BNDES para a região Centro-Oeste também foram destaque, com crescimento de 70% em relação ao ano anterior. O aumento superou os 27% da média nacional. Em 2018, as aprovações para a região totalizaram R$ 12 bilhões, representando 12,6% do valor total aprovado pelo Banco (R$ 94,9 bilhões).
O bom desempenho foi influenciado, sobretudo, pela aprovação do financiamento para o sistema de transmissão que irá conectar a Estação Conversora Xingu (PA) à Estação Conversora Terminal Rio (RJ) para escoamento da energia gerada pela Usina Hidrelétrica Belo Monte.

Outras regiões
Nas demais regiões do País, os desembolsos do BNDES distribuíram-se da seguinte forma: o Sudeste recebeu R$ 26,5 bilhões (38,2% do total); o Sul, R$ 17,96 bilhões (25,9%); o Nordeste, R$ 11,9 bilhões (17,2%); e o Norte, R$ 3,5 bilhões (5,1%). Em comparação com 2017, as liberações para as regiões Sul e Sudeste permaneceram estáveis, oscilando 1% e -1%, respectivamente. No Norte e no Nordeste, as variações foram de -8% e -16%.
Quanto ao desempenho setorial, os desembolsos do BNDES em 2018 foram impulsionados por investimentos em infraestrutura, que receberam R$ 30,4 bilhões dos R$ 69,3 bilhões desembolsados. O valor é 13% maior na comparação com 2017 e corresponde 43,9% de participação no total desembolso no ano passado.
Na sequência, vem o setor agropecuário, com R$ 14,7 bilhões liberados (21,2% de participação e crescimento de 2% ante 2018). Os desembolsos para os segmentos industrial e de comércio e serviços corresponderam, respectivamente, a R$ 12,3 bilhões (17,8% do total) e R$ 11,9 bilhões (17,2% do total) - em ambos os casos, uma redução de 18% diante do ano anterior.

Autor(a): Ferreira Cunha

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