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Centro de Educação Infantil forma horta orgânica própria

Cidadania Comentários 27 de abril de 2017

Iniciativa envolvendo direção, professores, alunos e a comunidade escolar mostra resultados positivos e é exemplo


Uma experiência já está dando frutos oriundos da boa semente da educação. E neste caso, a infância foi terreno fértil, gerando resultados e esperança. A Prefeitura de Anápolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação, põe à mesa uma nova perspectiva para a alimentação saudável e para a educação complementar de crianças de até seis anos de idade.
Foi no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Zilda Arns, no Bairro Tropical que começou a ideia de se criar uma horta cultivada com a participação de toda a comunidade escolar. Dessa forma foram produzidos os primeiros alimentos orgânicos na escola que melhorou a qualidade da merenda e compartilhou experiências para uma vida toda. O Moisés Silvano, aluno do Jardim II, informa que ajudou a mãe a fazer o plantio em casa. “Eu adoro alface”, disse.
Além de consumir produtos orgânicos, meninos e meninas completam a alfabetização de maneira lúdica, aprendendo a contar e a escrever o nome das hortaliças. Adquirindo hábitos saudáveis, eles se tornam multiplicadores, atraindo as próprias famílias que ainda não tenham se envolvido no projeto que já não cabe dentro dos muros da escola.
Mais dez CMEIs acabam de aderir à proposta que está sendo reavaliada para ganhar parceiros e expandir o raio de ação. A expectativa inicial é que 4 mil crianças sejam envolvidas no primeiro momento e muitas outras na sequência.
Os pais serão capacitados, através de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), para lidar com orgânicos, higienização, preparo dos alimentos e segurança alimentar. Eles receberão mudas e sementes do Sindicato Rural de Anápolis também parceiro da iniciativa. Dessa forma, poderão fazer em casa hortas comuns, horizontais e do tipo mandala. Faculdades de agronomia locais vão ceder estudantes para dar acompanhamento nas escolas.
Larissa Boaretto Rodrigues tem uma filha que já estudou na escola e tem outra ainda estudando. Ela é membro do Conselho de Alimentação Escolar e aprova a ideia. Segundo ela, além de ter qualidade na alimentação, as crianças aprendem a origem dos alimentos. “Está todo mundo muito satisfeito”, declarou.
No CMEI Zilda Arns há também um galinheiro que fornece ovos para as refeições. Mas nenhuma galinha pode ir para a panela, porque as crianças não deixam.

Autor(a): Da Redação

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