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Casos de Polícia - Ed. 474

Causos de Polícia Comentários 19 de junho de 2014

Notas Gerais


No sacolão
Enismar estava em seu sacolão, que fica na Vila Jaiara, por volta de duas e pouco da tarde. Nisto, chegaram dois indivíduos com cara de quem não queriam nada. Mas, queriam. Eram assaltantes. Portando um revólver que mais parecia um canhão, os dois bandidos renderam Enismar, levando R$ 300 em grana viva. Ato seguinte, desapareceram montados em uma moto Biz, de cor vinho. O Sargento Moreira e o Soldado Dias foram até o local e, ainda, fizeram uma busca nas redondezas, mas, nada dos assaltantes.

Madrugada fatal
Já ia dando quatro horas da manhã, quando o subtenente Braquiel e o Soldado Aneilton percorriam a Rua Leopoldo de Bulhões e viram um sujeito estranho. Resolveram fazer a abordagem. “Tudo bem, senhor? O que está fazendo na rua a estas horas?” indagaram os policiais. “Seguinte, doutor... está fazendo muito calor e eu perdi o sono. Então, resolvi dar umas voltar por aí...”, disse o elemento que se identificou como Marconi. Foi o seu fim. Os policiais fizeram a checagem e descobriram que o caminhante solitário das madrugadas anapolinas estava com uma chave de hotel; mais uma pistola 380; algumas munições, várias pedras de crack e um monte de dinheiro trocado. Tem mais: o citado Marconi responde a vários processos, inclusive nos Artigos 121 (homicídio) e 157 (assalto). Foi levado para a delegacia na hora.

Ameaça de morte
Vardelon é dono de um comércio no Jardim dos Ipês. Esta semana ele teve um desentendimento com Edson e o caldo entornou. Durante a troca de insultos, Vardelon disse que Edson o ameaçou. Ele, para evitar problemas maiores, resolveu chamar a polícia. Foi aí que entraram em ação o Cabo Hélio e o Soldado Sandro. O entrevero aconteceu por volta de seis da tarde e os agentes da lei resolveram levar todo mundo para o plantão. Lá os policiais civis tomaram conta do caso.

Sem o celular
Cinco para oito da noite, no Parque dos Pirineus. Rogério estava dando sopa na calçada, quando se aproximou um carro Gol de cor prata. Dele desceu um elemento desconhecido e se dirigiu ao Rogério. Este, inocente, pensou que o camarada queria alguma informação. Qual nada. Queria era seu celular. E acabou levando. Usou, para convencê-lo, um reluzente revólver que ele calcula ser de calibre 38. Consumado o roubo, o ladrão entrou no carro e sumiu. Fato relatado ao Sargento Mundim, que estava de serviço naquela área.

Casal bandido
Leonardo e Humberto estavam em uma lanchonete na Avenida Presidente Kennedy. Isto era por volta de nove e meia da noite. De repente, chegou um casal bem elegante. O camarada falando como se fosse vendedor de livros. A mulher mais sorridente do que modelo fotográfico. Conversa vai, conversa vem e o acompanhante da donzela sacou um revólver. “Vai passando todo o dinheiro. E não grita, nem, corre. Eu sou acostumado a matar!” disse ele. Leonardo e Humberto, então, acuados, entregaram R$ 650 em dinheiro. Eram R$ 500 de Leonardo e R$ 150 de Humberto. Na maior cara de pau, os assaltantes foram embora à pé. E recomendaram: “Não olhem para a gente nem saiam da lanchonete em menos de dez minutos, se não, eu passo fogo”. O Cabo Sandro e o Soldado Morais atenderam a esta ocorrência.

Baleado na rua
Howard, que tem várias passagens pela polícia, estava caído, cheio de balas em uma rua do Jardim Alexandrina, ao lado de uma moto. Chamaram a polícia. Isto aconteceu pouco mais de onze da noite. O Cabo Sandro e o Soldado Morais chegaram ao local, mas a vítima estava em estado de choque, não podendo falar nada do que acontecera. As pessoas que se encontravam nas proximidades, como de costume, não sabiam, não viram e nem escutaram nada. Assim sendo, Howard foi levado para o Hospital de Urgências. Iriam esperar que ele recobrasse os sentidos para explicar o que aconteceu. A moto foi recolhida pelos policiais.

Menina veneno
Jonathas e a menor de inicial M. estavam circulando pelas ruas do Recanto do Sol, a bordo de um Ford Fiesta. Quase meia noite. Alguém desconfiou e chamou a polícia. E, lá foram o Cabo Hélio e o Soldado Sandro. Abordagem normal e o Jonathas, todo falante, foi logo dizendo: “Limpeza, chefia, aqui é gente boa. Tô limpinho...”. De fato, estava. Mas, os policiais, experientes, se viraram para a garota e perguntaram: “O que é isso na sua cintura, menina?”. Ela, sem jeito disse: ”Nada não, seu guarda...”. “Então, me deixe ver direito”, retrucou o militar. Foi quando descobriam que M. estava com um baita 38 na cintura. Era do tal Jonathas. Ele confirmou. Todo mundo para a delegacia, onde os fatos foram apurados pelo delegado de plantão.

Bebeu, bateu, foi preso
Meia noite e meia no Setor Cidade Universitária. Desesperada, Luara ligou para a polícia e disse que Juscélio a enchera de pancadas e que estava com medo de morrer. Solícito, o Soldado Alberto foi bater lá. E, em chegando, deparou com Juscélio que estava começando uma fuga, utilizando para isso, um Ford Fusion de cor branca. “Paraí, meu chapa...”, disse o policial. Juscélio foi levado ao Posto da Polícia Rodoviária Federal para soprar no bafômetro. Mas, lá, se recusou e, ainda ficou valente. Como sempre acontece, deu a lógica. Ele foi acalmado e levado ao IML onde foi feita coleta de material para comprovar a embriaguez. Em seguida, foi, gentilmente, conduzido ao Plantão onde se instaurou um procedimento contra ele. Lei “Maria da Penha”.

Autor(a): Nilton Pereira

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