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Casos de Polícia - Ed. 604

Causos de Polícia Comentários 12 de janeiro de 2017

Notas Gerais


O brabão
O Tenente Valdemar, com o apoio do Sargento Agnaldo e dos cabos Custódio e Adriano, abordou o Benedilson, morador no Jardim Esperança. Esse Benedilson, dizem, é mais valente do que escorpião do rabo preto. Ele estava com um revólver 38 e uma espingarda. “Vai para alguma guerra?”, perguntou o Tenente. “Vou matar o Adriano”, respondeu o Benedilson. E, iria mesmo. Foram atrás do tal Adriano, morador na região. O Adriano, também, não é flor que se cheire. Tem passagem por roubo. “Quer saber? Vou levar todo mundo para a delegacia. Lá, vocês se entendem com o delegado”, disse o comandante da patrulha. E assim o fez.

Saco de maldades
O Alberto estava meio de zonzeira no Parque das Laranjeiras. O Sargento Hercílio e a Cabo Francielle iam passando e resolveram bater um papo com ele. “Boa tarde, amigão. Fazendo o quê aqui neste solzão?”, indagou o Sargento. “Nada não doutor. Estou procurando um barraco para alugar”, disse ele. “E o que é isso aí neste saco plástico?”, perguntou a Cabo Francielle. “Que saco?”, respondeu o Alberto, tentando disfarçar. Era um saquinho com 42 pedras de crack que iriam ser distribuídas a clientes do Alberto na região. Iriam, pois foram parar na mesa do delegado de plantão. Juntamente com o proprietário, claro.

O entregador
O Wilmar, 37 anos, foi abordado por uma viatura da PM no Jardim das Américas III Etapa, pertinho da Cadeia Pública. “Vai pra onde”, perguntou o policial. “Vou ali fazer uma entrega para a Dona Edna”, respondeu o Wilmar. “Vai entregar o quê?”, questionou o policial. “Coisas”, disse secamente, o Wilmar. Os policiais, então, resolveram checar a ‘mercadoria’. Era uma bela porção de maconha. “Lá em casa tem mais”, disse ele. E, tinha mesmo. Cerca de 200 gramas. Wilmar e a maconha foram levados para a delegacia.

Ovos mexidos
A Silviana saiu de Goiânia para visitar o companheiro Deuseli, que está passando uns dias na cadeia pública de Vianópolis, na região da Estrada de Ferro. É um dos hóspedes mais importantes de lá. Ela entrou na fila para a revista de costume. Nada foi encontrado em suas vestes. Silviana levava alguns alimentos que, também foram vistoriados. Foi quando o policial desconfiou de uma cartela de ovos. “Posso quebrar um?”, perguntou o agente. “Não senhor, estes ovos são especiais. É pra tomar quente pela manhã de manhã e fazer farofa à noite”, disse a Silviana. Mas, como o instinto fala mais alto, o agente decidiu quebrar assim mesmo. E, não é que o ovo estava cheio de maconha? Fora cortado meticulosamente, recheado da erva e, depois, colado quase que imperceptivelmente. A Silviana ficou presa e não vai mais precisar viajar para ver o Deuseli. Vão ficar sob o mesmo teto.

Nome estranho
A Polícia de Anápolis já vinha monitorando o Denisclay há várias semanas. O suspeito estava escondido em uma casa no Residencial Copacabana. Esta semana ele foi encontrado e levado para a Delegacia, sob a acusação de haver participado de um roubo no Fórum Municipal de Estrela do Norte, perto de Porangatu, em outubro. Na ocasião, o vigia do Fórum foi amarrado e torturado para entregar as armas que faziam parte de processos criminais. Na Delegacia, Denisclay negou e disse que seu crime seria, apenas, ter sido contratado para trazer um carro roubado para Anápolis. A Polícia entende que ele sabe de mais coisas.

Jovem e perigoso
O Ítalo tem só 18 anos, mas já atua com muita desenvoltura na arte de assaltar. Esta semana ele, em companhia de dois comparsas, tocou o terror em uma agência de viagens no Bairro Jundiaí. Assaltaram as pessoas ali presentes e fugiram em um carro. A Polícia foi acionada e saiu em perseguição ao bando. Já perto do Parque Brasília, eles perderam o controle do veículo e caíram dento de um córrego. Os dois parceiros do Ítalo fugiram, mas ele foi pego e levado para a delegacia. Lá, disse que não sabia os nomes e nem onde moravam os comparsas. Os policiais disseram que iriam dar-lhe um remédio que faria a memória voltar na hora.

A arma da discórdia
O Lucas, que mora em Nerópolis, foi abordado por uma patrulha da PM. Coisas de rotina. Mas, ele deu azar, porque portava uma pistola 380 com 16 projéteis intactos. Ao ser perguntado por que motivo andava com uma arma daquele potencial, ele não soube explicar. Por esta razão, os policiais, gentilmente, o convidaram para conceder uma entrevista ao delegado que estava respondendo pelo plantão. A princípio, o Lucas recusou o convite, mas, diante dos argumentos apresentados posteriormente, decidiu aceitar a sugestão.

A tatuagem
Um jovem de 16 anos foi interceptado esta semana para averiguações de praxe. Na revista, os policiais viram que ele tinha uma tatuagem com o rosto de um palhaço em uma das pernas. “Sabe o que significa esta tatuagem?”, perguntou um PM. “Sei não doutor. Achei bonito e mandei fazer”, disse. “Então, vou te contar... Esta tatuagem é feita por quem gosta de matar polícia”, respondeu o militar. “Sabia não, doutor. Perdão. Vou mandar tirar isso ainda hoje, nem que tenha de arrancar a pele”, disse ele. Será que tirou?

Autor(a): Nilton Pereira

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