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Centro de Anápolis é o maior foco de homicídios

Cidade Comentários 27 de fevereiro de 2010

Delegado do recém-criado Grupo de Homicídios, está trabalhando uma campanha modelo para Goiás, para reduzir ocorrências de crimes contra a vida no Município, considerado, ainda, pacífico


A região central de Anápolis é o local de maior incidência de registros de homicídios. Um fato atípico, segundo o delegado Fábio Alves de Castro, responsável pelo recém-criado Grupo Especial de Investigações de Homicídios da 3ª. Delegacia Regional da Polícia Civil. Ele participou, na última quarta-feira, 24, de reunião na Associação Comercial e Industrial (Acia), onde apresentou o projeto “Polícia Civil de Goiás em Anápolis, na luta pela vida”, cujo objetivo “é manter em níveis aceitáveis esse tipo de crime”.
De acordo com os números apresentados pelo delegado, no ano passado, foram registrados pela Polícia Civil, no município, 79 homicídios. O que rendeu uma média de 6,5 casos por mês. Essa média, ponderou Fábio Castro, é considerada baixa. “Podemos dizer que Anápolis é uma cidade pacífica, em relação a esse tipo de ocorrência, mas nós podemos trabalhar para haver uma redução ainda maior deste índice”, pontuou. Do total de assassinatos ocorridos em 2009, foram afetos ao 1º Distrito Policial (que cobre a área central da cidade), 29 casos. Além disso, mais 13 casos foram registrados no 2º e 3º DPs, que cobrem alguns bairros mais próximos ao centro, incluindo o Bairro Jundiaí, considerado nobre e de grande densidade habitacional. Na região da Jaiara, que é coberta pelo 4º DP, foram 11 homicídios registrados.
O levantamento apresentado apontou que dentre os setores de maior incidência de homicídios no ano passado, estão: Centro; bairros Paraíso e Novo Paraíso; Vila União; Vivian Parque; Vila Jaiara, Jardim Esperança e Arco Verde.
Sobre o projeto apresentado aos empresários e que, posteriormente será levado, também, ao conhecimento de outros poderes constituídos e segmentos organizados da sociedade, com o objetivo de arregimentar apoios, o delegado Fábio Castro explicou que o trabalho será realizado em várias vertentes. Uma delas é a nível interno, dotando o Grupo de Homicídios, que hoje está provisoriamente instalado no prédio da regional, tenha equipe completa: um delegado, dois escrivães e seis agentes. Atualmente, conta com um escrivão e quatro agentes. E dotar esse quadro com condições necessárias de espaço físico e equipamentos para dar uma pronta resposta ao trabalho realizado. Uma idéia - disse ele - é implantar o que vem sendo proposto através de um projeto do deputado federal João Campos, que é digitalizar todos os procedimentos. A outra vertente é a mais ampla do projeto e consiste em desenvolver trabalhos preventivos em escolas, entidades e empresas, com a distribuição de cartilhas e cartazes, assim como a realização de palestras. Paralelamente, será desenvolvido o “Projeto Escola sem Drogas”, com apoio da Delegacia de Homicídios de Goiânia. Essa ação, na opinião do delgado, é considerada fundamental para a redução dos homicídios, uma vez que grande parte das ocorrências está relacionada ao consumo e tráfico de entorpecentes e também o consumo de álcool.

Eliminar motivações para o crime
O delegado ressaltou que a proposta do projeto não visa acabar ou diminuir os homicídios, mas manter em níveis “aceitáveis”. Mesmo porque - salientou - a tendência com o crescimento da cidade é que o número até aumente. Para isso, destacou a necessidade de se fazer um trabalho integrado para atacar o que ele chama de “motivações situacionais”, citando, como exemplo: a falta de iluminação pública, acúmulo de lixo, caos no trânsito, má conservação dos espaços públicos de lazer, adensamento habitacional em determinadas regiões (invasões) e, também, a questão da abertura de estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas. Conforme observou, é preciso neste último caso, que haja um controle maior sobre as concessões de alvarás e uma orientação melhor aos empresários. “Pouca gente sabe, mas é ilegal vender bebida a uma pessoa embriagada”, sublinhou.
Para Fábio Castro, são várias frentes que necessitam de apoio do poder público, das entidades e a participação da própria comunidade. Conforme ele, trata-se de um projeto piloto e que deve se tornar referência em Goiás. Outra questão que ele considera importante, é o Grupo de Homicídios contar com um banco de dados atualizado, inclusive, com cadastros de pessoas desaparecidas, “que são um grande problema para a polícia”, frisou. Ele destacou que na parte educativa, é necessário orientar a população sobre as atribuições dos órgãos públicos, pois há muita procura nas delegacias para encaminhamentos que não são de sua competência. Além disso, outro aspecto importante será a convergência de esforços para coibir a violência contra a mulher.

Autor(a): Claudius Brito

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