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Casal corre risco de ficar com traumas

Violência Comentários 08 de fevereiro de 2013

Reconstituição da violência sofrida por Thays e Guilherme será realizada dentro de poucos dias


Atentado à bomba tem sido um tema polêmico em Anápolis e no País. Este ato de violência que visa causar algum dano e, até mesmo, destruir algo ou alguém, que tem uma motivação ideológica sendo ela moral, política ou religiosa, causa medo, indignação e dor a algumas famílias.
Como repercutiu em rede nacional, Thays Mendes (19) e Guilherme Almeida (20), foram vítimas de um atentado no centro de Anápolis, (dia 05 de janeiro), e se encontram hospitalizados, apresentando melhoras e evolução no tratamento. Ela já deixou a UTI e está na enfermaria do Hospital de Queimaduras. Ele continua no tratamento intensivo. A polícia vai fazer a reconstituição do crime, que tem como acusado Uingles Queirós, que se encontra preso, à disposição da Justiça.

De acordo com a Psicóloga e Psicanalista Juliana Aguiar de Melo, existem vertentes na psicanálise que podem explicar o que se passou na cabeça de Uingles, até levá-lo a cometer tais atos. “A psicanálise leva em conta três estruturas de sujeito e, em tese, todos nós estamos encaixados em, pelo menos, uma delas: Neurose, psicose e a perversão. Podem existir explicações diferentes dentro dessas estruturas. No caso de uma psicose, com certeza, a ideia foi sustentada por algum delírio. Se for uma perversão, essa atitude foi sustentada pelo próprio prazer em que o perverso tem em provocar o choque, seja na sociedade, ou de transgredir de alguma forma o que ele mesmo entende que é uma lei e ele nega, ou seja, a negação da realidade. Se diagnosticado neurose, poderia ser sustentado, por exemplo, por uma questão passional, um contexto que envolve ciúmes, sentimento de posse, o que sustenta essa atitude”, explica.
Causas variadas
O ser humano, em si, quando é violentado, humilhado ou submetido a qualquer outro ato de violência, como assaltos, sequestros, ou esse tipo de atentado, carrega grandes ou pequenas sequelas emocionais por muito tempo. Quem sabe, ao longo da toda a vida. Se esse estresse não for cuidado e tratado, resulta em problemas irreversíveis. Isto é um ciclo que pode ir se perpetuando causando um stress pós-traumático, agravando ainda mais a situação.
Provocado por complexas situações, um trauma pode ser aberto por diferentes situações. A agressão a uma mulher grávida, por exemplo, pode desenvolver sérios problemas à criança no futuro. Durante um parto; na aplicação de um fórceps mal feito, também, ou contrair alguma doença, passar por algum acidente ou, até mesmo, pelo fato de presenciar um ato de violência, pode prejudicar um nascituro.
Se nas nossas memórias esta história ficará por muito tempo, nada vai apagar os momentos de sofrimento vividos por eles (Guilherme e Thays) que sentiram isso na realidade. O susto, a recuperação, os dias difíceis na UTI e a preocupação de toda a família. Somente o tempo irá amenizar a história real que foi pregada à vida de cada uma das vítimas.
Segundo Juliana Aguiar, após uma ocasião como esta, geralmente ficam as lembranças que podem se transformar em medos diferentes. “Com certeza isso é um choque. É necessário acompanhar para ver a gravidade em que se encontram, e, analisar o tamanho desse estresse pós-trauma que pode desenvolver outras sequelas e efeitos como a fobia”, fala.
Até o presente momento, não se sabe se o atentado contra o casal foi um verdadeiro delírio, ou um ato de pura maldade. Com o desenrolar do caso, as partes serão ouvidas e a história esclarecida. Infelizmente, a sociedade tem de conviver com o medo de ser surpreendida, de alguma maneira, por pessoas mal intencionadas e ser incluída na imaginação e na loucura de qualquer outro como objeto.

Autor(a): Da Redação

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