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Celg D: Empresa anuncia pacote de investimentos para 2015

Geral Comentários 06 de maro de 2015

Em Anápolis, a companhia energética deverá investir cerca de R$ 4 milhões na subestação do Daia


A Celg Distribuição S.A. (Celg D) irá dispor, em 2015, de um orçamento de R$350 milhões, recursos que serão destinados à expansão de redes de distribuição, construção de linhas de alta e média tensões e subestações de energia, além de investimentos em manutenção.

De acordo com o diretor técnico da companhia energética de Goiás, Humberto Eustáquio, a prioridade será ampliar em algumas regiões a capacidade do sistema operacional para atender as solicitações dos consumidores de alta tensão, sobretudo indústrias, que já manifestaram interesse de se instalar no Estado. “A priorização desses investimentos é para regiões do Estado principalmente com problemas relacionados à falta de capacidade do sistema atual para ingresso de novas cargas, novas indústrias ou até cargas comerciais como indústrias, shoppings centers ou para o agronegócio, no caso pivôs de irrigação, e agroindústrias”.

O diretor destaca que a Celg tem concentrado esforços para suprir a demanda que poderá trazer incremento significativo para a economia goiana. “São alguns problemas que vêm de algum tempo e que a Celg tem procurado resolver. Nos últimos três anos, já foram feitos alguns investimentos que agora vão ser complementados. Hoje, as regiões mais afetadas por falta de linhas e subestações são Cristalina, que possui um grande potencial para agroindústria e pivôs de irrigação, Itaberaí, Niquelândia e tem também a região do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), que também está a exigir a ampliação da capacidade da região”, avalia.
As obras estão previstas no orçamento de 2015, parte delas está em andamento, e segue um cronograma. O sistema de distribuição de energia do município de Cristalina, interligado ao de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, será contemplado. As intervenções totalizam investimentos de R$36 milhões e deverão ser concluídas até agosto deste ano. Será implantada uma linha de transmissão que sai do Sistema Furnas e vai até Luziânia com 20 quilômetros de extensão, além da ampliação da Subestação Rio Vermelho que vai ganhar mais um transformador de potência e alimentadores.
A Celg D também vai construir uma linha de transmissão que sai de Luziânia para Cristalina, com 52 quilômetros de extensão, além de ampliar a subestação de Cristalina. No total, a rede de energia terá sua capacidade ampliada em 90 mW, suficientes para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.

Daia
Uma linha de transmissão de grande porte que irá atender a região de Itaberaí e a zona rural de Inhumas ficará pronta até o mês de junho, conforme previsão, com uma disponibilidade de 80 mil kW. Na subestação do Daia, será instalado mais um transformador até o mês de maio, serviço orçado em cerca de R$ 4 milhões, para oferecer ao complexo industrial a carga de 33 mil kW.
De acordo com o diretor Humberto Eustáquio, a retomada da construção da linha de transmissão Carajás-Atlântico-Campinas, na região sudoeste de Goiânia, é de extrema importância para permitir um alívio para o sistema de transmissão de energia como um todo na capital, que já atingiu o limite da sua capacidade. Ele explica que, por meio dela, será possível injetar cerca de 300 mil kW na rede.
Desta forma, acrescenta, a Celg D não precisará fazer desligamentos para garantir a segurança do sistema e os blecautes ocorrerão com menor frequência. A obra foi embargada judicialmente em outubro de 2014, atendendo ao pleito de moradores vizinhos que temiam pela sua segurança e acionaram o Ministério Público. “A instalação desta linha de transmissão deverá ser retomada rapidamente. Só está dependendo de uma liberação da Justiça e deve ficar pronta cerca de quatro meses depois”, diz.

Gestão
A Eletrobras detém 50,8% das ações da Celg Participações (Celg Par) – holding que controla a Celg Geração e Transmissão e a Celg D (Celg Distribuidora) – e o restante pertence ao Estado de Goiás. A federalização ocorreu após empréstimo de R$1,9 bilhão da União, por meio da Caixa Econômica Federal, para saldar dívidas da empresa e capital de giro. A estrutura de administração da companhia é formada por um Conselho de Administração, composto por seis membros, eleitos anualmente pela Assembleia Geral e uma Diretoria Executiva, composta por sete diretores. Quatro são nomeados pela empresa federal e os demais indicados pelo Governo de Goiás. Humberto Eustáquio afirma que a diferença é que a Celg, que atende 237 municípios goianos, passa a ser gerida por órgãos da união.
O Tribunal de Contas da União (TCU) é responsável pela fiscalização financeira, a Controladoria-Geral da União (CGU) verifica as contratações previamente e, como acrescenta o diretor, a governança corporativa que antes era exercida por um ditame da Celg Par passa a ser ditada pela Eletrobras. A Celg Geração e Transmissão possui a concessão da Usina Hidrelétrica do Rochedo, entre Piracanjuba e Professor Jamil, opera a Hidrelétrica de São Domingos, e tem uma participação de 15% das ações na Usina de Corumbá 4, além de participar de projetos pequenas centrais hidrelétricas. No total, a subsidiária possui 750 quilômetros de linhas de transmissão de 230 mil Volts e de 12 subestações, que compõem o Sistema Interligado Nacional.

Autor(a): Da Redação

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