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CELG: Sem aviso, sem respeito aos usuários

Geral Comentários 23 de outubro de 2015

Serviços são realizados à revelia de quem depende da energia elétrica


Na manhã da última quinta-feira,22, dois caminhões plotados da Companhia Energética de Goiás (Celg) estacionaram na Avenida Pereira do Lago, nas proximidades do Sesc do Bairro Jundiaí e iniciariam um serviço de troca de postes e de transformador. Até aí nada de anormal, pois trata-se de uma melhoria no sistema. O inconveniente é que a execução dos serviços aconteceu sem nenhum comunicado prévio por parte da empresa. Resultado: casas, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço ficaram sem energia das 8h30 até por volta de 13h30.


E não ficou por aí: houve danos no cabeamento de outras redes de serviços. Depois que a energia foi restabelecida, faltou a internet. Mais incômodo para quem precisa de trabalhar. Caso aqui do Jornal Contexto, pois temos horário a cumprir para a entrega de material em gráfica. Se viéssemos a perder nossa “janela”, todo trabalho ficaria prejudicado, incluindo, publicações de ordem legal que têm ritos de prazos a serem fielmente seguidos. No momento em que este texto estava sendo produzido, o relógio já marcava 17 horas.


Fomos, então, pesquisar no site da estatal e lá há um campo onde há informação sobre o chamado Aviso de Interrupção de Energia Elétrica Programada (AIP). Lá, constavam os registros de 119 a 128, abrangendo dezenas de municípios. Mas, a maioria dos serviços concentrados em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Nerópolis. Nada contra estas cidades. Mas, não poderíamos ter um tratamento igual?


Os consumidores de energia elétrica de Anápolis, Goiás e de todo o País, estão pagando mais caro pela ineficiência e falta de planejamento na geração de energia. Inventaram, para isso, a tal bandeira vermelha. Não bastassem os aumentos, somos penalizados ainda, muitas vezes, com um serviço que deixa a desejar. O que só pode se configurar como um desrespeito, no mínimo. Anápolis e sua população, gente trabalhadora e que contribui com os impostos arrecadados para o Estado, merece uma melhor atenção. Esse foi um caso. Mas há muitos outros exemplos, infelizmente.

Autor(a): Da Redação

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