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Caso Cachoeira: “Há muito para ser investigado na CPMI”, diz deputada

Geral Comentários 24 de agosto de 2012

Para procuradora, declarações amorosas de Cachoeira à companheira Andressa no depoimento à Justiça Federal de Goiás, foi um deboche à sociedade


Após o encerramento da reunião da CPMI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários, ocorrida na última terça-feira, 21, a deputada federal Iris de Araújo (PMBD-GO) declarou que os depoimentos dos procuradores Léa de Oliveira e Daniel Rezende Salgado, que atuaram nas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, foram muito importantes.
“Eles nos deram uma visão técnica, mas que, ao mesmo tempo, nos coloca de maneira bastante eficaz, dentro de uma realidade que temos que assumir. A leitura que faço é que ainda há muito para ser investigado. Os próprios procuradores, também, demonstraram alguma dificuldade no que diz respeito a dados que são fornecidos, como é o caso da CPMI. Pelo que vejo, ainda tem muito chão a ser percorrido”, ressaltou Iris de Araújo.
A procuradora também afirmou estar preocupada com a segurança dos que atuam na investigação. Ela sofreu ameaças de morte e agora recebe proteção, mas disse quer não sabe o que poderá acontecer no futuro.
“É importante o parlamento fazer uma reflexão sobre a situação, pois a proteção enquanto o caso tem repercussão é uma coisa e depois que passa é outra”, comentou Léa de Oliveira.
A deputada Iris de Araújo declarou que, por ter ocupado diversas vezes a tribuna do plenário para denunciar o envolvimento de agentes públicos com o crime organizado, recebeu ameaças e que não se intimidou.
Sobre as declarações de Carlinhos Cachoeira dirigidas Andressa Mendonça durante depoimento à Justiça Federal de Goiás, em julho último, ocasião em que se negou a prestar esclarecimentos à Justiça, permanecendo em silêncio, mas fez declarações explícitas de amor a Andressa e prometeu que iriam se casar assim que estiver em liberdade, Léa Batista afirmou que a situação foi inusitada, um verdadeiro deboche.
“Trabalho no Ministério Público há seis anos, fui promotora de justiça e magistrada e nunca presenciei uma situação dessas. Foi um deboche com todas as autoridades presentes e à sociedade brasileira”, disse a procuradora.

Silêncio
A deputada federal Iris de Araújo (PMDB-GO) criticou a postura adotada por Aredes Correia Pires, ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, e Jayme Rincón, atual presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), que conseguiram habeas corpus na Justiça, para se manterem em silêncio na CPMI do Congresso.
“É lamentável a postura adotada aqui pelos depoentes. Há muito para ser dito. Muitas são as questões que precisam ser esclarecidas. Com o silêncio, eles prestam um desserviço ao País”, comentou a parlamentar.
Iris de Araújo lembrou que nas outras duas ocasiões em que foi convocado pela CPMI, Rincón não compareceu e seu advogado apresentou atestado médico, apesar de em Goiás, ele continuar exercendo suas atividades normalmente.
A deputada ressaltou também que Jayme Rincón declarou em Goiás, por meio da mídia, que falaria na CPMI e que por diversas ocasiões a desafiou e ameaçou com frases como “ela não perde por esperar”. Iris declarou que estava ali esperando para ouvi-lo.
“O senhor Jayme Rincón bravateou aos quatro cantos que viria e falaria aos membros da CPMI. Fiquei feliz com a informação, pois a grande maioria vem e nada diz. Acreditei que ele iria falar. Estava esperando que revelasse o teor das ameaças que fez à minha pessoa, dizendo que eu não perderia por esperar. Então, fiquei esperando”, disse Iris de Araújo.

Autor(a): Da Redação

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