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CDL defende estacionamento “inteligente” no centro

Trânsito Comentários 07 de maro de 2015

Câmara de Dirigentes Lojistas pontua que o modelo atual da chamada “Área Azul” seja substituído por uma plataforma mais moderna de gestão do estacionamento


O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis, Wilmar Jardim de Carvalho, defende que o estacionamento rotativo na região central de Anápolis passe por profundas mudanças. Segundo ele, desde quando o sistema foi implantado em Anápolis, a entidade abraçou a iniciativa. Entretanto, devido à falta de uma fiscalização mais efetiva, o modelo atual está se esgotando e, em sua opinião, deve ser substituído por um mais moderno e eficiente.
O líder varejista observa que depois que a guarda especializada, os chamados “amarelinhos” ter assumido a fiscalização, a mesma tornou-se deficiente porque não há quantidade suficiente de agentes, mesmo com a ampliação do efetivo, que houve em 2014, através da realização de um concurso público. Isso, devido também a várias outras atribuições que são de responsabilidade dos agentes ligados à Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT).
Wilmar Jardim reconhece que, hoje, muitas vagas destinadas às áreas Azul e Verde (motos) são ocupadas durante o horário comercial por comerciantes e funcionários, quando estes deveriam obedecer ao princípio da rotatividade, para se permitir um acesso mais fácil dos clientes aos estabelecimentos comerciais.
O presidente da CDL defende a adoção de um modelo “inteligente” de estacionamento rotativo, como já existe em muitas cidades de médio e grande portes no País, que utilizam o sistema de cartões recarregáveis, onde o usuário só paga pelo tempo em que, efetivamente, utilizou a vaga. Segundo ele, um sistema como este traria nova dinâmica para o estacionamento de veículos no setor central.

Revitalização
Com respeito à revitalização do setor central, o presidente da CDL afirmou que o Prefeito João Gomes, em recente reunião com os empresários do segmento, sinalizou que há a intenção de se desenvolver um projeto neste sentido. Entretanto, observou que não foi dado nenhum detalhe. Vários projetos já foram ventilados, dentre eles, a transformação na Rua Barão do Rio Branco em uma “Rua de Lazer”. Mas, Wilmar Jardim acha muito difícil que uma iniciativa dessa natureza seja adotada, em razão de que a via é uma artéria importante para o tráfego de veículos e uma intervenção dessa natureza, na Barão ou, em algumas vias transversais “traria um impacto muito grande”, observou.
O dirigente classista defende que os comerciantes do centro devem buscar a melhoria de suas fachadas e vitrines, a fim de atrair o consumidor. Conforme disse, Anápolis, devido ao seu crescimento industrial, passou a contar com um comércio muito atuante para atender a essa demanda de crescimento e, hoje, possui quase todas as grandes “grifes” de varejo. Ao invés de o consumidor sair para outros municípios, hoje ocorre o inverso, ou seja, compradores de diversas cidades circunvizinhas são atraídos pelo comércio local. E, conforme observa, é necessário que os lojistas estejam sempre investindo em melhoria dos seus estabelecimentos, devido ao nível de concorrência e de exigência do público consumidor.
Wilmar Jardim salientou que, em relação ao atendimento, já desenvolve desde algum tempo os projetos Escola de Varejo e Banho de Loja, este último, em parceria com o SEBRAE, onde o lojista, depois de receber orientações teóricas, conta com a assessoria de um consultor, durante um período de três meses, quando são trabalhados os pontos fortes e os pontos fracos das empresas. “O sucesso é bastante acentuado, este ano, vamos desenvolver mais uma edição do projeto”, declarou o dirigente.

Ambulantes
Quanto ao comércio informal, Wilmar Jardim reconhece que este é um problema antigo e de difícil solução. “Mas nós não podemos deixar Anápolis, que é uma cidade bonita e próspera, sem uma fiscalização nesta área”, alertou, acrescentando que o Poder Público deve concentrar esforços para controlar a chegada de novos ambulantes, uma vez que, em muitos pontos da região central, os pedestres têm dificuldades em circular pelas calçadas e, muitas das vezes, se arriscam passando pelas ruas em meio aos carros. “Sabemos que alguns são terceirizados e trabalham sem nenhuma segurança e isso deve ser observado”, afirmou, indicando que uma solução seria abrigar os ambulantes num local específico e de forma organizada e, assim, liberar as calçadas.

Crise
O presidente da CDL, que conta hoje com cerca de 1,8 mil associados ativos, falou ainda ao Jornal Contexto, sobre o cenário econômico. Segundo Wilmar Jardim, nos primeiros meses do ano é natural no segmento que haja uma retração, devido às compras de dezembro e, também, a uma série de obrigações que os consumidores têm com impostos e taxas, gastos com escola, dentre outros. “Acredito que o comércio deve impactado com o aumento dos combustíveis, da energia elétrica e outros. E, o nosso empresariado, que é formado em sua maioria por micro e pequenas empresas, deve se preparar e sair da ‘zona de conforto’ e cuidar com atenção das vendas e dos estoques, observando os efeitos sazonais, porque as vendas podem não ocorrer da forma como se esperava”, disse, acrescentando que os empresários do setor devem, também, estar atentos com a desoneração da folha de pagamento, que foi adotada em 2011 com o objetivo de aliviar o gasto com mão-de-obra e estimular a economia. O Governo busca reverter a concessão. Assim, quem pagava alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta, passaria a pagar 2,5%. A alíquota de 2% aumentaria para 4,5%. Uma Medida Provisória prevendo a mudança estava no Senado, mas foi devolvida ao Governo.

Autor(a): Claudius Brito

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