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Caso Cachoeira: CPI poupa governadores e parlamentares

Política Comentários 18 de maio de 2012

Sob acusações de que estaria sendo articulado um “acordão” para não se convocarem os governadores e parlamentares citados em gravaçaões, a CPI que apura denúncias no chamado “Escândalo Cachoeira” aprovou na quinta-feira, 17, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Construções restrita às filiais da região Centro-Oeste


Sob acusações de que estaria sendo articulado um “acordão” para não se convocarem os governadores e parlamentares citados em gravaçaões, a CPI que apura denúncias no chamado “Escândalo Cachoeira” aprovou na quinta-feira, 17, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Construções restrita às filiais da região Centro-Oeste. A comissão não quis ampliar, no momento, a quebra do sigilo da empreiteira em todo o País. Com a decisão, a medida abrangerá as regionais do Tocantins; Mato Grosso do Sul; Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Foi firmado um compromisso para votar a quebra ampliada apenas no dia 5 de junho.
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse que não há indícios para propor uma quebra de sigilo "ampla, geral e irrestrita" da empreiteira. Para ele, a ligação da Delta com o contraventor Carlinhos Cachoeira, até o momento, era feita apenas pelo ex-diretor da região Cláudio Abreu. Para o relator, as quebras de sigilo da matriz da Delta, a convocação de governadores envolvidos com o contraventor e do ex-presidente da empreiteira Fernando Cavendish serão analisados em "outro momento".
Mas para o deputado Fernando Franceschini (PSDB-PR) não é possível separar as filiais da empreiteira. Já a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) disse que está havendo um acordo para escolher ‘quem ia morrer’. "O Rio de Janeiro está enterrado até a alma. Em nenhum lugar a Delta cresceu tanto quanto no Rio de Janeiro", afirmou.
A CPI aprovou, também, 77 requerimentos de oitivas, para que falem à CPI as pessoas mais próximas a Cachoeira. Foram chamados para depor sua ex-mulher, Andréa Aprígio, e o ex-cunhado, Adriano Aprígio. Os requerimentos para ouvir o pai de Carlinhos, Sebastião de Almeida Ramos, e o irmão, Marcos Antonio de Almeida Ramos, também foram aprovados. O irmão do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o procurador Benedito Torres, também foi chamado a falar. Porém, a atual mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, não foi convocada.
A CPI também se aproxima do governo do Distrito Federal: o chefe de gabinete do governador Agnelo Queiróz, Claudio Monteiro, é mais um dos que a Comissão quer ouvir.

Autor(a): Da Redação

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