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Casal é incendiado por dívidas com traficantes

Violência Comentários 06 de maro de 2015

Crime ocorreu na tarde de terça-feira no Conjunto Filostro Machado e chocou a opinião pública


Richard Rodrigues Toledo, de 22 anos e Emilene Aristides dos Santos, de 39 anos, foram vítimas de tentativa de homicídio perpetrada com o emprego de substância inflamável (provavelmente gasolina) e tiveram grandes áreas de seus corpos queimadas. O homem sofreu lesões em cerca de 80 e a mulher em, aproximadamente, 40 por cento das áreas corporais. A motivação para o crime estaria ligada a um provável “acerto de contas” por causa de dívidas contraídas junto a traficantes de drogas no Conjunto “Filostro Machado Carneiro”, onde o casal reside. Embora estivessem juntos, Richard e Emilene não são casados e, a princípio, não teriam qualquer relação conjugal.
Testemunhas disseram, superficialmente, que um homem teria se aproximado das vítimas e iniciado uma discussão sobre a propalada dívida. Em dado momento o agressor afirmou que, primeiro, faria a dupla “sofrer muito” e que, depois, voltaria para matar o casal. O “sofrer muito” seria o atentado com o fogo, o que, de fato, acabou se consumando. Richard e Emilene foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados para o Hospital Municipal “Jamel Cecílio”. Por estar em situação mais grave, o homem foi transferido para Goiânia e a mulher, também, estaria aguardando vaga em uma clínica da Capital do Estado. Em Anápolis, devido à suspensão do atendimento a pacientes do SUS, pelo Hospital de Queimaduras (o único na região especializado no tratamento a queimados) não existe um sistema público para o socorro em casos mais complexos, como o do casal. No Hospital Municipal foi implantado um laboratório para atendimento a queimados, mas são socorridos, apenas, casos de pequena e média complexidades.
Representantes das polícias Militar e Civil, passaram a levantar dados que pudessem levar ao autor (ou autores) do crime, mas, esbarraram-se na chamada ”lei do silêncio”. Na região “ninguém sabe, ninguém viu nada”, devido a temores de retaliações por parte dos criminosos. O que se sabe é que, de fato, o casal tem envolvimento com drogas e se relacionava com pessoas de má índole na região.

Barbárie repetida
O atentado ao casal abalou a região do Conjunto “Filostro Machado” e mais cinco ou seis bairros, onde residem mais de quatro mil famílias. O local tem um histórico de muitos casos de violência, embora seja bem desenvolvido, com um comércio atuante, muitos aparelhos públicos, igrejas e a constante presença policial.
A população de Anápolis comparou o atentado ao que ocorreu no dia cinco de janeiro de 2013, quando o casal de namorados Guilherme Almeida e Thays Mendes, à época, com 21 e 18 anos, respectivamente, foi vítima de um crime semelhante. Os dois seguiam pela Rua Engenheiro Portella e, ao pararem no semáforo que fica no cruzamento com a Rua Barão do Rio Branco, foram alcançados por um ciclista que jogou um rojão aceso no interior do carro. Houve explosão e Guilherme teve 32 por cento do corpo queimados, enquanto Thays ficou com queimaduras em 42 por cento de seu corpo. Tempos depois, a policia prendeu, em Goiânia, o autor do crime. Tratava-se de Uingles Queiroz Costa, de 31 anos à época e que foi considerado, a princípio, doente mental. Ele havia detonado bombas no interior de alguns ônibus na Capital do Estado. Thays e Guilherme passaram por longo período de tratamento em hospital e, depois, em recuperação no ambiente doméstico.

Autor(a): Da Redação

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