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CASO WESLEY: Comissão de Ética decidirá sobre expulsão

Política Comentários 24 de agosto de 2012

Envolvido em duas investigações deflagradas pelos ministérios públicos de Goiás e do Distrito Federal, parlamentar tem situação cada vez mais complicada


O Wesley Silva, que está preso desde o começo do mês quando foi deflagrada a Operação La Plata, do Ministério Público do Estado, está com a vida cada vez mais complicada dentro de seu partido, o PMDB. A Executiva peemedebista se reuniu e decidiu encaminhar a questão para a Comissão de Ética, que irá analisar o caso e aplicar a penalidade cabível, podendo chegar, até, à expulsão dos quadros. Uma vez sem partido, o parlamentar teria sua cadeira no legislativo ameaçada, já que a mesma pertence ao partido que poderá reclamá-la.
Segundo Fued Tuma, membro da executiva peemedebista, em entrevista à Rádio Manchester na última quinta-feira, 23, o Conselho de Ética já está analisando o caso para dar o seu parecer dentro em breve, embora, conforme disse, será assegurada ampla defesa ao vereador. Na semana passada, a informação era que Wesley Silva renunciaria ao cargo de vice-presidente no PMDB local e, também, à condição de candidato à reeleição para vereador. Porém, até o fechamento desta edição, esse pedido ainda não havia sido encaminhado ao presidente da legenda, Air Ganzarolli. Essas medidas poderiam amenizar a situação, porém, não garantiriam que a expulsão seja descartada, mesmo porque, há muita pressão da opinião pública em torno do caso e isso tem incomodado às direções, regional e, nacional do PMDB, que querem um desfecho rápido temendo maiores desgastes, ainda mais, em razão do período eleitoral.
Wesley Silva passou mais de 50 dias preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, numa investigação da operação Saint Michel, do Ministério Público sobre suposto esquema de lobby que favoreceria a empresa Delta na licitação para a bilhetagem eletrônica do transporte coletivo do Distrito Federal. Alguns dias depois de haver sido solto, foi preso novamente, desta vez, em operação do Ministério Público de Goiás, sob a acusação de ter recebido propina de empresários para ajudar a alterar o projeto de expansão urbana do Município. Além disso, o MP apontou a prática de cobrança, a título de devolução, de parte dos salários de servidores do Legislativo, além da contratação de “verdadeiros cabos eleitorais” pagos com o montante desviado dos legítimos recebedores. Ainda, de acordo com o Ministério Público, Nasson Laureano, chefe de gabinete de Wesley, seria um dos principais citados na cadeia de desvio das verbas parlamentares, descontando, até mesmo, o pagamento das férias para fracionar com os “colaboradores não oficiais”. Nesta irregularidade também estaria envolvida a esposa do vereador, Andréia Juliana. (Com informações do MPGO)

Autor(a): Da Redação

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