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Carne brasileira recupera destaque no mercado internacional

Economia Comentários 10 de agosto de 2017

Produtores goianos se animam com o aumento das exportações, depois de meses em baixa por conta da crise


Uma boa notícia para a economia de Goiás, que tem o terceiro maior rebanho bovino do País. O Mercado de carne bovina (uma das principais commodities da região) voltou a aquecer e as vendas para o exterior dispararam. A crise gerada há alguns meses por conta da qualidade da carne é coisa do passado. A situação é amplamente favorável ao produto brasileiro, inclusive com recuperação de preços, a volta de um grande cliente (Egito) às compras e aumento das importações da China; Rússia; Irã, Estados Unidos e Arábia Saudita. As exportações brasileiras de carne bovina in natura e processada apresentaram, em julho, um crescimento de 23% em volume em relação ao mesmo mês do ano passado, sinalizando que o setor pode apresentar equilíbrio e mesmo algum crescimento até o final de 2017. Em receita, o crescimento foi mais significativo: 32%. Em julho o Brasil exportou 129.015 toneladas contra 104.989 toneladas em julho do ano passado. A receita, por sua vez, subiu de US$ 408,5 milhões no ano passado para US$ 538,1 milhões neste ano. Este foi o melhor resultado obtido num mês desde março de 2016 quando o Brasil exportou 136.386 toneladas.
São dados da Associação Brasileira de Frigoríficos, compilados do boletim atualizado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, no entanto, as exportações continuam 4% abaixo do total obtido neste período em 2016, embora a receita tenha se recuperado e apresentado um crescimento de 1%. Em 2016 foram 818.067 toneladas exportadas até julho enquanto que em 2017 o total foi de 784.963. A receita obtida em 2016 foi de US$ 3,13 bilhões e em 2017 de US$ 3,17 bilhões.
COMPRADORES
Os principais destinos da carne brasileira e, por conseguinte, da carne goiana são Hong Kong (32.96 toneladas) e China Continental (15.822). Esses dois países continuaram liderando as importações da carne bovina brasileira, seguidos da Rússia (13.086 toneladas), Irã (10.959 toneladas). A surpresa foi o retorno do Egito, que enfrenta problemas cambiais e reduziu muito suas aquisições desde o ano passado, e que comprou no mês 20.323 toneladas. Numa prova de que, mesmo com os efeitos negativos da Operação Carne Seca ainda perdurando em alguns mercados, a carne bovina brasileira continua muito competitiva no mercado internacional, de janeiro a julho a China elevou suas compras em 8,9%, a Rússia em 8,4%, o Irã em 18,5%, Estados Unidos em 71,3% e Arábia Saudita em 92%. No acumulado até julho, um total de 65 países compraram mais carne bovina do que em 2016 enquanto que outros 78 diminuíram suas aquisições.

Autor(a): Nilton Pereira

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