(62) 3317 5500 • comercial@jornalcontexto.net

Casamento não reduz ascensão da mulher

Comportamento Comentários 15 de maro de 2013

Estudo realizado pelo Instituto Mauro Borges (IMB) de Pesquisa e Estatística define perfil demográfico e socioeconômico da mulher goiana e apresenta comparativo entre casadas e solteiras, cujos dados demonstram que a primeiras têm rendimento per capita superiores


Ao contrário do que muita gente imagina o casamento não representa uma barreira à ascensão profissional da mulher. Esta é a conclusão apresentada em estudo realizado pela Gerência de Estudos Socioeconômicos e Especiais do Instituto Mauro Borges, divulgado nesta semana. Os dados demonstram que as mulheres casadas estão em vantagem em relação às solteiras no quesito financeiro, independente da faixa etária, e em todos os outros aspectos analisados. Elas têm nível de escolaridade mais elevado, seus salários são maiores e têm mais acesso a bens de consumo. Porém, os técnicos do IMB detectaram que, embora a emancipação feminina em Goiás tenha se confirmado ao longo das últimas décadas, a mulher ainda enfrenta muitos percalços e desafios, tanto profissionais quanto pessoais, diante do aumento de suas responsabilidades, que a obrigam a lidar com uma dupla jornada.
O estudo, elaborado com o objetivo de oferecer dados confiáveis sobre o perfil demográfico e socioeconômico da mulher goiana, traz indicadores de que, embora hoje a participação feminina na economia seja indispensável devido à ampliação do seu grau de escolaridade – em 2009 para cada 100 homens matriculados no ensino superior verificava-se a presença de 160 mulheres - e de qualificação, que já supera o universo masculino, a desigualdade salarial ainda é uma realidade em Goiás como em todos os outros estados brasileiros.
Com base em diversas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os técnicos do IMB afirmam que, em 2011, o salário das mulheres ficou abaixo do ganho médio dos homens em diferentes segmentos do mercado. Apenas na construção civil, talvez porque o número de mulheres no setor seja reduzido, elas conseguem rendimentos superiores aos dos homens. A desigualdade salarial é um dos desafios ainda a ser vencido pelas mulheres, mas considerando que, em 2000, o salário feminino correspondia a 83% do salário masculino e passou em 2011 a representar 88,88% do – um acréscimo de mais de cinco pontos percentuais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, essa diferença tende a reduzir-se nos próximo anos.
O trabalho desenvolvido pelo IMB, entidade ligada à Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan), apresenta dados sobre outros aspectos da população feminina em Goiás, como a constatação de que tem aumentado significativamente o número de lares chefiados por mulheres, conforme pode ser visto na tabela abaixo. Um capítulo do estudo é dedicado especialmente às trabalhadoras domésticas, que hoje representam 5,98% do quantitativo de goianas no mercado de trabalho.
O estudo Características da Mulher Goiana está disponível na página do IBM/Segplan: www.imb.go.gov.br.

Autor(a): Tatiana Penha

Comentários


Deixe seu comentário Dê sua opinião a respeito desta notícia. Seu e-mail não será publicado.


Código Anti Span Incorreto!
Obrigado! Seu comentário foi postado com sucesso!
Falhou! Preencha todos os campos obrigatórios (*)

Baixe o PDF de Edições Anteriores

Arte em Propaganda Arte em Propaganda

+ de Notícias Comportamento

Registros de casamentos caem e os de divórcios aumentam, mostra IBGE

02/11/2018

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística acaba de divulgar a estatística de registro civil. Os números trazem dad...

Palmadas estimulam agressividade em crianças, diz estudo

29/04/2016

A criança que apanha (leves palmadas no bumbum ou em outra extremidade) é mais propensa a desafiar seus pais, ter um compor...

Brasileiras iniciam vida sexual na adolescência

02/10/2015

etade (53%) das mulheres inicia a vida sexual entre 16 e os 18 anos no Brasil. A pesquisa, reali...

Qual é a melhor idade para conversar com os filhos sobre o álcool?

14/09/2015

ara evitar o consumo excessivo de bebida alcoólica entre pré-adolescentes e jovens...