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Celg não vê ameaça de racionamento em Goiás

Geral Comentários 18 de janeiro de 2013

Diretor da companhia avalia que as condições atuais do setor energético são melhores que em 2001, quando houve um apagão no País


O diretor de planejamento e expansão da Celg, Humberto Eustáquio Tavares Corrêa, afirma não acreditar em uma ameaça de racionamento de energia, em Goiás, devido aos baixos índices de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Ele avalia que o cenário do setor elétrico é diferente de 2001, quando foi registrado o apagão. Além do que, salienta que o Estado tem também uma capacidade de geração térmica instalada bem razoável para socorrer essa falta de água dos reservatórios e, portanto, da geração de hidrelétricas. “Outro aspecto importante é que hoje o Brasil tem uma malha bem maior de linhas de transmissão. Isso facilita a transferência de geração de uma região para outra para compensar a escassez de água nos reservatórios das duas regiões”, ressalta
Segundo Humberto Eustáquio, em relação ao saneamento das contas da companhia, mais de R$3,5 bilhões foram tomados pelo Estado para duas etapas. Uma para pagar o que era devia para a Celg em termos de fornecimento de serviços e de energia para órgãos públicos, situação que vem desde a década de 80, acumulando essa dívida. E, outra parte para fazer a capitalização da Celg. Com essa reestruturação, disse, a Celg passou a ser uma empresa adimplente com o setor elétrico e agora ela pode, então, se candidatar a captar recursos no mercado e aplicar tarifas. Essas captações no mercado são importantes pra fazer os investimentos que a empresa precisa. “A Celg ficou desde 2006 sem aplicar reajuste tarifário e isso trouxe uma perda de receita para a empresa de mais de R$ 1,2 bilhão. Investimentos deixaram de ser feitos em linhas de transmissão de 138 mil Volts, 69 mil Volts em subestações nos centros urbanos, fazendo com que nós tenhamos, em várias partes do estado, demandas de indústrias, de agroindústrias, de pivôs de irrigação e até de melhorias de atendimento em algumas cidades”, observa o diretor.

Tarifas
Com relação à questão de tarifas, Humberto Eustáquio explica que os índices de reajuste tarifário devem ser revistos anualmente. Cada distribuidora ao longo do ano tem o seu mês de aplicação. O da Celg é em setembro. “Só que neste ano temos um outro evento chamado de revisão tarifária. Os valores que estabelecem qualquer nível de tarifa têm que ser revisitados a cada quatro anos, o que ocorre neste ano. O que pode acontecer é que, ao invés de haver um crescimento, pode haver uma redução da tarifa, porque todos aqueles ganhos obtidos de produtividade da empresa, o crescimento de mercado, o desempenho têm que ser repassados ao consumidor. Ainda é cedo para dizer o que vai acontecer porque temos que fechar esses números até junho. No ano passado foram aplicados dois aumentos, um de 13,01% que estava congelado desde setembro de 2006, e mais uma compensação relativa ao ano, de 2,8%”, destaca.

Autor(a): Da Redação

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