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Casos de Polícia - Ed.568

Causos de Polícia Comentários 29 de abril de 2016

Notas Gerais


Assaltantes covardes
Onze da noite. Leo Maria e Débora saíam do serviço e estavam na Avenida Universitária. Eis que senão quando, de repente, surgiu um carro Volkswagen Cross Fox de cor prata. Um motorista e dois passageiros. Os dois passageiros desceram. Cada um com uma faca na mão e disseram que estavam doidos para matar alguém. As vítimas, coitadas, entraram em pânico e não emitiram nem um pio. Os bandidos aproveitaram-se da situação e levaram os telefones celulares que ambas portavam. Entraram no carro e sumiram na escuridão da noite. Débora disse que nunca sentiu tanto medo na vida como naquela hora.

No ponto de ônibus
O Eduardo estava todo tranquilo esperando o buzú em um ponto na Avenida Fayad Hanna. Ele seguia para casa, no Recanto do Sol. Tão distraído, olhando a beleza da lua, que nem viu se aproximar um elemento mal encarado. Na mão do elemento mal encarado estava um revólver brilhando com a luz do luar. O elemento mal encarado era assaltante e pediu que o Eduardo lhe entregasse o celular. O Eduardo, que não gosta de complicações, ainda mais com gente desconhecida e com um revólver na mão, entregou. Depois, foi ao Plantão e registrou a ocorrência.

Depois da aula
O Cássio, que trabalha de dia e faz faculdade à noite, lutando pela sobrevivência e por uma vida mais confortável, saiu da aula e foi para o ponto esperar a condução. Mas, um embaixador do reino das trevas o esperava e queria seu telefone celular. Como forma de intimidação, disse que tinha um revólver bem lubrificado, cheinho de balas e que não costuma errar um tiro. O Cássio, que não é bobo nem nada, entendeu o recado e entregou o aparelho. Deu queixa e disse que vai comprar outro telefone, só que, mais barato.

Lanche trágico
O Altair e a Jaqueline estavam em uma lanchonete na Rua Itaberaí, Vila Jaiara. Degustavam um delicioso sanduíche e tomavam refrigerantes geladinhos, forrando o estômago e aliviando o calor que fazia naquela hora. Foi quando surgiram dois elementos jovens, de cor morena, com mochilas nas costas. Eles pensaram que fossem clientes. Mas, erraram. Os caras eram assaltantes e foram, logo, dando o recado. Levaram o carro, de marca Peugeot pertencente à Jaqueline; carteira, celulares e dinheiro das vítimas.

Casal assaltado
A Márcia e o Benjamim estavam fazendo caminhada e foram abordados por dois elementos jovens. Ambos eram assaltantes e tentaram roubar a bolsa da Márcia. Ela segurou a bolsa e gritou. Um dos bandidos a empurrou, derrubando-a no chão, ferindo suas pernas. Pessoas que estavam nas proximidades foram em socorro do casal de idosos e os marginais correram. Mas, a PM foi chamada e os policiais receberam informações, sobre as características dos bandidos. Em dois tempos, retornaram conduzindo o César Augusto e o Paulo Vítor. “Foram eles! Foram eles!”, disseram as vítimas. E, de fato, eram mesmo. A dupla recebeu o convite para acompanhar os militares até o Plantão Policial. Antes, devolveram o produto do roubo.

No estacionamento
Paulo estava parado no estacionamento de uma loja em frente ao Viaduto “Miguel Moreira Braga” Alguém desconfiou e chamou a polícia. Feita a abordagem, o Paulo se enrolou todo. “Tem bagulho aí, chefia?” perguntou o policial “Tem não, doutor, estou limpo. Sou trabalhador”, respondeu o Paulo. “Fazendo o quê aqui, a esta hora, sozinho dentro do carro?” foi a pergunta seguinte. O Paulo não soube explicar direito. E, no andamento da conversa os policiais desconfiaram que ele estivesse ali para entregar drogas. “Se importa se a gente der uma chegadinha lá na sua casa?” perguntou o PM. “Bora lá,” respondeu o Paulo. Chegando ao endereço do suspeito, no Bairro Boa Vista, os policiais encontraram um prato de vidro cheio de um pó que se suspeitava ser cocaína, arma e munições suficientes para um tiroteio de cinco hora seguidas. O Paulo assumiu ser dono do bagulho e os policiais souberam que ele iria fazer uma entrega de 8 mil e 500 reais. Falhou...

Estranho furto
Suely, mulher honrada e trabalhadora, saiu de casa e, ao retornar, olhou de soslaio por cima do muro e notou que sua TV estava fora do lugar, na estante. Ela ficou preocupada e foi à casa de vizinha pegar uma escada. Subiu alguns degraus e viu que havia sinais de arrombamento na casa. Entrou e não teve dúvidas. “Entram aqui, roubaram minhas coisas!”, gritou ela desesperada. Minutos depois, mais calma, ela notou que haviam sumido seu telefone celular, a bolsa cheia de documentos e outros objetos. Isto, por volta de duas da tarde, com o sol mais quente do mundo. Suely disse não entender por que não levaram a TV também.

Na madrugada
Cinco da manhã, O Davidson acabara de arrombar uma loja no camelódromo da Jaiara. De lá, subtraiu vários frascos de perfumes. Mas, a PM não dorme nem de madrugada. O Sargento Valdeci e o Cabo Henrique deram de cara com o Davidson. Ele estava com as mãos cheias de cortes, provavelmente da vidraça que quebrou. A princípio, disse que não tinha nada com o caso e que era gente fina. Mas, foi convencido a levar os policiais até à sua residência e, lá, foram encontrados os produtos do furto qualificado. Preso em flagrante.

Autor(a): Nilton Pereira

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