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CDL diz que vendas tendem a reagir

Economia Comentários 14 de setembro de 2017

Dados do IBGE mostram que Goiás lidera o ranking dos estados onde as vendas têm com índices negativos


Com um índice inferior ao registrado no conjunto dos municípios goianos, as vendas no comércio varejista de Anápolis caíram 6,11% em julho, no comparativo com o mesmo mês do ano passado, de acordo com estatística da Câmara de Dirigentes Lojistas. No Estado, segundo dados nacionais divulgados pelo IBGE no último dia 12, em julho as vendas no comércio varejista de Goiás recuaram 9,5%, igualmente na comparação com julho de 2016. A última e mais recente estatística do IBGE sobre as vendas no varejo é de julho.
Apesar da elevada queda nas vendas no Estado, em Anápolis o índice foi bem menor em julho (-6,11) e ainda mais baixo em agosto, quando o índice negativo foi de 1,43%, também de acordo como levantamento estatístico da CDL. A estatística da entidade mostra que, no primeiro semestre do ano, as vendas no comércio varejista local caíram 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado, um índice que refletiu, também, nos registros do SPC, que caíram 11,7% e nos cancelamentos, que recuaram 14,39% de janeiro a julho.
“Esses resultados mostram que o comércio varejista de Anápolis começa a reagir”, comemora o presidente da CDL, Wilmar Jardim de Carvalho, admitindo, no entanto, que esta reação ainda é lenta, mas que traz boas perspectiva para os lojistas. Wilmar de Carvalho acredita que os resultados positivos da atividade econômica tendem a tomar mais fôlego a partir de agora. Mesmo assim, ele entende que o consumidor vai manter cautela na hora de ir às compras, por conta do medo de se endividar e de comprometer seu orçamento.
Para o presidente da CDL, a crise, o desemprego e os juros altos fizeram com que o consumidor se afastasse das compras supérfluas e passasse a optar pela aquisição, apenas, de produtos de que realmente necessita. Mesmo assim, ele vê que o segmento que a CDL mais representa, os lojistas dos setores de calçados e confecções, está menos prejudicado com a crise, em relação aos supermercados e revenda de combustíveis. Nestes dois setores, as vendas caíram mais significativamente em julho, segundo o IBGE, com um recuo de 13.5% e 9,5%, respectivamente.
“A crise ainda não acabou. Apenas arrefeceu um pouco”, acrescentou Wilmar de Carvalho para quem o movimento tende a crescer a partir de agora, com a aproximação dos festejos de final de ano, considerada a época de pico para os negócios do varejo. Segundo ele, a CDL e os lojistas associados estão fazendo a sua parte, investindo na melhoria do atendimento aos clientes e de seus estabelecimentos, assim como, na renovação de seus estoques

dados do ibge
Além disso, lembrou que a entidade e seus associados lançaram, ainda no primeiro semestre, uma campanha de festival de prêmios, com o intuito de aumentar o fluxo de clientes nas lojas, com o primeiro sorteio realizado em agosto, e outros dois previstos para outubro e dezembro. Wilmar de Carvalho revelou que a mídia desse festival de prêmios é direcionada, exclusivamente, ao consumidor, com 300 lojistas participantes para que ele tenha mais opções de compra e, ainda, participar dos sorteios de prêmios como carros, motocicletas, televisores e outros produtos e de ser um dos contemplados.

TAXA NEGATIVA
A estatística do IBGE mostra que a queda de 9,5% nas vendas no varejo em julho foi a 31ª taxa negativa consecutiva no Estado, superando, também, a taxa negativa de junho, que foi de 5,8%. No mês, enquanto a variação no volume de vendas em Goiás manteve a sequência de queda, no Brasil houve avanço de 3,1%, apontado como o quarto resultado positivo no País, após 24 quedas consecutivas.
Na comparação com junho de 2017, o volume de vendas em Goiás teve um recuo de 1,2% em julho, um índice maior que a variação nacional que foi de 0%. No ano, o varejo goiano já acumula uma redução de 9,3%, enquanto que em todo o País houve um avanço de 0,3%. Nos últimos 12 meses, as vendas acumuladas tiveram queda de 8,7%, um recuo maior que o registrado para o conjunto das unidades da Federação avaliadas pelo IBGE, que foi de um saldo negativo bem menor, de 2,3%.
Regionalmente, para o volume de vendas do varejo, em 20 das 27 unidades da Federação registraram avanço no volume de vendas em julho sobre junho. Mas, em julho, a variação no volume de vendas em Goiás teve a maior queda em relação aos demais estados e também em relação ao Brasil. Com a queda de 9,5% nas vendas do varejo de julho, Goiás liderou o ranking dos estados onde as vendas mais recuaram, vindo a seguir o Distrito Federal (-5,6%), Paraíba (-5,5%), Roraima (-4,4%), Sergipe (-2,8%), Tocantins (-1,9%) e Ceará (-1,1%).

Autor(a): Ferreira Cunha

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